BIRRAS, AGRESSIVIDADE E COMPORTAMENTOS INAPROPRIADOS

 

Até os 5 anos, o ideal é aplicar o Modelo Denver de Intervenção Precoce, que busca os interesses da criança e por isso não gera resistência. Mas caso opte por aplicar as terapias no estilo de ABA mais clássico, como fiz com o Matheus (até porque não conhecia o Denver na época) ou mesmo em situações em que a criança não quer obedecer, chora e resiste, siga as dicas abaixo e, quando a criança se acalmar, explique que só estará livre para fazer o que quiser após cumprir seu comando.

 

Se necessário, contenha-o! Enfim, não deixe fazer o que ele quer antes de cumprir seu comando.

 

Caso contrário, a criança entende que o choro é uma forma de comunicação que dá resultados, e por isso deixa de se comunicar corretamente e usa sempre o choro como forma de comunicação.

 

A IMPORTÂNCIA do NÃO! 

Nossa mestre Mayra Gaiato ensina que, se você disse que NÃO, FAÇA CUMPRIR, impedindo a criança de continuar aquilo que você proibiu!

 

Atender o NÃO é de essencial importância para a criança cumprir as REGRAS SOCIAIS, a HIERARQUIA, etc.

 

Treine ao máximo em casa, em situações em que você possa enfrentar a "tempestade"! Quando você tiver dificuldade em fazer cumprir, melhor evitar o não. NUNCA CEDA, para que a criança entenda a importância da sua palavra e do COMANDO!

 

No livro "O Reizinho da Casa", @drgusteixeira alerta que é preciso ter muita atenção a CASOS CONSTANTES de DESOBEDIÊNCIA, pois eles podem se agravar até que se transformem em um transtorno muito comum, conhecido como TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITOR! 

COMO EXTINGUIR COMPORTAMENTOS INAPROPRIADOS

 

Conforme vídeos Thiago Lopes abaixo, seguem dicas para EXTINGUIR comportamentos inapropriados E ENSINAR A OBTER DE FORMA APROPRIADA:

 

PRIMEIRO PASSO: DESCOBRIR

Qual a Função do Comportamento???

1) OBTENÇÃO OBJETO (brinquedo, alimento, etc.) 

SINAL: A criança vai fisicamente tentar obter o objeto. 

Olhando ou indo em direção ao mesmo.

NÃO DEVO FAZER DURANTE O COMPORTAMENTO INADEQUADO: 

Dar ou deixar que pegue (senão estou reforçando).

O QUE FAZER DURANTE O COMPORTAMENTO INADEQUADO: 

Tire o objeto do alcance e da visão da criança e deixe isso claro!

ENSINAR DEPOIS: 

Ensinar a pedir - apontar, me levar ao objeto, pedir colo, contato visual esticando a mão, etc.

 

 

2) FUGA (evitar pessoa, ou fazer algo)

SINAL: Tenta fisicamente fugir quando alguém pede ou faz algo que não queira ou a proximidade de alguém.

NÃO DEVO FAZER DURANTE O COMPORTAMENTO INADEQUADO: 

Não permitir que a criança fuja. 

O QUE FAZER DURANTE O COMPORTAMENTO INADEQUADO: Dessensibilização. Ensinar a expressar e ter direito de negar, mas não sistematicamente (veja em controle). 

ENSINAR DEPOIS: Não com a cabeça, virar as costas, sair sem comportamento inapropriado, fazer gesto de evitamento com a mão - mas sem agressividade. 

 

3) ATENÇÃO (quer que as pessoas olhem).

Comum quando os pais que dão atenção o tempo todo. 

SINAL: Vai tentar ser vista e vai verificar frequentemente. Vire as costas e observe, se ela vier chorar na sua frente, é porque quer sua atenção. 

NÃO DEVO FAZER DURANTE O COMPORTAMENTO INADEQUADO: 

Não devo dar atenção (atenção negativa também é atenção).

Não posso olhar (viro o rosto), nem gritar, nem dar qualquer tipo e atenção. Em casos de agressão ou auto-agressão, segure por pouco tempo as mãozinhas ao lado do corpo, sem agressividade e sem alterar a face, dizendo calmamente "bater não", com voz monótona e formal, sem dar atenção. ! Se insiste, segure por mais um tempinho. 

ENSINAR DEPOIS:

Chamar pelo nome (verbal), vocalizar com intenção (pré-verbal), tapinha no ombro, puxar pela mão, vir na frente… 

 

4) CONTROLE - A criança não quer simplesmente o objeto, mas quer do seu jeito, na hora que ela quer! 

SINAL: Constantemente quer garantir que as coisas saiam do seu jeito. Pode estar com o objeto, mas reclama que você encostou, chegou perto demais ou fez um ato de jogo que não quer, etc. Não quer a porta fechada, ou que vc se sente 

ao lado ou que fale.. 

NÃO DEVO FAZER DURANTE O COMPORTAMENTO INADEQUADO: 

Devemos DESSENSIBILIZAR - não fazer tudo o oposto. Permite que faça um pouco e altera gradativamente! Senão será tão aversivo que ela vai evitar todo e qualquer contato com você. Mudanças pequenas até atingir um novo patamar. Elevar aos poucos a tolerância. Se quer a porta fechada, abre um pouquinho mais, e deixa ela fechar. E repito de vez em quando… Vai funcionar, mas a criança vai evitar o contato social, ficar ansiosa, etc.  Conquisto espaço e volto…. 

COMO REFORÇAR: 

Ensinar a tolerar, através da dessensibilização. Ex. A criança quer que eu sente no sofá e não no chão. Primeiro sento no sofá e depois vou descendo, depois volto pro sofá… Vai e volta… Saio do sofá e volto repetidamente, até a criança aprender a tolerar. Tem que ser gradativo e expor a diferentes situações (mantenha a estrutura, mas não mantenha a rotina, flexibilizações são importantes). 

 

PICO DE EXTINÇÃO: ANTES DA EXTINÇÃO DO COMPORTAMENTO, HAVERÁ UM PERÍODO DE PIORA ANTES DE MELHORAR !

