Terapia de Integração Sensorial

DSM-V

 

O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais está em sua 5.ª edição e é denominado DSM-5. Trata-se de um manual diagnóstico e estatístico feito pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais. Usado por psicólogosmédicos e terapeutas ocupacionais.

 

A versão atualizada saiu em maio de 2013. Desde o DSM-I, criado em 1952, esse manual tem sido uma das bases de diagnósticos de saúde mental mais usados no mundo. 

 

De acordo com o DSM-V (item 4), comportamentos sensoriais incomuns podem ser um sintoma de Autismo. Mas, vale ressaltar, é possível também ter transtorno sensorial quando não há Autismo.

TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL

 

 

A percepção que temos do Mundo e das pessoas se dá invariavelmente através dos sentidos. Portanto, quando as pessoas têm transtornos no processamento sensorial, a percepção das mesmas situações pode ser completamente diferente! Um barulho pode ferir os ouvidos, um abraço pode machucar!

E pode haver tanto uma hipossensibilidade, ou seja, quando a criança percebe pouco aquele sentido e por isso tem uma busca maior, quando quer constantemente estimular aquele sentido, ou hipersensíveis, quanto quer evitá-lo. A maioria das crianças é hipersensível em algumas coisas e hipossensível a outras.

 

É o que acontece, por exemplo com crianças que balançam constantemente as mãos (esteriotipia de flapping). Elas relatam que fazem isso para que possam sentir as própias mãos. Um excelente exemplo para entender isso é pensar como nos sentimos quando recebemos uma anestesia para tratamento dentário e que ficamos repetidamente passando nossa língua para checar se a sensação do próprio corpo está voltando. 

Acredita-se que Alteração Sensorial acometa cerca de 90% (noventa por cento) das pessoas com autismo. Mas, repita-se, não afeta exclusivamente pessoas com autismo, sendo que de 5 (cinco) a 15% (quinze por cento) das crianças com idade escolar da população mundial, possuem alteração de processamento sensorial. O diagnóstico do TPS é clínico.

Como ensina o IG @friskasensorial: "O Transtorno do processamento sensorial pode se manifestar com dificuldade no processamento de apenas 1 dos sentidos (tátil, auditivo, visual, olfatório, paladar, vestibular, proprioceptivo ou ainda interoceptivo) ou 2,3 e até todos os sentidos juntos. Além disso a dificuldade no processamento de 1 sentido pode ter consequência direta em outro (uma criança com transtorno vestibular tem dificuldade para ficar sentada e isso pode refletir na aceitação alimentar ou no aprendizado). E ainda, para cada sentido a manifestação pode ser como hipo ou hiperresponsivo. Dá para imaginar a gama de possibilidades de manifestação do TPS?? E ainda algumas manifestações podem se confundir com ‘birra’ ou ‘frescura’. Por isso a importância de avaliação de um profissional especialista!! Fique atento!!!" 

E ainda acrescenta: "O TPS acontece quando uma informação chega ao cérebro, e ela é interpretada de forma diferente do que seria "esperado", como um "mini curto circuito", ou seja ela pode ser: exacerbada, diminuída, ou até mesmo não ser interpretada - processada.
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Com isso um simples cheiro pode causar irritação ou náuseas, um estímulo visual comum pode deixar a criança agitada e incomodada, o toque pode causar sensação de desconforto ou dor, um gosto ou uma consistência diferente na boca pode causar repulsa e vômito ou ficar de pé parada pode ser quase impossível. 


Muitas vezes é confundido com birras, falta de educação ou de limites, dificuldade alimentar (não os transtornos), irritabilidade, hiperatividade e, em crianças mais velhas, pode até se manifestar como dificuldade de aprendizagem escolar. As reações dentro do TPS não seguem um padrão, e não há uma linearidade nas respostas conforme o estímulo, sendo assim, não conseguimos "padronizar" as alternativas de intervenção específica, embora possamos sugerir formas e estratégias gerais de abordagem para favorecer o PROCESSAMENTO SENSORIAL FUNCIONAL.
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Sendo assim, o TPS é definido como a presença de uma alteração em detectar, modular, interpretar ou responder ao estímulo sensorial, anteriormente descrita na literatura como disfunção de integração sensorial. O diagnóstico é realizado através de testes clínico e o o melhor tratamento é a Terapia de Integração Sensorial realizada após traçar o Perfil Sensorial do paciente".

