LINGUAGEM VERBAL - FALAR

TRABALHE OS PRÉ-REQUISITOS DA LINGUAGEM

 

Antes de andar, as crianças têm de aprender a sentar e ficar de pé... DA mesma forma, antes de falar, a criança tem que atender uma série de requisitos.

De acordo com o livro "Autismo - Compreender e Agir em Família", de Sally Rogers (link do resumo do livro abaixo), que aborda sobre o revolucionário MODELO DENVER DE INTERVENÇÃO PRECOCE (link abaixo), da mesma forma, para FALAR, as crianças têm antes que fazer contato visual, imitar, ter linguagem corporal e atenção compartilhada. Para saber como trabalhar esses requisitos, clique nos links dos itens mais abaixo.

 

Este livro é LEITURA OBRIGATÓRIA para os pais que queiram estimular a linguagem dos filhos, ensinando o passo-a-passo de como fazê-lo. Vale à pena conferir. Segue o resumo do mesmo abaixo, mas sugiro a leitura integral do livro,.

OLHAR

1. Ser capazes a prestar atenção aos pais:

Para saber como estimular o contato visual, clique no link abaixo:

IMITAÇÃO

2) Imitar os sons:

Grande parte do aprendizado natural se dá por observação e imitação. Crianças típicas aprendem naturalmente a falar apenas ao observar e imitar seus pais. No entanto, crianças com autismo têm dificuldade nestes dois aspectos.

 

Para estimular a observação, que depende do contato visual, clique no link acima.

 

Quanto à imitação, os neurônios-espelho são responsáveis por esta habilidade, mas têm baixa atividade nas crianças com Autismo, razão pela qual devem ser estimulados através de exercícios simples de imitação, conforme segue no link abaixo. 

LINGUAGEM NÃO-VERBAL

3. Comunicar-se com gestos:

A comunicação não-verbal é imprescindível para uma linguagem com função (e não apenas ecolálica), razão pela qual devem ser estimulados atos comunicativos não-verbais, como olhar, apontar, expressões faciais, etc., conforme link abaixo. 

ATENÇÃO COMPARTILHADA

4) Alternar a atenção entre os objetos e as pessoas:

Como crianças com Autismo têm interesses restritos e fixam sua atenção em determinados objetos, como luzes, objetos giratórios, etc., deixam de prestar atenção à comunicação das pessoas.

 

Desta forma, devemos trabalhar a questão de dividir a atenção entre objetos e pessoas. Para treinar esta habilidade, acesse o link OLHAR (no primeiro item) e também o resumo do livro do MODELO DENVER - Compreender e Agir em Família, em especial nas Rotinas de Atividades Conjuntas com Objetos. 

COMANDOS

Antes de falar, precisamos compreender o que ouvimos e relacionar com algo. Por esta razão, é primordial trabalhar comandos com a criança, pedindo que faça algo fora do usual e fazendo cumprir com a ajuda necessária, como, por exemplo: me dê a colher. Por condicionamento, a criança quando vir a colher vai querer pegar, lamber, etc. Ela tem que entender que o que você está pedindo é para entregar. 

Para entender melhor, clique no link abaixo:

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ANSIEDADE PARA A FALA ACONTECER

Quando recebemos o diagnóstico do Autismo, a maior ansiedade que temos, geralmente, é saber se a criança vai falar. Por esta razão, queremos apostar "todas as nossas fichas" nesse estímulo.

 

Acontece que para a fala acontecer, é necessário um desenvolvimento global da criança, pois a comunicação verbal é um processo cerebral muito complexo, que depende de uma série de estímulos. E no autismo está tudo interligado...

Geralmente as crianças com Autismo têm também questões sensoriais, como a sensibilidade aos sons, às luzes. Trata-se do Transtorno do Processamento Sensorial, que é uma leitura diferente do mundo através dos sentidos. Por isso geralmente crianças com autismo geralmente colocam as mãos nos ouvidos em locais barulhentos, precisam usar fones para não desregular. Por outro lado, muitas vezes sentem pouco as próprias mãos, por isso balançam, fazendo esteriotipias. Então é algo que sempre pergunto: "- Você conseguiria prestar atenção em alguém falando com você se houvesse uma britadeira ligada ao seu lado? E você teria vontade de falar? Enfim, as questões sensorias afetam todo o desenvolvimento da criança, inclusive a linguagem, é claro. 

 

Por esta razão, criamos um guia para você fazer um cronograma de estímulos (link abaixo), desenvolvendo todas as áreas necessárias para a fala comunicativa acontecer, inclusive as questões sensoriais, como explico no vídeo abaixo.