 

ATENÇÃO: Se você ceder, este novo patamar vai se manter permanentemente! Antes de começar, tenha certeza que está pronto!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

IGNORAR PROGRAMADO

 

Analisando a função do comportamento e seguindo as instruções acima, devemos, em alguns casos ignorar a criança, como explica o IG @danibotelhoaba:

 

"IGNORAR PROGRAMADO é uma estratégia de intervenção comportamental que tenta ensinar às crianças que comportamentos inadequados não levarão aos resultados que a criança está procurando. ⠀

Por exemplo, se uma criança estiver falando em um tom rude ou inadequado em casa, os pais podem ignorar esse esforço para obter a atenção dos pais. Em vez disso, os pais podem responder a outra criança que esteja falando com mais calma e respeito.⠀

O ignorar programado pode ser uma intervenção útil em determinadas situações (por exemplo, se a função do comportamento é atenção), mas é imperativo conhecer a função do comportamento antes de planejar ignorá-lo!⠀

O ignorar programado não ignora a criança, apenas ignora o comportamento inadequado no qual a criança deveria ter aprendido anteriormente um comportamento de substituição para comunicar suas necessidades e sentimentos. ⠀

Junto com essa estratégia, usamos estratégias ANTECEDENTES e comportamentos de substituição para ensinar formas alternativas de comunicação de acordo com a função. ⠀

Geralmente, quando você começa a ignorar, o comportamento indesejado aumenta antes que diminua (extinction burst). E muitas vezes a família acha que a intervenção não está funcionando, mas isso é muito comum de acontecer".⠀

Nos vídeos abaixo, Thiago Lopes explica melhor esses conceitos e estratégias:

USE DICAS VISUAIS

Use dicas visuais para deixar bem claro que comportamentos não são aceitos, conforme dicas do site www.autismoprojetointegrar.com.br:

Birra / Surto x Malcriação 

Conforme IG @sindrome_de_asperger_autismo, com texto de Fátima de Kwant: "É importante distinguir o ataque de birra autista, da malcriação. Existem alguns desentendimentos a respeito, e vale a pena esclarece-los.
 

A malcriação, peculiar a toda criança (mimada ou não!) é um ato natural da criança, seu jeito de conseguir o que quer. Cabe aos pais e educadores assisti-los no aprendizado de que existem regras a serem seguidas e mantidas.
No entanto, quando o assunto são as famosas birras das crianças autistas, devemos agir com bastante cautela, já que num momento como esse - e todos os pais de autistas sabem do que estou falando - NADA parece funcionar. 


É imprescindível que os pais e professores saibam distinguir uma birra normal (quando podemos argumentar com a criança) da birra irracional, quando nossos pequenos ficam totalmente impotentes. 
Texto: Fatima de Kwant - Autimates @fatimadekwant

O livro Reizinho Autista explica que, ainda que a criança com Autismo apresente persistentes comportamentos inadequados, não se pode considerar que a presença do TOD - Transtorno Desafiador Opositivo.

Afinal, para que se caracteriza o TOD, é necessário que a criança tenha consciência de que está se opondo à figura de autoridade dos pais, cuidadores ou professores, o que não acontece nas crianças com Autismo, já que estes têm dificuldade em se colocar no lugar do outro, prever o que estão sentindo. 

“Fomos criados de forma a não considerar as atitudes adequadas porque são “obrigação”, e a dar muita atenção para a criança em comportamentos inadequados. Por mais que discordemos da educação que recebemos, essas mensagens ficam implícitas na nossa memória e tendemos a reproduzir o padrão, mesmo quando não concordamos com ele!"

Técnicas de Prevenção de Comportamentos Inadequados:
* Rotinas com Figuras (quadro de rotina);
* Antecipar o que Vai Acontecer (avisar mudanças na rotina com antecedência e com ajuda de figuras);
* Reduzir a Estimulação Ambiental (ter um lugar calmo para a criança se acalmar);
* Deixar Claro o Que a Criança Deve Fazer (ao invés do que não deve fazer);
* Histórias Sociais (Ex. Figura: Proibido Bater);
* Painel do Antes e Depois (colocar a foto do que a criança deve fazer e ao lado o que ela ganhará de recompensa);
* Uso de Cronômetro (quando a criança estiver fazendo algo que goste muito e assim poderá administrar o tempo e prever quando estiver acabando);
* Diminuir o Divertimento (também quando a criança estiver fazendo algo que goste muito, ir guardando os brinquedos, diminuir a empolgação da brincadeira, etc).
* Aproximações Sucessivas para Situações Difíceis (Ex. Se a criança não quer compartilhar os brinquedos, comece só encostando, no outro dia pegue e devolva rapidamente e assim sucessivamente);
* Tabela de Pontos (cada vez que a criança cumpre metas, ganha pontos);
* Contrato (definir obrigações claras: Ex. Não chutar a porta do quarto).

O Que Fazer Quando Comportamentos Inadequados Acontecem:
Não reforce o comportamento (não dê o que a criança quer enquanto a criança chora, berra ou faz birra);
Não basta eliminar os comportamentos inadequados, precisamos substituir por comportamentos desejáveis ou funcionais e, estes sim, reforçar. 
1) AGRESSIVIDADE: o principal é não ter ganhos com esse comportamento! (E conter a criança para não se machucar ou machucar outras pessoas);
2)  ATENÇÃO: Idem.
3)  FUGA: dê o comando e não deixe a criança fazer mais nada enquanto não obedecer.
4) CONTROLE: aproximações sucessivas, ou seja, aos poucos ir chegando perto do ideal. 