Como explica a mestre em ABA, Dani Botelho em seu IG:

"Algumas crianças parecem ter problemas para lidar com as informações que seus sentidos absorvem - coisas como visão, audição, tato, paladar, olfato, equilíbrio e consciência corporal.


Crianças com problemas de processamento sensorial experimentam estímulo demais ou insuficiente (sub e super sensibilidade) por esses sentidos.


Esses problemas podem ser muito difíceis, e podem impedir que elas funcionem efetivamente, aprendam e façam amigos. 

Visão
Cores (às vezes uma cor em particular) ou luzes podem ser muito brilhantes para serem observadas diretamente ou por períodos prolongados (por exemplo, se estiver em uma sala por um período significativo)
Distorções: objetos ou luzes estáticas podem parecer se mover

Audição/Som
Pode ser particularmente sensível a certos sons (por exemplo, sirenes da polícia), que podem causar estresse
Incapacidade de bloquear o barulho do ambiente, o que pode levar a dificuldades com
concentração

Tato
Mesmo o toque mais sútil pode ser doloroso ou desconfortável (de pessoas ou objetos)
Não gostar de certas texturas (por exemplo, cadeiras de couro, roupas de algodão)

Paladar/Gosto
Come tudo (por exemplo, papel, cabelo) - isso é conhecido como doença de pica que precisa ser diagnosticada
Pode lamber as coisas para ter uma melhor noção do que elas são

Olfato/Cheiro
Certos cheiros podem ser intensos, levando à concentração dificuldades
Pode desenvolver aversão a pessoas com perfumes fortes ou diferentes, desodorantes, etc.

Balanço
Desejo de movimentar, balançar ou girar .

Consciência corporal
Pode ficar muito próximo dos outros, pois eles são incapazes de medir sua proximidade com pessoas / objetos e julgar seu próprio espaço pessoal
Dificuldades em navegar pelos ambientes, não desviando de obstáculos

Quem devo procurar para ajudar meu filho(a)? Terapeutas ocupacionais (ou TOs) são os especialistas que trabalham com crianças que têm problemas sensoriais.


Os especialistas usam a terapia de integração sensorial, que visa ajudar as crianças a atingir um nível ideal de regulação sensorial".

 

E como explica o IG @sindrome_de_asperger_autismo:

"Em muitas crianças com autismo, os processos de percepção (registrar), gestão (modular) e organização (integrar) sensorial são ineficientes em uma ou mais das modalidades sensoriais.


Todos nós experimentamos uma variação na forma como sentimos e respondemos aos diferentes estímulos.


Nossos níveis de tolerância podem variar de acordo com o nosso bem-estar. Quando estamos doente ou cansados, podemos não ser tão tolerantes a determinados estímulos sensoriais como quando estamos nos sentindo bem.


Ao tentarmos compreender o comportamento das crianças com TEA, é importante considerarmos que suas respostas refletem não só o momento que estão vivendo, mais as disfunções sensoriais que apresentam, afetam tanto o momento presente, como influenciaram na maneira como desenvolveram sua compreensão do mundo.


Diferentes experiências sensoriais podem causar dor, medo, ansiedade, angústia ou confusão. Neste momento, um “comportamento desafiador” pode ser uma reação ativa, para tentar bloquear ou afastar os estímulos indesejados uma sobrecarga sensorial também pode acontecer, quando o cérebro não consegue filtrar as informações sensoriais, para prestar atenção ao que é importante no momento.


O corpo poderá se sentir como se estivesse no meio de um bombardeio e várias reações físicas e emocionais, podem ser desencadeadas, irritabilidade, agressividade, ansiedade, ataques de pânico, dor de cabeça, podem acontecer. É importante aprender a reconhecer os sinais de sobrecarga sensorial e agir preventivamente. “Aprender como funciona os sentidos de cada pessoa autista é uma chave crucial para compreender essa pessoa.” (O’Neill) trechos do livro Síndrome de Asperger - Walter Camargo".

