Terapia de Integração Sensorial

DSM-V

 

O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais está em sua 5.ª edição e é denominado DSM-5. Trata-se de um manual diagnóstico e estatístico feito pela Associação Americana de Psiquiatria para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais. Usado por psicólogosmédicos e terapeutas ocupacionais.

 

A versão atualizada saiu em maio de 2013. Desde o DSM-I, criado em 1952, esse manual tem sido uma das bases de diagnósticos de saúde mental mais usados no mundo. 

 

De acordo com o DSM-V (item 4), comportamentos sensoriais incomuns pode ser um sintoma de Autismo. Mas, vale ressaltar, é possível também ter transtorno sensorial quando não há Autismo.

TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL

 

 

A percepção que temos do Mundo e das pessoas se dá invariavelmente através dos sentidos. Portando, quando as pessoas têm transtornos no processamento sensorial, a percepção das mesmas situações pode ser completamente diferente! Um barulho pode ferir os ouvidos, um abraço pode machucar!

Acredita-se que Alteração Sensorial acometa cerca de 90% (noventa por cento) das pessoas com autismo. Mas, repita-se, não afeta exclusivamente pessoas com autismo, sendo que de 5 (cinco) a 15% (quinze por cento) das crianças com idade escolar da população mundial, possuem alteração de processamento sensorial. O diagnóstico do TPS é clínico.

Como ensina o IG @friskasensorial: "O Transtorno do processamento sensorial pode se manifestar com dificuldade no processamento de apenas 1 dos sentidos (tátil, auditivo, visual, olfatório, paladar, vestibular, proprioceptivo ou ainda interoceptivo) ou 2,3 e até todos os sentidos juntos. Além disso a dificuldade no processamento de 1 sentido pode ter consequência direta em outro (uma criança com transtorno vestibular tem dificuldade para ficar sentada e isso pode refletir na aceitação alimentar ou no aprendizado). E ainda, para cada sentido a manifestação pode ser como hipo ou hiperresponsivo. Dá para imaginar a gama de possibilidades de manifestação do TPS?? E ainda algumas manifestações podem se confundir com ‘birra’ ou ‘frescura’. Por isso a importância de avaliação de um profissional especialista!! Fique atento!!!" 

E ainda acrescenta: "O TPS acontece quando uma informação chega ao cérebro, e ela é interpretada de forma diferente do que seria "esperado", como um "mini curto circuito", ou seja ela pode ser: exacerbada, diminuída, ou até mesmo não ser interpretada - processada.
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Com isso um simples cheiro pode causar irritação ou náuseas, um estímulo visual comum pode deixar a criança agitada e incomodada, o toque pode causar sensação de desconforto ou dor, um gosto ou uma consistência diferente na boca pode causar repulsa e vômito ou ficar de pé parada pode ser quase impossível. 


Muitas vezes é confundido com birras, falta de educação ou de limites, dificuldade alimentar (não os transtornos), irritabilidade, hiperatividade e, em crianças mais velhas, pode até se manifestar como dificuldade de aprendizagem escolar. As reações dentro do TPS não seguem um padrão, e não há uma linearidade nas respostas conforme o estímulo, sendo assim, não conseguimos "padronizar" as alternativas de intervenção específica, embora possamos sugerir formas e estratégias gerais de abordagem para favorecer o PROCESSAMENTO SENSORIAL FUNCIONAL.
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Sendo assim, o TPS é definido como a presença de uma alteração em detectar, modular, interpretar ou responder ao estímulo sensorial, anteriormente descrita na literatura como disfunção de integração sensorial. O diagnóstico é realizado através de testes clínico e o o melhor tratamento é a Terapia de Integração Sensorial realizada após traçar o Perfil Sensorial do paciente".

Como explica a mestre em ABA, Dani Botelho em seu IG:

"Algumas crianças parecem ter problemas para lidar com as informações que seus sentidos absorvem - coisas como visão, audição, tato, paladar, olfato, equilíbrio e consciência corporal.


Crianças com problemas de processamento sensorial experimentam estímulo demais ou insuficiente (sub e super sensibilidade) por esses sentidos.