DICAS PARA OS PAIS:
1) ENRIQUECIMENTOS DO AMBIENTE: “Trata-se de expor a criança a um ambiente doméstico rico em diferentes estímulos sensoriais, motores e cognitivos”.
2) PSICOEDUCAÇÃO: "O trabalho psicoeducativo será fundamental para esclarecer dúvidas (…)”
3) CONSISTÊNCIA: “É muito comum os pais desistirem dos procedimentos por acharem que a criança não entende ou por não conseguirem estabelecer-me-los em casa”.
4) LIMITES: “Temos que tomar cuidado para que as regras sejam claras e a informação não fique ambígua”.
5) BAIXA TOLERÂNCIA A FRUSTRAÇÕES: “Temos que permitir que eles vivenciem essas pequenas dificuldades que gostaríamos de lhes poupar”.
6) EXCESSO DE FRUSTRAÇÕES: “Um ambiente muito disjuntivo, onde ocorrem brigas, gritos, ofensas em excesso, gera estresse e sintomas de ansiedade, que poderão gerar novos comportamentos inadequados e desregulaçÃo emocional na criança”.
7) ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO: “Converse com a equipe terapêutica do seu filho sobre o uso de figuras ou outras formas de estimular a comunicação em casa”.
8) ATIVIDADES EM CASA:
=> Promover a generalização do aprendizado (fazer em casa o que aprende nas terapias);
=> Incentive seu filho a se cuidar sozinho (AVD’S - atividades da vida diária);
=> Dar tarefas para Criança Realizar (ajudar nas tarefas domésticas);
=> Manter o Ambiente Doméstico Saudável (ambiente acolhedor);
=> Pai e Mãe Parceitos (dividir tarefas);
=> Tenha uma refeiçÃo ao Dia em Família;
=> Procure Oportunidades para Seu Filho Desenvolver Atividades Sociais (saídas rápidas com colegas da escola);
=> Trabalhe em Conjunto com a Escola (oriente as professoras sobre as estratégias discutidas com os especialistas);
=> Incentive a prática de esportes (praticar esportes libera no cérebro uma variedade de substâncias benéficas ao organismo);
=> Tenha um tempo pra você;
=> Busque ajuda Especializada (grupos de ajuda mútua).

É com frequência que encontramos crianças que desafiam e se opõem à autoridade de adultos, são agressivas, discutem, não aceitam regras e apresentam desempenho ruim na escola. É preciso ter muita atenção a esses casos constantes de desobediência, pois eles podem se agravar até que se transformem em um transtorno muito comum, conhecido como transtorno desafiador opositivo. Através de casos clínicos reais e exemplos práticos, o Dr. Gustavo Teixeira oferece em O reizinho da casa dicas e técnicas para ajudar pais e professores a lidar com comportamentos problemáticos de crianças e adolescentes. • Gustavo Teixeira é referência nacional e mundial sobre comportamento infantil e dá palestras por todo o Brasil sobre o assunto

Dr. Gustavo Teixeira

O REIZINHO DA CASA

Mayra explica que, por mais que a criança vá chorar, temos que dar tchau antes de ir embora. Enfim, sempre ser leal e enfrentar a verdade. 

Mayra explica que agressividade não faz parte dos critérios diagnóstico para autismo e não se pode aceitar, deve ser o maior foco do tratamento, pois se ela se auto-agride ou agride outras pessoas, vai ser institucionalizada quando adulto.  

O site autimates.com, acrescenta:

"AUTISMO E COMPORTAMENTO – Como estabelecer regras:

Por Fatima de Kwant

 

A família é uma pequena sociedade e toda sociedade precisa de regras. Crianças com autismo são, antes de mais nada, crianças. Como tal, necessitam regras que os ajudem a entender o ambiente onde vivem, e se comportar de acordo.

Estabeleça regras claras e sensatas para sua criança autista, reforçando as mesmas com consistência e consequências apropriadas. Ao fazer isso você estará ajudando seu filho a desenvolver hábitos diários de autodisciplina. Não espere que uma nova regra seja entendida imediatamente. Lembre-se que é a insistência que irá fazer com que a criança a considere parte de sua rotina. Qualquer criança pode aprender qualquer coisa caso seja encontrada a maneira efetiva para ensiná-la. As sugestões feitas neste artigo podem ser aplicadas em qualquer criança, independente de sua condição neurológica. As crianças e adolescentes autistas, no entanto, apresentam um desafio maior para seus pais e educadores.

Os autistas não verbais e/ou com a cognição comprometida podem encontrar mais dificuldades que os autistas com menor dificuldade de comunicação. No entanto, fazendo-se uso de outros métodos educacionais, eles também podem entender o que seus pais tentam lhe ensinar. O uso consistente de pictogramas, no caso, pode ser um excelente instrumento de comunicação. Seguir regras é possível e vai ajudá-lo a proteger o bem estar físico e mental do seu filho, seja qual for o grau de autismo.

 

Aqui seguem algumas dicas para os pais e educadores estabelecerem regras, determinarem tarefas ou como agir quando as crianças não os obedecem.

Seja claro – Um dos motivos pelos quais algumas crianças não fazem o que se pedimos é por que não somos claros o suficiente nas nossas mensagens. Exemplo: ao invés de dizer: “Arrume seus brinquedos, por favor”, tente: “ Pegue os carrinhos do chão; coloque os carrinhos no cesto.” A criança pode não saber COMO arrumar. Tenha certeza de que ela compreende a tarefa.

Troque “Não fique no computador muito tempo” por “ você pode ficar no computador até 17:00 horas”. No caso do autista não ter ainda noção de tempo, faça uso do Time-Timer *. Especifique cada tarefa ou regra. Se ele não consegue pensar como você, pense como se fosse ele.

Seja lógico – Toda criança tende a aprender melhor quando a explicação tem lógica. “ Porque não!” é uma frase que pais deveriam evitar. A criança autista precisa de lógica para fazer senso do comportamento das pessoas a sua volta. Explique-lhe, usando sua forma de comunicação,  que na sua família todos os membros fazem “assim” (comportamento desejado). Exemplo: “Aqui em casa não batemos (chutamos, comemos com as mãos etc.). Se necessário, fale e mostre à criança um pictograma de uma criança batendo em outra (ou a foto dela mesma batendo num membro da família) com um X vermelho, dizendo “NÃO”.  Pode ser que você também queira mostrar-lhe qual o comportamento desejado. No caso, fale e mostre a ela uma foto onde os familiares sejam gentis uns com os outros. Dessa vez com um dedo polegar ou o símbolo check (√) na cor verde.

Seja criativo usando aquilo que desperta a curiosidade da criança para estimular bom comportamento e interromper o indesejado.

Em seguida explique a ela, do modo mais simples, o por quê. Quanto mais desenvolvida a criança, mais lógica você deverá lhe dar. Exemplo: “Não batemos porque bater dói” ou “Não batemos porque aqui em casa só gostamos de carinho.”