11 SENTIDOS

Conforme ilustração do IG @sindrome_de_asperger_autismo baseada na publicação do site www.autimates.com da jornalista @fatimadekwant, o ser humano não possui apenas 5 sentidos, mas 10! Acrescentamos ainda mais um, a TEMPORAL:

MONOFUNCIONAMENTO DOS SENTIDOS

Como ensina Fátima de Kwant:

"Mono Funcionamento
O mono funcionamento na linguagem da Integração Sensorial é a experiência de um sentido de cada vez.

A maioria das pessoas com desenvolvimento neurotípico é capaz de usar vários sentidos de uma vez: andar, falar ao telefone e tomar um gole do refrigerante ao mesmo tempo. Ou andar sem olhar para seus pés porque ela SABE que está andando (sensação regulada pelo sentido proprioceptivo/proprioceptor). São ações automáticas, que não perturbam seu funcionamento.

Um grande grupo de autistas, porém, pode ter dificuldade com estímulos que chegam até eles através dos sentidos ao mesmo tempo.
Como exemplo, a falta de contato visual para poderem ouvir melhor. Outro exemplo, o do autista que não fala enquanto come; ou fala ou degusta (paladar).

É importante que pais, professores, e terapeutas evitem oferecer muitos estímulos à pessoa autista sensorialmente sensível. Sendo assim, é melhor que os deixem experimentar UM DE CADA VEZ. O mais eficiente é apresentar o estímulo visual antes da verbalização. Exemplo: o professor quer que o aluno autista pare a tarefa e vá ao refeitório. Primeiramente, o professor deve mostrar a ele o pictograma do refeitório, aguardar alguns segundos, e só depois falar em voz alta que o aluno deve ir para ao refeitório. A tarefa terá mais chances de ser compreendida imediatamente quando segmentada (primeiro mostrar, depois falar). São ações simples, que podem facilitar o bem-estar de muitos autistas e também das pessoas incumbidas de se comunicarem com eles.

O treino deve ser contínuo até que o autista consiga processar mais de um sentido por vez no seu dia a dia".

QUESTÕES SENSORIAIS

Seguem no link abaixo trechos dessa lendária live realizada no IG @eyecontactlivesshapedbyautism desse adorável casal com Dr. Paulo Liberalesso. 
Dr. CARLOS GADIA, diretor de um dos mais importantes centros autismo do mundo, no Miami Childrens Hospital, que faz parte do livro Propósito Azul (site Amazon) e a maravilhosaaaaa GRAZI GADIA, fundadora do projeto social Eyecontact - Lives Shaped by Autism, que tem a missão de dar suporte às mães e familiares de crianças com Autismo por meio do seu Instagram e canal no YouTube com o mesmo nome, nos quais divulguem informações e diversos projetos promovidos pelo casal. 


Dr. Paulo é uma das maiores referências em neuropediatria no Brasil, uma assumidade no assunto. 

AUDITIVA

Trata-se da percepção auditiva. É muito comum pessoas com Autismo terem sensibilidade, por isso colocam as mãos nos ouvidos quando estão expostas a certos ruídos. 

Para entender melhor os sinais da sensibilidade auditiva e como lidar com ela, clique no link abaixo:

ORAL (PALADAR)

Trata-se da percepção do paladar. É muito comum pessoas com Autismo terem sensibilidade neste sentido, o que as levam muitas vezes a terem restrição alimentar. Podem ser também buscadores de sensações orais, colocando objetos na boca com frequência. 

Para entender melhor os sinais da sensibilidade no paladar e como lidar com ela, clique no link abaixo:

TÁTIL

Trata-se da sensibilidade ao toque. É muito comum pessoas com Autismo terem sensibilidade neste sentido, o que as levam muitas vezes a evitarem o toque, andar nas pontas dos pés e até à restrição alimentar.

