AMPLIANDO O VOCABULÁRIO E ENSINANDO A CONVERSAR 

Assim que iniciada a verbalização, podemos passar para exercícios mais difíceis. 

SEQUÊNCIA LÓGICA

1) Apresentar uma figura de Seqüência Lógica, conforme exemplo abaixo,

2) Pedir para a criança relatar a história; 

3) Dar a ajuda necessária, se for o caso, dando dicas verbais.

PS. Para obter sequências, digite Google => Sequência Lógica => Imagens. Como não havia encontrado, fiz um desenho de acordo com a compreensão dele. Escolha sequências de acordo com o nível de compreensão da criança.

O QUE ACONTECEU?

Fazê-lo relatar acontecimentos.

Ex. Deixar algo cair no chão e perguntar: -" O que houve?"

HISTÓRIA

Inicialmente, contar história com o livro na mão e apontando para os objetos, fazendo depois as seguintes perguntas:

* Quem é / o que é? 

* Quantos tem? (Dicas: dar os objetos em sua mão e ir contando. Contar e falar mais alto o número final. Na segunda etapa, contar com os dedos da criança).

* Qual a cor? (vídeo acima. Para aprender as cores, App Music Color Lite - Babies & Toddler).

* Onde está? (no céu, na floresta, no mar, etc.)

EVOLUCAO HISTÓRIA

Após a evolução de seu vocabulário, leia a história e depois o faça contar também...

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INFERÊNCIAS (Na Prática)

Segue um vídeo de como aplicar esta etapa, com nossa querida terapeuta Mayra Gaiato, quando estava nos ensinando como aplicar esta fase do Método ABA:

MÍMICA

@autismogemelar

Faça gestos e peça para a criança descobrir o que você está "falando". Se necessário, dê ajuda com pistas visuais ou falando o início da palavra.

EXCLUSAO

Com o objetivo de aumentar ainda mais o desafio e preparar o cérebro para frases negativas, inclua brincadeiras de exclusão: 

DISTINGUINDO OS SONS

Após mostrar vídeos e treinar sobre os sons dos animais, questionamos que sons são esses.

PEDIDO VERBAL

Treinando a pedir.

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ÁLBUM DE FOTOS

Fazer um álbum da criança, para que conte sua própria história.

INFERÊNCIAS (Super Duper)

Com uma figura para dica visual:

"O pirata está no barco. Está no barco o...?"

INFERÊNCIAS (Understanding Inferences)

Algumas imagens podem ser obtidas nos aplicativos Super Duper "What Are They Thinking" e "Understanding Inferences".

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O QUE É? O QUE É?

Brincadeiras de adivinhação estimulam a LINGUAGEM, ampliam o vocabulário e trabalham com a IMAGINAÇÃO.

Para baixar cartinhas como essas, clique abaixo:

CAIXA MÁGICA

Uma segunda etapa para estimular o vocabulário é fazer o exercício da caixa mágica, escondendo objeto dentro de uma caixa ou atrás de uma almofada, deixando a criança sentir o que é e dar dicas verbais, explicando o que é, por exemplo: colher - serve pra comer, etc. .

PERGUNTAS FREQUENTES

Numa etapa mais avançada, como forma de estimular a conversa, treiná-lo para responder as perguntas que pessoas "estranhas" fazem freqüentemente. Treine como um papagaio!!! 

 

1) Faça a PERGUNTA e dê o modelo da RESPOSTA!

"Qual o seu nome? Matheus".

"Qual o seu nome? Matheus".

"Qual o seu nome? Matheus".

2) Repita até que ele responda, mesmo que com AJUDA...

"Qual o seu nome?" 

E espere pela resposta...

Se ele não der a resposta, dê uma ajuda...

"Ma..." e espere ele completar a palavra, senão continue tentando!

3) Repita quantas vezes for necessário, até ele responder SOZINHO!

PERGUNTAS FREQUENTES 2

4) Recomece com uma nova pergunta...

"Quantos anos você tem?

E repita a operação acima, até responder sozinho!

5) Vá acrescentando novas perguntas, exemplos:

Você vai na escola?

Qual escola?

Qual o nome da sua professora?

Qual o nome do seu papai?