As regras são mais fáceis de serem aceitas quando são baseadas em bons princípios, como a justiça e a gentileza.

 

Seja consistente – Assegure-se de que seu filho compreende que a regra será mantida o tempo todo, inclusive fora de casa. Assegure-se de reforçar a regra toda vez que esta é quebrada. É essencial que os pais dêem o exemplo. Exemplo: se você quer que seu filho pare de gritar, evite fazer o mesmo na presença dele.

Exceções podem existir mas lembre-se que “às-vezes-sim-às-vezes-não”, para uma criança autista, pode ser muito difícil de entender. Portanto, a regra tenderá a não ser seguida.

 

Escreva ou desenhe as regras num papel – Muitos autistas são mais responsivos ao que veem do que ao que ouvem. Escreva num papel as regras principais (da casa, escola etc.). Se necessário, desenhe. Sugestão: Escreva as regras da casa numa cartolina. Não escreva mais que cinco de uma vez. Caso necessário, utilize mais cartolinas, espalhadas pelos cômodos da casa (banheiro, quarto, sala, cozinha etc.). Cole uma foto da criança na parte de cima. Sempre que ela esquecer a regra, mostre o cartaz a ela para lembra-la do que deve fazer.

Reconheça (compense) o bom comportamento – Sempre deixe seu filho saber o quanto você aprecia o fato dele respeitar s regras da casa, elogiando o fato. Nomeie aquilo que ele/ela fez corretamente ao invés de focar no que fez de errado. Quando pais se apressam mais em elogiar do que em criticar, a criança aprende a se sentir bem consigo mesma, desenvolvendo auto estima e autoconfiança. Você pode optar por um sistema de recompensa. A cada regra/tarefa cumprida, a criança ganha pontos/créditos/adesivos; a cada x pontos, ela ganhará um prêmio – a ser previamente estabelecido.

 

Não desanime – Não desanime se for necessário muito tempo até que a criança assimile a regra. Tampouco desanime se você passou a vida toda deixando seu filho fazer o que quisesse, pois “é autista”. Acredite que mudanças podem acontecer em qualquer idade, ainda que mais difíceis de serem realizadas. Diga a seu filho que, hoje, você é um/a novo/a pai/mãe! Mantenha o carinho que sente por seu filho sem perder a determinação de que é possível que mude. Acredite que é possível ele/a mudar. Sua atitude vale mais que mil palavras.

Crianças neurotípicas (“normais”) aprendem através de exemplos, bem mais do que através de palavras. No entanto, as crianças autistas podem não imitar as ações de seus pais, tampouco entender o que falam. Estas crianças têm o dom de absorver o que seus pais SENTEM ou PENSAM delas. É importante que pais e educadores mantenham uma atitude positiva.

Se o “pé firme” de seu filho é grande, o seu será maior. Foque no resultado: o adolescente que não vai mais andar pela casa nu; a menina que não mais vai riscar os cadernos do irmão mais velho; a criança que vai comer à mesa com os outros membros da família. De pequenas a grandes, as regras da casa podem ser obedecidas. Autistas não são animais, são pessoas especiais, capazes de fazer tudo desde que nos disponhamos a descobrir como ensiná-los e qual o melhor momento para iniciar uma mudança.

O que fazer quando seu filho quebra uma regra

1- Analise se você o instruiu específica e claramente. Exemplo: Ao invés de dizer “Está na hora de ir pra cama”, diga: “ São 21:00; você agora vai para a cama, dormir”.

2- Foque no comportamento, sem humilhar a criança ou faze-la envergonhar-se de si mesma. Evite dizer: “ Quando é que você vai crescer??..” … ” Já te disse mil vezes! Quando é que você vai me ouvir??…” e tente: “Eu quero que você faça isso-ou-aquilo”.

3- Informe à criança o que acontecerá se ela quebrar a regra (consequência). Deixe que faça sua escolha. Se ela quebrar a regra, ainda assim, leve a cabo a consequência desta escolha sem fraquejar. Muitas quebram as regras porque não as compreendem. Pais estão cientes disso e, por sentirem pena, desistem. É importante manter-se neutro e focado no resultado final. Lembre-se de usar a linguagem/modo de comunicação que a criança melhor compreender (imagens, palavras ou ambas).

4- Mantenha a voz em tom normal, não gritando ou demonstrando muita emoção. De outro modo a impressão da criança é a de que você perdeu o controle. Isso pode deixa-la insegura. Fale com ela de um modo natural e decidido. Exemplo:Mostre a ela a tabela de regras e diga: “Você agora vai fazer isso-ou-aquilo.”

Planeje as consequências (castigo) de antemão:

Tenha certeza de que o castigo não seja muito ruim. É importante não exagerar na punição. Exemplo: não ameace deixá-lo uma semana sem o tablet por ter empurrado o irmão. O que você vai impor se algum dia ele fizer ainda pior (bater, chutar?). Seja realista. No caso, tenha certeza que a punição para o empurrão já seja conhecida pela criança. Se foi sua escolha (ainda que inocentemente) empurrar o irmão, o castigo deveria já ter sido estipulado como, por exemplo, o resto do dia sem o tablet.

Não diga aquilo que você não está preparado para cumprir. Num momento de estresse, os pais podem dizer coisas das quais se arrependem quando mais calmos. Tente se controlar quando impuser uma consequência. A melhor forma é fazendo uso de uma tabela já estipulada, num momento neutro, prévio à quebra de uma regra.

Elogios são mais poderosos do que castigos

Todo ser humano gosta de ser bem tratado. Um afago ou um elogio são mais poderosos que punições. No caso do ensinamento de regras ou de interrupção de mau comportamento, queremos ganhar a confiança da criança. Enquanto o castigo gera medo e ansiedade, o elogio sincero faz com que a criança sinta-se bem e com vontade de repetir a sensação. É uma espiral positiva. Por menor que seja o objetivo a alcançar, mesmo que a criança não o tenha alcançado por todo, cumprimente a tentativa (intenção) dela executar o que você havia pedido. A tendência é ela tornar-se cada vez mais receptiva à nova regra/tarefa ou de cessar o comportamento indesejado.