Para entender melhor os sinais da sensibilidade tátil e como lidar com ela, clique no link abaixo:

NOCICEPÇÃO (DOR)

Trata-se da sensibilidade à dor. É muito comum pessoas com Autismo serem menos sensíveis à dor, o que aumenta o risco de se machucarem por ter menor sensação de perigo. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial da nocicepção e como lidar com ela, clique no link abaixo:

TERMOCEPÇÃO (SENSAÇÃO TÉRMICA)

Trata-se da alteração no sensação térmica. É muito comum pessoas com Autismo serem menos sensíveis ao frio ou ao calor, o que aumenta o risco de se resfriarem, por exemplo, por não se agasalharem adequadamente. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial da termocepção e como lidar com ela, clique no link abaixo:

VISUAL

Trata-se da sensibilidade visual. É muito comum pessoas com Autismo serem sensíveis a luzes fortes e se incomodarem muito com isso. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial visual e como lidar com ela, clique no link abaixo:

OLFATIVA

Trata-se da sensibilidade aos odores. É muito comum pessoas com Autismo serem sensíveis a determinados odores e se incomodarem muito com isso. Esse transtorno pode acarretar também em restrições alimentares.

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial olfativa e como lidar com ela, clique no link abaixo:

VESTIBULAR (MOVIMENTO E GRAVIDADE)

O órgão receptor do sistema vestibular está ao lado da audição, dentro da nossa orelha e informa nosso cérebro sobre movimento e gravidade. O labirinto também interfere no processamento vestibular. Tem a ver com equilíbrio, com controle de movimento.

Quem nunca girou, girou e ficou tonto até se desequilibrar? Isso ocorre quando um líquido dentro das estruturas do ouvido avisa as células mecanorreceptoras por qualquer desequilíbrio do nosso corpo em relação à cabeça.

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial vestibular e como lidar com ela, clique no link abaixo:

PROPRIOCEPTIVA

A Propriocepção é o sentido, responsável pela consciência corporal. Com ele podemos movimentar nosso corpo mesmo de olhos fechados e temos noção do nosso corpo em relação ao espaço, através dos músculos e articulações. Crianças com Autismo podem ter transtorno sensorial proprioceptivo e para melhorar essa questão, podemos fazer atividades que envolvam o uso de força. 

Estímulos SENSORIAIS PROPRIOCEPTIVOS podem ajudar a acalmar em momentos de irritação, relaxar antes de dormir, aumentar a concentração e deixá-los mais alertas quando letárgicos. Crianças que são muito agitadas e parecem HIPERATIVAS são buscadores proprioceptivos e vivem escalando tudo, adoram mastigar objetos, pular na cama, etc. Já os Hiposensíveis preferem ficar parados, parecem descoordenados e evitam o toque. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial proprioceptiva e como lidar com ela, clique no link abaixo:

INTEROCEPÇÃO

Fome, sono, coração acelerado, bexiga cheia, etc. 

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Ocorre que grande parte das pessoas com Autismo possuem TRANSTORNO do PROCESSAMENTO SENSORIAL, podendo afetar todos esses sentidos (as luzes podem parecer fortes demais, os sons mais intensos, odores podem se tornar insuportáveis, etc).

E o pior, a maioria apresenta MONO FUNCIONAMENTO, ou seja, a capacidade de experienciar APENAS um SENTIDO por vez. “A maioria das pessoas com desenvolvimento neurotípico é capaz de andar sem que para isso tenha que olhar para seus pés; ela sabe que está andando (sentido proprioceptor). Ao mesmo tempo podem estar falando ao celular e acenando para um amigo que acaba de entrar no local onde ela está.

Quando algum destes sentidos não funciona muito bem, há o transtorno sensorial. 

Um grande grupo de autistas, porém, pode ser perturbado pelos estímulos que chegam até eles através desses sentidos.

Como exemplo, a falta de contato visual de muitos autistas. Alguns deles evitam o olhar nos olhos para poderem ouvir melhor”, acrescenta a jornalista.

 

Por esta razão, é imprescindível a orientação de um TERAPEUTA OCUPACIONAL, especialista em INTEGRAÇÃO SENSORIAL, afim de trabalhar essas questões que, além de tudo, acabam por afetar também a LINGUAGEM e INTERAÇÃO.