 

Este vídeo foi feito após muito treinamento e ainda precisa de um pouquinho de ajuda. Inclusive, é interessante filmar e depois mostrar o vídeo para que ele possa fixar as perguntas e respostas. Com o tempo, podemos acrescentando novas perguntas...

ENSINANDO A CONVERSAR - PARTE 2

Assim que ele estiver craque nas perguntas frequentes, passe para uma nova fase, fazendo perguntas mais abstratas e flexíveis, como, por exemplo: -"Como foi na escola?" -"O que você comeu no jantar?" 

Faça somente perguntas que você saiba dar o modelo da resposta e treine também como um papagaio, até que ele responda sozinho!

Caso alguém tenha feito uma pergunta que ninguém saiba a resposta, ao menos o faça responder - "Não sei, ou não lembro!"

 

Assim ele aos poucos entenderá o sentindo das perguntas e do diálogo, para que então possa conversar espontaneamente!

PEDINDO PARA REPETIR

Peça para repetir frases simples...

FAZER PERGUNTAS SIMPLES

BRINCANDO / IMAGINAÇÃO E PERGUNTAS SIMPLES

Segue vídeo do Matheus 2 meses após iniciar o tratamento intensivo ABA.

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Nossa mestre Mayra Gaiato explica que, sim, devemos falar muito para estimular a LINGUAGEM das crianças com Autismo, mas devemos usar poucas palavras, sob pena de não assimilarem o que estamos falando. 
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Como ensina o livro Intervenção Precoce em Crianças com Autismo: “Para crianças com excelentes capacidades de imitação verbal é muito tentador usar a imitação de CADEIAS de MUITAS PALAVRAS. NÃO faça isso! Para as crianças que imitam principalmente discurso, em vez de iniciá-lo, a coisa mais importante que poderá fazer é estimular a iniciação de uma única palavra. Diga a regra de um passo que diz que o COMPRIMENTO MÉDIO do ENUNCIADO (CME) do terapeuta deve ser IGUAL ao CME da CRIANÇA +1. Isto refere-se às produções espontâneas e geradas pela criança, e não às frases ecoadas. Sentimos que o uso da imitação para construir o comprimento de frases em falantes iniciantes com ecolalia reforça esta condição e impede a criança de aprender o poder comunicativo da fala”. 
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Para entender melhor, assista o vídeo de Mayra Gaiato (AUTISMO - Como NÃO Brincar com Uma Criança com Autismo).

USE POUCAS PALAVRAS NO INÍCIO

LINGUAGEM MENOS COMPLEXA dos PAIS afeta as HABILIDADES de LINGUAGEM das crianças com Autismo.

Conforme notícia do www.spectrumnews.org, novo estudo sugere que o fato de os pais falarem com seus filhos  usando menos palavras e frases menos complexas afeta as habilidades de linguagem das crianças com Autismo.

Apesar da recomendação aos pais que falem em sentenças simples, usando poucas palavras, recomenda-se que à medida que  a criança for se desenvolvendo, os pais retomem a uma linguagem mais complexa.

VÁ AMPLIANDO O VOCABULÁRIO

Esta dica é do IG @blogpoderdospais! Desenhos animados com recurso de audiodescrição ajudam na compreensão da história contada através da narração detalhada do contexto, que podem ajudar a criança com autismo a descrever verbalmente as situações do dia-a-dia. 

AUDIODESCRIÇÃO DOS DESENHOS

INVENTECA - App da Story Max permite criar e gravar narrativas de histórias à partir de ilustrações. Com isso, podemos estimular o desenvolvimento da LINGUAGEM, seja contando a história para criança, narrando juntos ou até deixar a criança fazê-lo sozinha, de acordo com cada etapa do desenvolvimento do Comportamento Verbal! Veja a narrativa que o Matheus criou! O App tem versão gratuita na Apple Store e Google Play

INVENTECA

FALA COM FUNÇÃO

=> Treinar palavras que usam no cotidiano, para que tenham utilidade!

1a Função da LINGUAGEM 

DEMANDA = Se fala "dá", ela consegue obter um objeto. 

Quando consegue pedir, a chance de querer falar frequentemente é muito maior!

Não adianta só nomear os objetos. Tem que ensinar a reproduzir de forma espontânea no dia-a-dia.