NÃO

Ao contrário do que muitos terapeutas afirmam, a palavra “não” pode ser usada. No entanto, perderá sua força quando dita em demasia. O poder do termo está no momento certo em que é utilizado. Pais devem economizar o “não” para as situações de muita urgência, como por exemplo quando a criança se encontra em perigo ou coloca outros em perigo.

Há vários momentos num dia em que se pode evitar usar esta palavra. Quando a criança estiver fazendo algo que seus pais não querem que faça, estes podem distrai-la, por exemplo, lhe mostrando um objeto, chamando seu nome, pegando suavemente pela mão e levando para um outro ambiente.

Ao contrário, na iminência do perigo ou de uma situação mais séria, pais podem fazer uso da palavra. Nesse caso com mais chance de obter o impacto desejado – a criança parar o que estava fazendo.

Vale observar que algumas crianças riem ou seguem fazendo o proibido quando ouvem “não!”. No caso, a expressão facial ou a entonação do adulto lhe chamou a atenção. Ela, então, quebra a regra porque a reação do adulto lhe agradou e ela quer que este a repita. Tente mudar o tom de voz e não demonstrar emoção forte (de susto ou zanga). Analise a situação, sempre.

Experimente desenhar uma tabela onde no lado esquerdo haja dois elementos proibidos e do lado direito, 5 elementos liberados. Exemplo: lado esquerdo – em letras vermelhas – Não bater e não chutar. Lado direito, em letras verdes – afagar – levantar e ir pro quarto – chamar mamãe ou papai – pegar um outro brinquedo (bola/boneca etc.) – fazer outra atividade.

À medida que a criança cresce e se desenvolve, os esquemas irão ficando mais sofisticados. Se a criança autista já alcançou um nível mais alto de comunicação, deixe que ela contribua nas sugestões. Exemplo: ao invés de lhe mostrar uma lista de tarefas, sente-se com ela e, juntos, decidam que tarefas devem ser de sua responsabilidade. Além de permitir que tenha um certo controle nas suas escolhas, estará aumentando sua auto estima, como membro integral da família.

Resumo

Toda criança/adolescente autista tem o potencial de aprender uma regra, seja com vistas a estimular um determinado tipo de comportamento ou cessar um comportamento indesejado.

O método de comunicação usado deve encontrar as possibilidades da criança no momento – imagens, tabelas, linguagem oral, linguagem escrita, desenhos, PECS**, TEACCH*** etc.

À medida que a criança evolua, ofereça-lhe mais desafios – mais regras, mais tarefas, mais cooperação. Não exija dela o que não pode (ainda) oferecer, mas também não a subestime. Crianças com autismo aprendem de um modo diferente das neurotípicas.

A consistência dos pais é essencial. A criança só aprenderá quando entender que ação (dela) X atrai reação Y (dos pais/escola).

Mantenha a calma; a sua mensagem chegará até a criança mais rápido se você mantiver tranquilidade (naturalidade) ao falar.

Insista, não desista. A vitória é dos persistentes".

TRANSTORNO DESAFIADOR OPOSITIVO

Denise Hardt Pires

Em sua palestra no Ico Project, a psicóloga Denise Hardt Pires, radicada nos USA, que atua na da @nbiweston, contou que a grande diferença entre o tratamento no Brasil e nos Estados Unidos é a “agressividade”, pela quantidade de horas e o pleno envolvimento da família.

Plano de tratamento:

  • Regras têm que ser atendidas no 1o ou 2 comando 

  • Se não obedece as regras, tem que ter consequências 

  • Dizer não para presentes para usá-los como reforçadores

  • Ensinar a tolerar o não 

  • Quietinho - não dá trabalho, mas não está dando atenção, então tb é desafiador 

  • Punição é retirar privilégios

  • O pai não estar presente impede um bom andamento do tratamento! 

  • A mudança no Brasil e lá é a quantidade de horas de tratamento (agressividade)

  • Consistência - se eu saio qdo ela chora, eu estou reforçando. Não adianta deixar chorar só em casa. Pode ficar no banheiro, algum lugar bem chato... mas não sair!

  • Focar na maior independência 

  • Mudanca gera crise - dá trabalho! É mais fácil manter as coisas como estão 

  • Treinamento de contenção de crise - Conter e levar ao comportamento adequado 

  • Currículo adaptado, mas não modificado 

  • Irmãos tb sempre que podem, participam

  • Pais têm que treinar poker face - aprender a lidar com as emoções! 

Ptoteção no Controle de Crises com Agressões

No caso de situações mais graves de agressividade, segue um artigo do Psychiatry On line Brasil wwww.polbr.med.br:

AGRESSIVIDADE - IG @autismoempalavra

Agressividade - parte 1

Um dos temas que mais preocupam familiares e profissionais que estão em contato direto com autistas é a agressividade. 
Sim, muitos autistas – como todas as pessoas, na verdade - podem ter reações agressivas. Há vários estudos e teorias sobre a origem e o significado das manifestações de agressividade nos relacionamentos humanos. Não é uma questão restrita a uma ou outra parcela da população. É bom deixar claro que o comportamento agressivo não é uma característica do autismo em si e nunca esteve entre os critérios diagnósticos. Ainda assim, como também acontece em outras condições neuropsiquiátricas, algumas dificuldades enfrentadas por alguns autistas os tornam mais vulneráveis e propensos a episódios de agressividade.
Vale a pena aprofundar um pouco o assunto. 
Vamos começar definindo agressividade como todo um repertório de ações de ataque, de natureza verbal (gritos, xingamentos, ameaças, ofensas e respostas hostis) ou física (violência dirigida a si próprio, a outras pessoas ou a elementos do ambiente). Os episódios de comportamento agressivo que vemos com frequência nos autistas são do tipo reativo, ou seja, ocorrem em resposta a algo percebido como ameaçador ou frustrante, geralmente com forte componente emocional e acompanhado de reações físicas. 
Identificar o fator que desencadeou a reação nem sempre é fácil ou óbvio (seja para as pessoas presentes ou mesmo para o próprio autista), mas certamente é o primeiro passo para se lidar com a situação de modo respeitoso e construtivo. Conhecer os principais “gatilhos” pode ajudar a tornar esses momentos menos confusos e a estabelecer um roteiro para evitar uma crise ou delinear uma estratégia de ação quando ela acontece. 
A ideia é apresentar aqui essas gatilhos na forma de um check list, mas já com o alerta de que as coisas não são tão simples assim: muitas vezes eles estão associados e um deles é só a gota dágua que faltava para transbordar um copo já cheio.
#vivências 
Dra. Raquel del Monde_ neuropsiquiatra da infância e da adolescência 
Fonte:
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=581707692200355&id=571946186509839