 

TEORIA OCUPACIONAL

Conforme explicamos acima, para lidar com as questões sensoriais, é importante procurar um TERAPEUTA OCUPACIONAL ESPECIALISTA em INTEGRAÇÃO SENSORIAL. Além disto, a terapia ocupacional auxiliar no desenvolvimento da independência da criança, em especial quanto às AVD - Atividades da Vida Diária, como se vestir, calçar os sapatos, etc. 

Para entender melhor, clique no link abaixo:

RESTRIÇÃO ALIMENTAR

Conforme narramos acima, o transtorno sensorial pode levar à restrição alimentar. Para saber como lidar, clique no link abaixo:

SINAIS EM BEBÊS

Como ensina o IG @friskasensorial:

"Nos bebês e crianças pequenas, muitas vezes fica difícil de identificar TPS, porém esses sinais de alerta, podem ajudar.
Eles são:
- problemas para comer e/ou dormir
- recusa a ir com outras pessoas a não ser a mãe - ficam irritados quando são vestidos, se incomodam com certas roupas
- não brincam com brinquedos
- não conseguem se acalmar sozinhos
- atrasos motores, postura corporal pobre
São apenas alertas, sinais para observarmos. Claro que muitas crianças podem ter um desses, sem ter TPS.
Procurem sempre um especialista para ajudar vocês".

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TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL

 

 

A percepção que temos do Mundo e das pessoas se dá invariavelmente através dos sentidos. Portando, quando as pessoas têm transtornos no processamento sensorial, a percepção das mesmas situações pode ser completamente diferente! Um barulho pode ferir os ouvidos, um abraço pode machucar!

Acredita-se que Alteração Sensorial acometa cerca de 90% (noventa por cento) das pessoas com autismo. Mas, repita-se, não afeta exclusivamente pessoas com autismo, sendo que de 5 (cinco) a 15% (quinze por cento) das crianças com idade escolar da população mundial, possuem alteração de processamento sensorial! 

 

Quando algum destes sentidos não funciona muito bem, há o transtorno sensorial. 

 

O sistema sensorial recebe a informação (o estímulo sensorial) e manda para o cérebro. Quem processa e organizar essas informações é o cérebro.

Precisamos que cada sistema desses funcione perfeitamente bem, sendo que um sistema precisa do outro para funcionar bem, mas muitos deles se cruzam no caminho e aí pode estar o problema quando há uma disfunção. Toda entrada da informação sensorial é lavada ao cérebro e devolvida em forma de comportamento e aprendizagem, que é a base de tudo na vida! 

 

Os sentidos são a porta de entrada do mundo para o cérebro. O cérebro fica sabendo acerca das pessoas e do mundo através dos órgãos sensoriais. 

 

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ALTERAÇÕES SENSORIAIS EM CRIANÇAS

Mayra Gaiato e Dinara Souza

Disfunções Sensoriais que crianças com autismo apresentam.

ALTERAÇÕES SENSORIAIS

Mayra Gaiato e Dinara de Souza

Quais os tipos de alterações sensoriais. 

SENSIBILIDADE - PALESTRAS AUTISMOS

Gisele Zambiazi

A mãe Gisele Zambiazi explanou sobre a dificuldade de colocar um tênis ou uma roupa, um perfume. Segue um relatório da palestra. 

SENSORIAL - LUTAS

Felipe Nilo e Dra. Deborah Kerches

Como explica Dra. Deborah Kerches:

"Preparamos para vocês uma série sobre os benefícios das lutas (ou artes marciais) no autismo.
Neste terceiro vídeo falamos sobre o papel das artes marciais como intervenção sensorial. As questões sensoriais encontradas no autismo podem se apresentar como hipersensibilidade ou hipossensibilidade relacionadas às nossas entradas sensoriais : visão, audição, olfato, gustação/paladar, tato e à propriocepção.


O processamento sensorial das pessoas com TEA apresentam disfunções e particularidades que merecem atenção e intervenções especializadas. 


Neste vídeo temos a colaboração especial da minha filha Manuella, que já se interessa muito por tudo que envolve o autismo.💙
 

As lutas são importantes ferramentas para o desenvolvimento de habilidades motoras, comunicativas, sociais, de consciência corporal, manejo comportamental e de questões sensoriais, controle da ansiedade, peso e higiene do sono, paciência, além de melhorar a autoestima, autoconfiança, disciplina, possibilitando que crianças, adolescentes e adultos com autismo sejam capazes de se superarem e se sentirem verdadeiros campeões da vida!"