Ex: dá!

1) Compreender a função da linguagem - olhar como ato comunicativo (caneca fazendo algo engraçado que sei que chama a atenção, ou suporte posicional - alterar a posição do objeto para facilitar o contato visual)
1) Pego um objeto que sei que ela quer
2) Ofereço - se ela não olhar, trago o objeto para a linha do meu olho, se não olhar, para perto do olho, senão até atrás da minha cabeça! Senão, não entrego o objeto imediatamente. Assim que ela olhar, eu solto. O mesmo serve para VOCALIZAÇÃO (exceto reclamações ou choro) e GESTOS. 

Aumentar a frequência, quando ela vem pegar e se ela não vocalizar eu falo avião, se ela não falar, falo de novo e por último se ela não falar de novo, falo, avião! Alcance dirigido, apontando...

Modelo Denver

De acordo com o Modelo Denver de Intervenção Precoce, livro Intervenção Precoce em Crianças com Autismo (pg. 197:

 

"No ESDM começamos a segmentar enunciados de duas palavras quando a criança tem, pelo menos, de 60 a 80 palavras espontâneas no seu repertório e as usa de forma espontânea e com alta freqüência (isto é, fala várias vezes por minuto numa interação social. Muitas crianças com autismo que desenvolveram enunciados de apenas uma palavra neste nível vão começar espontaneamente a imitar frases de duas palavras que os adultos estão a usar e vão passar para enunciados com várias palavras como resultado do enriquecimento da linguagem que é fornecido pelo ESDM. No entanto se a criança com autismo tem esse número de palavras e e está a iniciar a comunicação verbal com alta freqüência, mas ainda não combina palavras através da imitação dos seus enunciados de duas palavras durante as rotinas de atividades conjuntas, então é necessário adotar estratégias adicionais. 

Os adultos devem adotar as competências de imitação verbal da criança já desenvolvida para usar a imitação de forma a provocar estes enunciados de duas palavras. No entanto não exija que a criança produza declarações mais longas ao ensiná-la a imitar uma palavra de cada vez: "eu eu", "quero" "quero", "sumo" "sumo". A nossa experiência indica que isso promove a ecolalia e interfere com a espontaneidade e o desenvolvimento sintático. Em vez disso, use as competências de imitação já desenvolvidas no âmbito das atividades conjuntas.

Existem várias maneiras de fazer isso. A primeira é através de uma mudança de expectativas. Até este ponto a criança tem produzido declarações de uma só palavra, e o adulto tem produzido o enunciado de duas palavras ao seguir a regra de um passo, discutida anteriormente. Muitas crianças com PEA neste momento da terapia já terão começado a imitar o seu enunciado de duas palavras. Se a criança não fizer isso de forma espontânea, poderá usar a sua capacidade de imitação existente na criança e exigir que ela imite o seu modelo antes de alcançar o seu objetivo. Se costuma perguntar: "Soprar bolinhas?" e a criança responde, "Bolinhas", diga, "Soprar?". Se a criança imitar "Soprar", em seguida pergunte, "Soprar bolinhas?" E veja se a criança tenta imitar ambas as palavras. Ao alterar as suas expectativas e ao enfatizar ambas as palavras, a criança provavelmente vai começar a imitar o enunciado de duas palavras. Se não, não mude para este tipo de modelo, "Soprar?" "Soprar", "Bolinhas?" "Bolinhas". Em vez disso, mantenha a modelagem de duas palavras. 

Uma outra técnica é a criação de escolhas, em que são necessárias duas palavras para que a criança exprima sua mensagem. Aqui está um exemplo:

Dentro de uma atividade de construção em que estão a construir torres, ofereça dois blocos, um que é do mesmo tamanho dos outros blocos da torre, e um com tamanho errado - muito pequeno. Então, quando a criança pede o "bloco", ofereça ambos os tamanhos e pergunte, "Bloco grande ou bloco pequeno?". Quando a criança responde, "Bloco" e se aproxima do bloco grande, mantenha-o para trás e diga,  "Bloco grande", e use a imitação para provocar o enunciado de duas palavras, entregando o bloco correto, logo que a criança se aproximar do enunciado de duas palavras."

 

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