AGRESSIVIDADE - IG @autismoempalavra
  • Agressividade - parte 2 - Gatilhos (mais juntos que separados)

    Desconforto físico: sensações incômodas de fome, sede, cansaço, indisposição ou dor estão entre os gatilhos mais comuns para o comportamento agressivo. Todo ser vivo, em maior ou menor grau, fica vulnerável a um estado de irritabilidade crescente quando não tem suas necessidades orgânicas atendidas ou quando está em sofrimento físico. Se juntamos a isso as alterações na percepção sensorial e as dificuldades de comunicação presentes no autismo, a reação resultante pode ser potencializada. Muitos autistas experimentam tais sensações físicas de forma diferente que pessoas neurotípicas. Algumas vezes amplificada, levando a uma resposta aparentemente desproporcional aos olhos das outras pessoas. Outras vezes, a percepção da sensação é diminuída, inespecífica e difusa. Por exemplo, um autista pode estar sem comer um dia inteiro, sentir um mal estar crescente e quase insuportável, sem conseguir identificar essa sensação como “fome”. Nesse caso, ter boas habilidades verbais não contribui muito para comunicar seu desconforto, pois nem ele mesmo consegue elaborar o que sente.

    Intolerância sensorial: o Transtorno do Processamento Sensorial que acompanha o autismo com tanta frequência, faz com que os estímulos sensoriais externos (luzes, barulhos de todo tipo, cheiros, sabores e sensações tácteis diversas) bem como os internos (informações que recebemos do nosso próprio corpo) sejam percebidos de maneira muito diferente. Alguns estímulos, banais para as outras pessoas, podem ser insuportáveis e gerar comportamentos de evitação e fuga, enquanto outros estímulos simplesmente não chegam como deveriam, deixando uma lacuna onde deveria haver uma sensação e gerando comportamentos de busca. Os gatilhos sensoriais são provavelmente os mais negligenciados. A maior parte das pessoas desconhece as alterações sensoriais do autismo e dificilmente reconhece quando estão por trás de um comportamento difícil. 

  • Dificuldades de comunicação: um engano muito comum é que apenas os autistas que não falam tem problemas para se comunicar. Entretanto, esse é um déficit central no autismo. Há dificuldades na comunicação verbal (que utiliza palavras) tanto receptiva (entendimento literal, não compreensão de expressões, ironias ou linguagem figurada) ou expressiva (desde a não utilização da fala até dificuldade de usar a linguagem de forma clara, num contexto esperado) e também na comunicação não verbal (que se vale de gestos, expressões faciais e corporais). Não conseguir entender determinado contexto ou fazer-se entender é uma experiência frustrante e afeta profundamente os relacionamentos entre as pessoas.
    Rigidez de pensamento: muitos autistas tendem a enxergar o mundo em padrões rígidos. Preto ou branco. Oito ou oitenta. Não há muito espaço para concessões, nuances ou sutilezas. Uma característica que pode ser preciosa para alguns aspectos profissionais e de relacionamentos, mas que também pode engessar hábitos, rotina e a capacidade de acomodar diferentes perspectivas e mudanças no geral, levando a um comportamento sistemático e inflexível. Geralmente acaba sendo interpretada como teimosia, oposição e “gênio ruim”.
    Comorbidades psiquiátricas: a co-ocorrência de TDAH, transtornos de ansiedade e ou humor, depressão ou problemas cognitivos tornam bem mais difícil para um autista lidar com as demandas que a vida impõe.
    Dra. Raquel del Monde_ neuropsiquiatra da infância e da adolescência 
    #vivências 
    Fonte:
    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=581697735534684&id=571946186509839

AGRESSIVIDADE - IG @autismoempalavra
  • Agressividade - parte 3 - O que podemos fazer a respeito?

    Como dissemos antes, o primeiro passo é analisar os fatores envolvidos nos episódios de respostas agressivas, lembrando que a importância de cada um deles varia muito de uma pessoa para outra. A observação atenta, sensível e persistente é fundamental neste processo e, em muitos casos, a avaliação de bons profissionais pode contribuir bastante para a compreensão de alguns desencadeantes.
    Com essas informações em mãos, conseguimos delinear estratégias em torno de duas rotas de ação: reduzir demandas e aumentar suporte.

    1 - Reduzir demandas: quando determinado ambiente (físico ou social) impõe exigências acima do tolerável para determinada pessoa, atuamos no sentido de modificar alguns de seus elementos para que esta pessoa tenha a segurança necessária para regular suas respostas. Isso inclui:
    • Planejar a rotina para evitar sobrecarga orgânica (tempo suficiente de sono e repouso, refeições regulares, proteção térmica adequada, atenção a questões de saúde geral)
    • Eliminar ou reduzir estímulos sensoriais aversivos, como, por exemplo, exposição a cheiros, barulhos ou texturas intoleráveis. Isso requer às vezes uma investigação bem extensa e pode implicar em várias mudanças no ambiente.
    • Adequar as tarefas do dia a dia, o trabalho escolar ou profissional com atividades que sejam não só compatíveis com as habilidades individuais e desenvolvimento cognitivo, mas também significativas para a pessoa. Nem sempre as tarefas que realizamos na vida são prazerosas, mas é essencial que sejam significativas.
    • Oferecer maneiras alternativas de realizar atividades e materiais diferenciados.
    • Parar as tentativas de “normalização”: expectativas irreais para que a pessoa “esconda” comportamentos que a façam parecer diferente aos olhos dos outros (stims, modo de se relacionar) representam um fardo injusto e pesado demais. Óbvio que vamos trabalhar para direcionar estereotipias auto-lesivas ou para dar ferramentas para a socialização, mas sempre tendo em mente o bem estar da pessoa autista e não o que os outros possam pensar dela. ...