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Na referida palestra, Gisele Zambiasi explica que, para uma pessoa com TRANSTORNO SENSORIAL VISUAL, por exemplo, ver um mamão pode ser tão repulsivo quanto uma perna cortada, o que pode, aliás, gerar a SELETIVIDADE ALIMENTAR.

São 3 os tipos de alteração:

 

* DE MODULAÇÃO

Dá a informação de intensidade - fraco ou forte, muito ou pouco, hiper ou hipo.

Pode acontecer em todos os sistemas. 

Quanto à alteração de modulação, temos crianças:

=> hiperesponsivas, que sentem demais (luz intensa, barulho alto, etc. 

=> hiporesponsividade, quando a criança sente de menos. Ex. Quando a criança cai, se machuca e não sente dor (tátil).  

Uma criança que é hipervisual e hipotátil. 

A criança hipotátil, por exemplo, balança e pula pra sentir o corpo.

Uma criança que é hipervestibular, nao gosta de balanço, de movimento, pois sente demais!

Já uma criança hipovestibular fica buscando o movimento, girando em torno do próprio corpo, etc.

* BUSCADOR SENSORIAL

Discrimina do que se trata o estímulo, a qualidade, a precisão da informação. Ex. Quando alguém me toca, sei que foi uma pessoa e não uma pena.

Por ser mais refinado, está mais em cima no cérebro.

 

* DESORDEM MOTORA DE BASE SENSORIAL

=> Dispraxia (Disfunção da ação motora humana. Planejamento, funções executivas, idéia, planejamento e ação. Ex. Toco no cabelo de outra pessoa, para ver a textura.

Pode-se dividir a dispraxia em 3 fases, onde pode haver comprometimento:

- Ideação (crianças que não têm idéia, por isso fazem brincadeiras repetitivas, porque nao têm idéias novas),

- Planejamento (têm a idéia, mas nao conseguem planejar para executar, então fazem de qualquer jeito),

- Execução (na hora de executar, se atrapalha e não consegue executar direito).

- Controle Postural.

Quando há dificuldade em processar as sensações do próprio corpo, em virtude do desequilíbrio nos sentidos, o que é muito comum nos Autistas, como hipersensibilidade tátil, auditiva, olfativa, do paladar e da visão, é importante aplicar a TERAPIA DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL, com a função de organizar estas sensações e aprender a lidar com as situações do dia-a-dia, afim de diminuir essas disfunções sensoriais.

Temple Grandin, na obra "O Cérebro do Autista" aborda profundamente sobre o tema, ressaltando:

Os pesquisadores simplesmente não entendem a urgência do problema. Talvez entendessem se pudessem olhar o mundo do ponto de vista da confusão de falhas neuronais dos autistas. A extrema sensibilidade sensorial pode ser muito angustiante. Sons altos podem machucar os ouvidos da mesma forma que quando se tem um nervo perfurado no dentista"

O Matheus, por exemplo, não suportava locais barulhentos e com muitas pessoas querendo pegá-lo, ficava desesperado! Mas quando começamos a trabalhar com o toque através de diversos materiais, com instrumentos para treinar os ouvidos, etc., ele começou a abraçar, beijar, procurar o colo, além de lidar com naturalidade ambientes diversos!

É importante aproveitar a hora do banho para deixar a criança bater tampas de panela e preparar sua audição, uma ida ao parque para colocar os pés na areia ou na grama, etc. Enfim, colocar em prática na rotina diária tudo que trabalhe com a sensibilidade, sempre de forma natural e como uma brincadeira. Claro que a criança apresentará uma resistência no início, então você pode distraí-lo colocando uma música que ele adore, contar até 10 para saber que vai acabar, dando recompensas, etc. 

Além disto, é importante inserir algumas condutas na rotina diária. Saiba mais no link "Condutas na Rotina":

Veja uma aplicação de Terapia de Integração Sensorial com o especialista Victor Ruan:

Na terapia abaixo, Victor para estimulou as HABILIDADES FÍSICAS e a INTEGRAÇÃO SENSORIAL.