Esses problemas podem ser muito difíceis, e podem impedir que elas funcionem efetivamente, aprendam e façam amigos. 

Visão
Cores (às vezes uma cor em particular) ou luzes podem ser muito brilhantes para serem observadas diretamente ou por períodos prolongados (por exemplo, se estiver em uma sala por um período significativo)
Distorções: objetos ou luzes estáticas podem parecer se mover

Audição/Som
Pode ser particularmente sensível a certos sons (por exemplo, sirenes da polícia), que podem causar estresse
Incapacidade de bloquear o barulho do ambiente, o que pode levar a dificuldades com
concentração

Tato
Mesmo o toque mais sútil pode ser doloroso ou desconfortável (de pessoas ou objetos)
Não gostar de certas texturas (por exemplo, cadeiras de couro, roupas de algodão)

Paladar/Gosto
Come tudo (por exemplo, papel, cabelo) - isso é conhecido como doença de pica que precisa ser diagnosticada
Pode lamber as coisas para ter uma melhor noção do que elas são

Olfato/Cheiro
Certos cheiros podem ser intensos, levando à concentração dificuldades
Pode desenvolver aversão a pessoas com perfumes fortes ou diferentes, desodorantes, etc.

Balanço
Desejo de movimentar, balançar ou girar .

Consciência corporal
Pode ficar muito próximo dos outros, pois eles são incapazes de medir sua proximidade com pessoas / objetos e julgar seu próprio espaço pessoal
Dificuldades em navegar pelos ambientes, não desviando de obstáculos

Quem devo procurar para ajudar meu filho(a)? Terapeutas ocupacionais (ou TOs) são os especialistas que trabalham com crianças que têm problemas sensoriais.


Os especialistas usam a terapia de integração sensorial, que visa ajudar as crianças a atingir um nível ideal de regulação sensorial".

 

E como explica o IG @sindrome_de_asperger_autismo:

"Em muitas crianças com autismo, os processos de percepção (registrar), gestão (modular) e organização (integrar) sensorial são ineficientes em uma ou mais das modalidades sensoriais.


Todos nós experimentamos uma variação na forma como sentimos e respondemos aos diferentes estímulos.


Nossos níveis de tolerância podem variar de acordo com o nosso bem-estar. Quando estamos doente ou cansados, podemos não ser tão tolerantes a determinados estímulos sensoriais como quando estamos nos sentindo bem.


Ao tentarmos compreender o comportamento das crianças com TEA, é importante considerarmos que suas respostas refletem não só o momento que estão vivendo, mais as disfunções sensoriais que apresentam, afetam tanto o momento presente, como influenciaram na maneira como desenvolveram sua compreensão do mundo.


Diferentes experiências sensoriais podem causar dor, medo, ansiedade, angústia ou confusão. Neste momento, um “comportamento desafiador” pode ser uma reação ativa, para tentar bloquear ou afastar os estímulos indesejados uma sobrecarga sensorial também pode acontecer, quando o cérebro não consegue filtrar as informações sensoriais, para prestar atenção ao que é importante no momento.


O corpo poderá se sentir como se estivesse no meio de um bombardeio e várias reações físicas e emocionais, podem ser desencadeadas, irritabilidade, agressividade, ansiedade, ataques de pânico, dor de cabeça, podem acontecer. É importante aprender a reconhecer os sinais de sobrecarga sensorial e agir preventivamente. “Aprender como funciona os sentidos de cada pessoa autista é uma chave crucial para compreender essa pessoa.” (O’Neill) trechos do livro Síndrome de Asperger - Walter Camargo".

11 SENTIDOS

Conforme ilustração do IG @sindrome_de_asperger_autismo baseada na publicação do site www.autimates.com da jornalista @fatimadekwant, o ser humano não possui apenas 5 sentidos, mas 10! Acrescentamos ainda mais um, a TEMPORAL:

AUDITIVA

Trata-se da percepção auditiva. É muito comum pessoas com Autismo terem sensibilidade, por isso colocam as mãos nos ouvidos quando estão expostas a certos ruídos. 