  • 2 - Aumentar o suporte: ampliar o acesso do autista a formas mais eficazes de atingir seus objetivos.
    • Comunicação efetiva: existem muitas formas de melhorar a comunicação, com autistas verbais ou não verbais. Usar linguagem clara e objetiva, evitando figuras de linguagem ou expressões confusas. Caprichar na dicção e manter o tom de voz baixo. Certificar-se de sua compreensão. Dar o tempo necessário para que a informação seja processada e para que o autista possa elaborar sua resposta. Validar a intenção comunicativa da pessoa, considerando tanto sua linguagem verbal como a não verbal (gestos, expressões faciais e corporais). Permitir que se expresse de outras maneiras (desenhos, símbolos, cartões, escrita, métodos de comunicação alternativa). Alguns autistas que normalmente falam muito bem podem não conseguir se expressar em momentos de sobrecarga e também podemos combinar códigos para usar nesses momentos.
    • Estruturar o ambiente: a organização e sinalização do espaço de convívio e a previsibilidade da rotina dão segurança e reduzem a ansiedade. • Empoderar o autista: informação é poder! Ter conhecimento da própria condição, da origem das suas dificuldades e do que pode fazer para lidar com elas é fundamental. Ter um “plano de ação” para momentos de sobrecarga ou crise (saber a quem recorrer, como pedir ajuda, o que fazer) pode fazer toda a diferença.
    • Tratamento das comorbidades psiquiátricas associadas: em alguns casos, as dificuldades de auto-regulação causadas pelas comorbidades são muito grandes e todas as medidas anteriores não serão suficientes para evitar os episódios de agressividade. Nesses casos, terapia psicológica e mesmo medicamentos podem ser necessários.

  • Na prática, como sempre, as coisas são mais difíceis do que parecem. Além da dificuldade em implantar esses recursos em casa e mais ainda em outros ambientes, o senso-comum condena muitas dessas estratégias com argumentos do tipo “Ele precisa aprender a viver nesse mundo, passar a mão na cabeça não vai facilitar a vida dele lá na frente” ou “Vocês estão criando essa criança numa bolha, ensinando a ter tudo do jeito que ela quer” ou “Ele está manipulando vocês e vocês estão caindo nesse jogo”. Portanto, ter conhecimento acerca das características do autismo (e ter em mente, com clareza, os objetivos dessas acomodações) é fundamental para caminharmos em direção a um mundo que aceita e abraça a diversidade.
    Dra. Raquel del Monde_ neuropsiquiatra da infância e da adolescência 
    Fonte: 
    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=582459975458460&id=571946186509839

ESTÁGIO DESENVOLVIMENTO E COMPORTAMENTO 

Dica do IG @sindrome_de_asperger_autismo.

COMO NEGAR SEM USAR O NÃO

 

Com ensina o IG @pedagogicamente, divulgado por @sindrome_de_asperger_autismo, podemos NEGAR muitas coisas à criança, SEM USAR A PALAVRA NÃO, é uma excelente dica:

Pouca vezes sabemos o impacto que nossas palavras têm sobre outras pessoas, especialmente nas crianças.
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Nós pensamos que com um pedido de desculpas, um corretivo, os problemas são resolvidos. Mas a verdade é que o modo como nos COMUNICAMOS interfere diretamente na maneira como os outros respondem a isso.
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Por exemplo, estamos acostumados a dizer um NÃO à frente de qualquer crítica ou um chamado de atenção, "Não bata nele", "Não coma isso", "Você não pode", "Não faça", "Não você pode brincar com isso".
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Existem maneiras melhores de negar, deter ou disciplinar seu filho do que sempre dizer "não". Além do óbvio esgotamento - tanto para pais quanto para filhos - dizer "não" demais pode gerar ressentimento.
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Use frases curtas, claras e concisas para explicar por que seu filho não deveria fazer algo.
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A maioria das crianças só quer o que elas querem, então os pais precisam com calma, firmeza e AFETO, explicar as causas, motivos e as consequências. Tudo isso não significa que vamos permiti-lhes fazer todo o que desejam e que não haverá limites e regras estabelecidas. Os pais só precisam mudar um pouco a forma como se comunicam.
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🔴 EXEMPLOS:
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Às vezes, "não" não é suficiente para comunicar um possível perigo. Em vez disso, use outros adjetivos fortes ou verbos com um tom de urgência para transmitir um senso de urgência. "
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➡️"É perigoso correr neste lugar, acho mais seguro você andar".
➡️“Cuidado!” “Pare!”
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Vamos eliminar os NÃOS neste sábado? Comece com esse desafio. Comunique com a criança sem dizer NÃO!

O site www.entendendooautismo.com.br ensina como diferenciar as BIRRAS das CRISES:

 

BIRRA X CRISE NO TEA: COMO DIFERENCIAR?

É extremamente comum que haja uma determinada associação e até mesmo uma confusão entre a birra e a crise, sobretudo quando o assunto é o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ambas as situações costumam ser usadas para o mesmo caso, mas é preciso esclarecer que isso não é correto. Existem diferenças pontuais que especifica esses quadros.

 

O que é birra?

A birra pode ser definida como um comportamento originado de algum descontentamento, geralmente acompanhado de choros, gritos e outras atitudes.  Ela é intencional e é usada estrategicamente para que a criança, no caso, consiga algo que fora negada a ela. Assim que o pequeno recebe o que ele desejava, a birra acaba.

O que é crise (no autismo)?

No caso do TEA, as crises são mais frequentes quando a pessoa (seja ela criança ou adulta) está exposta a vários estímulos sensoriais e não sabe como lidar com tanta informação. Diferentemente da birra, a crise não é proposital e muito menos uma estratégia para se conseguir algo; mas a resposta de um limite que fora extrapolado; de uma irritação extrema.

Birra e crise: um detalhe crucial

Durante o desenvolvimento de um indivíduo, é absolutamente normal que ele abandone as birras. Não é usual presenciarmos adultos comportando-se dessa maneira como na fase infantil.