1. VÍDEO na PISCINA de BOLINHAS:

Estimulação VISUAL (piscina com luzes e diferenciação das bolas coloridas das bolas transparentes) estimulação TÁTIL (bolas com diferentes texturas), estimulação PROPRIOCEPTIVA (sensação do próprio corpo, posição do corpo no espaço), COORDENAÇÃO MOTORA GLOBAL e FINA.

2. VÍDEO NA REDE:

Estimulação VESTIBULAR (movimento), TÁTIL (diferentes texturas de bolinhas), coordenação VISOMOTORA (coordenação olho-mão no arremesso das bolinhas no cesto), COORDENAÇÃO MOTORA GLOBAL para balançar.

ESCOVAÇÃO TERAPÊUTICA (Protocolo de Wilbarger​)

Pessoas que apresentam sintomas de defensividade tátil são extremamente sensíveis ao toque. Elas costumam ter medo ou resistir em ser tocadas, ter dificuldades em transitar entre atividades ou podem até mesmo ser apáticas. Assim, a aplicação do protocolo é muito útil no tratamento de crianças com disfunção integrativa sensorial, ajudando o cérebro e o corpo a trabalharem em conjunto de forma mais eficaz.

Alguns benefícios esperados com a aplicação do Protocolo de Wilbarger são:

– Melhora na capacidade para fazer a transição entre as atividades, pois aplicada após exposições sensoriais intensas tem efeito calmante e melhora os níveis de tolerância.

– Ajuda na modulação de desconfortos relacionados ao toque (defensividade tátil).

– Aumento na auto-regulação e percepção corporal.

– Aumento da capacidade do sistema nervoso de usar as informações sensoriais de forma mais eficaz, ou seja, favorece as habilidades de fala e os movimentos.

– Melhora na atenção e foco.

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PASSO-A-PASSO ESCOVAÇÃO

O protocolo completo leva geralmente de 2 a 3 minutos para ser administrado. A primeira etapa envolve o uso de uma escova específica chamada Therapressure Brush ou uma escova terapêutica bem macia e molinha (teste antes em sua pele) ,ou por um tecido macio ou até outro estímulo, conforme orientação do terapeuta ocupacional. Os procedimentos são executados sobre a pele usando uma pressão firme, como uma massagem profunda. 

Conforme demonstracão no vídeo, a escovação começa nos braços e segue até os pés. O rosto, peito e estômago não devem ser escovados por serem áreas mais sensíveis, e poder causar reações adversas. 

Após a terapia de escovação tem início as compressões articulares suaves para os ombros, cotovelos, punhos, dedos, quadris, joelhos e tornozelos. Devem ser realizadas 10 vezes em cada articulação, e atuam em nível mais profundo, estimulando a co-contração muscular e a propriocepção.

A auto-administração de compressão articular também pode ser feita através de atividades psicomotoras envolvendo suporte de peso, saltos, flexões, ou com uso de recursos como a cama elástica.

A aplicação do protoloco é inicialmente recomendada a cada 2 horas enquanto a pessoa está acordada. Após cada semana deve ser realizada uma reavaliação para adaptação do mesmo, sendo que sua aplicação deve continuar enquanto os benefícios estiverem sendo observados.

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HOMÚNCULO DE PENFIELD

 

Descubra como o cérebro vê o nosso próprio corpo

Nos anos 30, o médico Wilder Penfield realizou cirurgias em pacientes com epilepsia. Com um cérebro vivo em sua mesa, ele decidiu explorar um pouco aquela região: ele reuniu informações, descobrindo que partes do córtex cerebral controlam quais movimentos voluntários e sensações. O que ele descobriu foi uma visão bem distorcida do corpo humano: o homúnculo do córtex.

 

Para o seu corpo, há pouca necessidade em saber o que está ocorrendo pelos seus braços e pernas: tudo o que esses membros precisam fazer é ficar fora de chamas e mover suas mãos e pés para os lugares certos. Suas mãos, sua língua e seus genitais, e suas características faciais no geral, são extremamente importantes, e fornecem toneladas de informações sensoriais. Um resultado disso é que eles ocupam bastante espaço no cérebro na região relacionada aos sentidos.

homúnculo motor trata-se de um modelo de como o corpo seria se cada parte dele crescesse em proporção com a área do córtex cerebral relacionada ao seu movimento e o homúnculo somestésico é aquele de como o corpo seria se cada parte dele crescesse em proporção com a área relacionada à sua perceção sensorial.