Para entender melhor os sinais da sensibilidade auditiva e como lidar com ela, clique no link abaixo:

ORAL (PALADAR)

Trata-se da percepção do paladar. É muito comum pessoas com Autismo terem sensibilidade neste sentido, o que as levam muitas vezes a terem restrição alimentar. Podem ser também buscadores de sensações orais, colocando objetos na boca com frequência. 

Para entender melhor os sinais da sensibilidade no paladar e como lidar com ela, clique no link abaixo:

TÁTIL

Trata-se da sensibilidade ao toque. É muito comum pessoas com Autismo terem sensibilidade neste sentido, o que as levam muitas vezes a evitarem o toque, andar nas pontas dos pés e até à restrição alimentar.

Para entender melhor os sinais da sensibilidade tátil e como lidar com ela, clique no link abaixo:

NOCICEPÇÃO (DOR)

Trata-se da sensibilidade à dor. É muito comum pessoas com Autismo serem menos sensíveis à dor, o que aumenta o risco de se machucarem por ter menor sensação de perigo. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial da nocicepção e como lidar com ela, clique no link abaixo:

TERMOCEPÇÃO (SENSAÇÃO TÉRMICA)

Trata-se da alteração no sensação térmica. É muito comum pessoas com Autismo serem menos sensíveis ao frio ou ao calor, o que aumenta o risco de se resfriarem, por exemplo, por não se agasalharem adequadamente. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial da termocepção e como lidar com ela, clique no link abaixo:

VISUAL

Trata-se da sensibilidade visual. É muito comum pessoas com Autismo serem sensíveis a luzes fortes e se incomodarem muito com isso. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial visual e como lidar com ela, clique no link abaixo:

OLFATIVA

Trata-se da sensibilidade aos odores. É muito comum pessoas com Autismo serem sensíveis a determinados odores e se incomodarem muito com isso. Esse transtorno pode acarretar também em restrições alimentares.

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial olfativa e como lidar com ela, clique no link abaixo:

VESTIBULAR (MOVIMENTO E GRAVIDADE)

O órgão receptor do sistema vestibular está ao lado da audição, dentro da nossa orelha e informa nosso cérebro sobre movimento e gravidade. O labirinto também interfere no processamento vestibular. Tem a ver com equilíbrio, com controle de movimento.

Quem nunca girou, girou e ficou tonto até se desequilibrar? Isso ocorre quando um líquido dentro das estruturas do ouvido avisa as células mecanorreceptoras por qualquer desequilíbrio do nosso corpo em relação à cabeça.

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial vestibular e como lidar com ela, clique no link abaixo:

PROPRIOCEPTIVA

A Propriocepção é o sentido, responsável pela consciência corporal. Com ele podemos movimentar nosso corpo mesmo de olhos fechados e temos noção do nosso corpo em relação ao espaço, através dos músculos e articulações. Crianças com Autismo podem ter transtorno sensorial proprioceptivo e para melhorar essa questão, podemos fazer atividades que envolvam o uso de força. 

Estímulos SENSORIAIS PROPRIOCEPTIVOS podem ajudar a acalmar em momentos de irritação, relaxar antes de dormir, aumentar a concentração e deixá-los mais alertas quando letárgicos. Crianças que são muito agitadas e parecem HIPERATIVAS são buscadores proprioceptivos e vivem escalando tudo, adoram mastigar objetos, pular na cama, etc. Já os Hiposensíveis preferem ficar parados, parecem descoordenados e evitam o toque. 

Para entender melhor os sinais da alteração sensorial proprioceptiva e como lidar com ela, clique no link abaixo:

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INTEROCEPÇÃO - sensação de fome, de sede, dos próprios batimentos cardíacos.

Ocorre que grande parte das pessoas com Autismo possuem TRANSTORNO do PROCESSAMENTO SENSORIAL, podendo afetar todos esses sentidos (as luzes podem parecer fortes demais, os sons mais intensos, odores podem se tornar insuportáveis, etc).

E o pior, a maioria apresenta MONO FUNCIONAMENTO, ou seja, a capacidade de experienciar APENAS um SENTIDO por vez. “A maioria das pessoas com desenvolvimento neurotípico é capaz de andar sem que para isso tenha que olhar para seus pés; ela sabe que está andando (sentido proprioceptor). Ao mesmo tempo podem estar falando ao celular e acenando para um amigo que acaba de entrar no local onde ela está.

Quando algum destes sentidos não funciona muito bem, há o transtorno sensorial. 

Um grande grupo de autistas, porém, pode ser perturbado pelos estímulos que chegam até eles através desses sentidos.

Como exemplo, a falta de contato visual de muitos autistas. Alguns deles evitam o olhar nos olhos para poderem ouvir melhor”, acrescenta a jornalista.

 

Por esta razão, é imprescindível a orientação de um TERAPEUTA OCUPACIONAL, especialista em INTEGRAÇÃO SENSORIAL, afim de trabalhar essas questões que, além de tudo, acabam por afetar também a LINGUAGEM e INTERAÇÃO.

 

TEORIA OCUPACIONAL

Conforme explicamos acima, para lidar com as questões sensoriais, é importante procurar um TERAPEUTA OCUPACIONAL ESPECIALISTA em INTEGRAÇÃO SENSORIAL. Além disto, a terapia ocupacional auxiliar no desenvolvimento da independência da criança, em especial quanto às AVD - Atividades da Vida Diária, como se vestir, calçar os sapatos, etc. 

Para entender melhor, clique no link abaixo:

RESTRIÇÃO ALIMENTAR

Conforme narramos acima, o transtorno sensorial pode levar à restrição alimentar. Para saber como lidar, clique no link abaixo:

SINAIS EM BEBÊS

Como ensina o IG @friskasensorial:

"Nos bebês e crianças pequenas, muitas vezes fica difícil de identificar TPS, porém esses sinais de alerta, podem ajudar.
Eles são:
- problemas para comer e/ou dormir
- recusa a ir com outras pessoas a não ser a mãe - ficam irritados quando são vestidos, se incomodam com certas roupas
- não brincam com brinquedos
- não conseguem se acalmar sozinhos
- atrasos motores, postura corporal pobre
São apenas alertas, sinais para observarmos. Claro que muitas crianças podem ter um desses, sem ter TPS.
Procurem sempre um especialista para ajudar vocês".

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TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL

 

 

A percepção que temos do Mundo e das pessoas se dá invariavelmente através dos sentidos. Portando, quando as pessoas têm transtornos no processamento sensorial, a percepção das mesmas situações pode ser completamente diferente! Um barulho pode ferir os ouvidos, um abraço pode machucar!

Acredita-se que Alteração Sensorial acometa cerca de 90% (noventa por cento) das pessoas com autismo. Mas, repita-se, não afeta exclusivamente pessoas com autismo, sendo que de 5 (cinco) a 15% (quinze por cento) das crianças com idade escolar da população mundial, possuem alteração de processamento sensorial! 

 

Quando algum destes sentidos não funciona muito bem, há o transtorno sensorial. 

 

O sistema sensorial recebe a informação (o estímulo sensorial) e manda para o cérebro. Quem processa e organizar essas informações é o cérebro.

Precisamos que cada sistema desses funcione perfeitamente bem, sendo que um sistema precisa do outro para funcionar bem, mas muitos deles se cruzam no caminho e aí pode estar o problema quando há uma disfunção. Toda entrada da informação sensorial é lavada ao cérebro e devolvida em forma de comportamento e aprendizagem, que é a base de tudo na vida! 

 

Os sentidos são a porta de entrada do mundo para o cérebro. O cérebro fica sabendo acerca das pessoas e do mundo através dos órgãos sensoriais. 

 

ALTERAÇÕES SENSORIAIS EM CRIANÇAS

Mayra Gaiato e Dinara Souza

Disfunções Sensoriais que crianças com autismo apresentam.

ALTERAÇÕES SENSORIAIS

Mayra Gaiato e Dinara de Souza

Quais os tipos de alterações sensoriais. 

SENSIBILIDADE - PALESTRAS AUTISMOS

Gisele Zambiazi