As crises incluídas no TEA não ficam restritas na infância apenas. Elas podem acompanhar a pessoa por toda a sua vida, tendo em vista que a irritação causada em seu aspecto sensorial continuará.

No entanto, é possível tratar essa condição por meio de intervenções aplicadas por uma equipe multidisciplinar. É aconselhável que o tratamento comece ainda na infância para que os episódios sejam diminuídos gradativamente.

Outras diferenças entre a birra e a crise

– A birra geralmente é direcionada a um grupo de pessoas ou um adulto. A intenção do pequeno é chamar a atenção para uma demanda não atendida prontamente por seus pais ou demais responsáveis, alguma frustração, etc. Normalmente, tem um objeto envolvido: brinquedo, peça de roupa, comida, DVD, objetos em geral.

– A crise no autismo pode acontecer até mesmo quando a criança estiver sozinha em seu quarto ou em algum outro local, independentemente se houver mais pessoas por perto ou não. Lembre-se: ela não quer chamar atenção para nada, é uma forma de expressar algo que ela não consegue lidar, exemplo: quando sua sensibilidade é exposta a estímulos sonoros, olfativos, toque, etc.

Estratégias para acabar/evitar a birra e as crises

As birras podem ser controladas quando os adultos adotam estratégias que visam ao controle desse comportamento: fingem que não estão vendo, levam a criança para um local isolado ou simplesmente atendem as suas reivindicações (lembrando que esta última não é muito indicada, pois pode acostumá-la muito mal; deixá-la mimada).

As crises no autismo precisam de outras maneiras para ser controladas. Primeiramente, jamais grite com a criança. O aconselhável é que ela seja levada para longe dos estímulos que motivaram essa situação. Depois disso, tente entender o que causou a crise.

Importante ressaltar que os episódios de crise devem ser relatados ao médico com riqueza de detalhes. Somente dessa maneira o especialista pode direcionar as técnicas que melhor combinam com o caso apresentado. Além de contar com a ajuda de profissionais de áreas distintas para o devido tratamento.

 

Já pensou aprender profundamente sobre o Autismo para melhorar seus atendimentos clínicos, entender melhor seu filho e saber por que seu aluno apresenta determinado comportamento e como trabalhar o processo de inclusão? Em um curso online completo o Dr. Clay Brites te ensina tudo sobre TEA com fundamentação científica e de forma prática e simplificada.

O IG @tudosobreautismo ilustra alguns fatores que desencadeiam as crises e alguns sinais antes da crise:

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Veja uma maneira de trabalhar os comportamentos inadequados e esperados, clicando no aruqivo PDF abaixo: 

ATIVIDADE DE COMPORTAMENTOS

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No grupo do Facebook Comunidade Pró Autismo, Carol Souza, dá algumas dicas para lidar com a Auto Agressão:

"Em autistas que buscam estímulos sensoriais na parte do tato, é muito comum auto agressão. Seja se mordendo, se beliscando, puxando cabelo, dando tapa, qualquer coisa que pressione a pele e até cause certa dor ou chegue a ferir mesmo.

Eu tenho muita necessidade de estímulo nessa parte sensorial. Morder a mão, esfregar muito o dedo indicador na cabeça, me beliscar e até acaba causando ferimento. 


Faço quando estou sobrecarregada, estressada, em crise ou até mesmo para me concentrar quando estou vendo filmes ou assistindo aula na faculdade. Sim, incrivelmente essas "manias" prejudiciais me ajudam a concentrar.

Óbvio que não é saudável ficar se machucando, e por mais que eu saiba disso, as vezes é mais forte que eu e acabo fazendo. Mas elas podem ser substituídas.

O que pode ajudar?

*Stim toys: parei de morder meus dedos na faculdade depois que comecei a andar com um Tangle Jr nas mãos (se encontra pra comprar na internet).

*Roupas mais justas: Eu preciso sentir meu corpo pressionado, então as roupas justas me ajudam a aliviar essa necessidade.

*Faixas de cabelo, toucas ou abafadores: Eles também fazem pressão. Eu apertava muito minha cabeça antes, esfrego o dedo bem forte porque também gosto da pressão na cabeça. Alivia muito se usar alguma coisa que ofereça essa pressão, até mesmo em casos de autistas que batem com a cabeça na parede. Quando criança eu usava faixas de cabelo, hoje eu uso abafadores.

*Fita adesiva ou gelo: Colocar a fila colante na pele e puxar, pode aliviar a necessidade de beliscar. Aplicar gelo no local também.

*Escovas de cabelo ou buchas: As vezes esfrega-las na pele (as que tem uma textura mais áspera), pode ajudar o autista a não se arranhar.

*Mordedor sensorial: As vezes o autista se morde porque sente necessidade na parte oral, além da parte tátil, então é interessante buscar um mordedor para que essa necessidade seja satisfeita sem se machucar.

Stim toys são vendidos em lojas como: Alma Azul e Teraplay. Alguns se encontram até no Mercado Livre".

AUTO-AGRESSÃO

O site www.autism.org.uk aborda sobre a PDA:

​"PDA (prevenção de demanda patológica) é um perfil de comportamento dentro do espectro do autismo. Nós explicamos o que é PDA, as características do PDA e como começar o processo de avaliação. Também olhamos para as diretrizes para pais e pessoal de educação.

O que é a evasão de demanda patológica?


A evitação patológica da demanda (PDA) é cada vez mais, mas não universalmente, aceitada como um perfil do comportamento que seja visto em alguns indivíduos no espectro do autismo.

Pessoas com um perfil de demanda evitável compartilham dificuldades com outras pessoas sobre o espectro do autismo na comunicação social, interação social e padrões restritos e repetitivos de comportamentos, atividades ou interesses.

Entretanto, aqueles que apresentam com este perfil diagnóstico particular são conduzidos para evitar demandas e expectativas diárias a uma extensão extrema. Este comportamento evidente demanda está enraizado em uma necessidade baseada em ansiedade de estar no controle.

Embora o perfil de evitâncias da demanda tenha sido relativamente incomum, é importante reconhecer e entender o perfil de comportamento distinto, pois tem implicações para a forma como uma pessoa é melhor suportada.

Para continuar lendo, clique no link abaixo:

PDA - Pathological Demand Avoidance 

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