Como ensina o IG @cdifloortime:

 

"Todo ser humano tem uma maneira singular de processar e responder a diferentes estímulos. Juntos, nossos sentidos trabalham para nos fornecer informações sobre como estamos situados em um determinado ambiente. Sabemos que a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato são os cinco sentidos mais familiares ao nosso corpo, porém, existem dois sentidos internos adicionais que também nos ajudam processar as informações que vêm a nosso encontro.
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Vestibular é o sentido que passa a informação para os nossos ouvidos e que está relacionado ao movimento e ao equilíbrio. Proprioceptivo é a informação que recebemos dos nossos músculos e articulações, como, por exemplo, a posição que o nosso corpo está ocupando em certo espaço. Uma vez que o cérebro registra a informação sensorial do nosso corpo e processa essa informação, ele a interpreta e a organiza de maneira a executar os devidos comandos que irão responder as informações recebidas. Para muitos pesquisadores, a integração dos sentidos ocorre de maneira imperceptível. Para outros, a integração sensorial acontece de maneira diferenciada, o que pode ser a origem de vários problemas de funcionamento, chamada de Desordem do Processamento Sensorial (DPS).
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Desordem do Processamento Sensorial (DPS) - descoberta pela primeira vez, nos anos 50, pelo Dra. Jean Ayres - atinge o sistema nervoso, que provoca dificuldades de compreensão, organização e integração. Talvez essa perturbação ocorra individualmente ou em conjunto com outras, como a dificuldade de atenção, autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down, entre outras.
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Essa perturbação sensorial varia de pessoa para pessoa e, associada ao stress e desconforto corporal, pode afetar a habilidade da criança e provocar um déficit de atenção na mesma. O que irá afetar profundamente a comunicação, a sociabilidade, o aprendizado, o comportamento e o senso de regularidade da criança".

Como ensina Fátima de Kwant:

 

“Fique quieto!”, “Pare de roer as unhas!” “Larga isso!”, “Pare de se balançar na cadeira!” “Ele não me olha quando eu falo”.
“Quando ele olha para o caderno, ele não me ouve.” Estas são algumas das frases comuns que pais e professores usam ao lidar com crianças (autistas) com um distúrbio do processamento sensorial.
Os cinco sentidos popularmente conhecidos são: visão, audição, tato, olfato e paladar. Porém, nem sempre os neurotipicos se dão conta de outros cinco mais, porque são naturais (imperceptíveis) para os “normais”:
* O vestibular – equilíbrio (cuja origem está na audição)
* O da propriocepção (a postura; a contração muscular, fazer atividades sem olhar para o que se faz; sentir o peso dos objetos; ter sensação de “controle” sobre o próprio corpo
* O da interocepção (sensações interiores de fome, sede, sono, bexiga cheia, batimentos cardíacos e cansaço)
* O da nocicepção (sensação de dor)
* O de termo-cepção (registro de temperatura – frio, quente etc.)
⚠️Mono Funcionamento
O mono funcionamento no autismo é a experiência de um sentido de cada vez. A maioria das pessoas com desenvolvimento neurotípico é capaz de andar sem que para isso tenha que olhar para seus pés; ela sabe que está andando (sentido proprioceptor). Ao mesmo tempo podem estar falando ao celular e acenando para um amigo que acaba de entrar no local onde ela está ou fazer contato visual ao conversar. São ações automáticas, que não perturbam seu funcionamento.
É importante que pais e professores (e terapeutas) tenham conhecimento sobre a disfunção sensorial para poderem oferecer a eles opções e soluções para demais problemas de comportamento. ⚠️O artigo completo está (somente hoje) no link da Bio. Texto: #fatimadekwant#autismo #processamentosensorial#cursodeautismo #comportamentoautista

INDICAÇÃO DE LIVRO

A Integração Sensorial de Paula Serrano:

OUTRAS DICAS: