OLHAR

O contato visual é um dos mais importantes programas para o tratamento do autismo, pois é a primeira forma de comunicação e interação social humana. Já nos primeiros dias de vida, o bebê faz contato visual com as pessoas que os cercam, mas isso pode não acontecer no autismo.

Acontece que a observação e imitação é uma grande via de aprendizado. Afinal, aprendemos uma série de coisas observando e imitando, como por exemplo, a falar. Até mesmo adultos aprendem por observação e imitação, pois é observando e imitando que podemos dirigir numa cidade nova, ou ao chegarmos a um restaurante que nunca fomos, observamos as outras pessoas, para saber onde pegamos a comida, onde é feito o pagamento, etc. 

 

A falta de contato visual é, portanto, uma característica decisiva em muitas pessoas no TEA e é importante requisito a ser trabalhado, pois uma das maiores vias de aprendizado se dá por OBSERVAÇÃO e IMITAÇÃO, que é como aprendemos a falar, a agir, entender regras sociais e uma infinidade de coisas todos os dias.

 

O contato visual é, portanto, pré-requisito da linguagem verbal e decisivo no desenvolvimento cognitivo.

Portanto, é imprescindível promover o estímulo do contato visual na pessoa com autismo, pois, além de ser primordial para o desenvolvimento da sua comunicação e interação, caso não mantenha  contato visual, perderá uma série de oportunidades de aprendizado, afetando portanto também no seu desenvolvimento cognitivo.

Para que a criança olhe para nós quando a chamamos pelo nome, a melhor forma é fazendo com que associe isso a algo bom, como explicamos na imagem e descrição abaixo.

 

Além disso, para melhorar o contato visual na rotina, assim como tudo na vida, a melhor maneira de uma criança aprender, é brincando. No entanto, crianças com TEA têm dificuldade de interagir. Foi pensando nisso que o Modelo Denver de Intervenção Precoce criou um passo a passo de como fazê-lo. Assim você pode aplicar o programa abaixo dentro das brincadeiras, como explicamos no link da imagem seguinte.

 

Confira nos vídeos Autistólogos abaixo um resumo de como podemos atrair o olhar da criança de forma naturalista, de acordo com o Modelo Denver de Intervenção Precoce, ou seja:

1) Associando o chamado a algo positivo,

2) Através das Rotinas Sensório-Sociais e

3) Através das brincadeiras, seguindo a liderança da criança.

MODELO DENVER / ATENDER AO CHAMADO E OLHAR

O Modelo Denver apresentar formas bem menos invasivas para atender ao chamado e olhar. 

Seguem dicas da mamãe Camila Amaral @ca.amarall, que está recebendo treinamento do Modelo Denver de Intervenção Precoce. 

Após seguir este passo-a-passo, a mamãe Camila relata que o Heitor começou a atender ao chamado até mesmo à distância!

1) DIMINUIR A FREQUÊNCIA DO CHAMADO - passou a falar o nome dele somente quando tinha certeza que ele iria olha-la! (Antes o chamava o tempo todo e o sentido do nome estava se perdendo).

2) ASSOCIAR O NOME A MOMENTOS RECOMPENSADORES - passou a evitar negações quando usa o nome, chamando-o apenas em momentos prazerosos, por exemplo, quando fosse entregar a mamadeira, biscoito, brinquedos, etc. Apenas evitava usar somente nessas situações, para ele não achar que receberia sempre algo em troca (às vezes chama apenas para cobri-lo de beijos, por exemplo!)

3) CÓCEGAS - a brincadeira ajudou muito! Faz uma pausa de 5 segundos e, bem no auge na brincadeira, quando ele olha para ela, fala o nome dele e volta a fazer cócegas!

4) PROLONGAR A ÚLTIMA VOGAL DO NOME - passou a chamá-lo com bastante ênfase na última vogal e bem cantado - “Heitoooooor!”

E assim ele começou a atender ao chamado! Parabééééns, mamãe! 

Para saber mais sobre o Modelo Denver, acesse nosso link do site abaixo:

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ROTINAS SENSORIAIS SOCIAIS

➡️ Descubra quais as ATIVIDADES que envolvem os SENTIDOS que atraem mais a atenção do seu filho e que provoquem grandes SORRISOS (alguns exemplos nas imagens). São atividades em que as crianças dependem de nós para fazer.

✅ Mas ATENÇÃO, aproveite para estimular a interação e comunicação: repita 2 ou 3 vezes e no AUGE da diversão, como se fosse continuar, faça uma PAUSA dramática, olhe pra ele demonstrando que espera algo e aguarde algum SINAL COMUNICATIVO de seu filho para continuar imediatamente! Qualqueeeer gesto, som ou movimento corporal vale! Assim você estará estimulando a Linguagem NÃO-VERBAL, que é pré-requisito da FALA FUNCIONAL.

 

➡️ Coloque em prática TODOS os DIAS para estimular a interação

 

➡️ E lembre de ir DIMINUINDO a DIVERSÃO e terminar a brincadeira ANTES de ficar MONÓTONA, deixando sempre um gostinho de “quero mais”!

 

➡️ Para saber mais, acesse o Cap. 5 do Livro Autismo Compreender e Agir em Família, que ensina os pais a aplicar em casa o Modelo Denver de Intervenção Precoce (que é uma forma mais naturalista da ciência ABA). Para conferir um resumo do livro, acesse www.autistologos.com em ABA x DENVER / DENVER / Compreender e Agir em Família- Link Resumo do Livro. .

 

➡️ Nos cursos Mayra Gaiato @mayragaito , nossa mestre ensina essa e diversas outras técnicas de como estimular nossos filhos em casa, sempre de uma forma super leve e descontraída. Eu sei que já estão “carecas” de me ouvir falar desses cursos, mas vcs sabem, só indico porque acredito que sejam a melhor fonte de conhecimento sobre Autismo e de como lidar com esse transtorno que conheço. Na minha opinião são muito mais que úteis, são necessários! Se tiver dúvidas por onde começar, tanto para pais quanto para profissionais, o curso de AT é rápido e fácil! Suuuper-recomendo! Mais informações no site www.mayragaiato.com.br.
 

ERRO COMUNS PARA ATRAIR O OLHAR  


➡️ Um erro muito comum para atrair o olhar da criança com autismo é interromper a brincadeira da criança, sem nenhum motivo, só para treinar o contato visual. Mas se você faz isso, sua presença pode se tornar AVERSIVA para criança e o que BUSCAMOS no tratamento do autismo é precisamente o CONTRÁRIO.

➡️ INDEPENDENTE da IDADE da criança, siga as dicas do Modelo DENVER de Intervenção Precoce e:
* Mantenha uma distância confortável para criança;
* Siga a LIDERANÇA da CRIANÇA:
* Sente FRENTE à frente na altura do seu OLHAR;
* OBSERVE o que a criança está fazendo;
* NARRE o que que ela estiver fazendo com poucas palavras (regra do +1);
* IMITE o que ela estiver fazendo;
* Faça ONOMATOPEIAS (sons engraçados);

➡️ Para entender melhor, clique no link abaixo, que explica como estimular brincando. Quando você faz tudo isso, é muito provável que mesmo sem pedir, a criança faça contato visual com você, interaja e se interesse com a sua presença.

➡️ Somente quando a criança estiver bem ENGAJADA é que você pode dar uma DEMANDA, como explicamos melhor no link do item abaixo, e isso pode levar alguns dias. O ideal é que você inicialmente dê demandas dentro da própria brincadeira, e lembre de REFORÇAR IMEDIATAMENTE, voltando a fazer e imitar o que ela estiver fazendo.

 

➡️ Para entender melhor, acesse os vídeos do canal do YouTube da nossa mestre Mayra Gaiato @mayragaiato indicados nas imagens: 

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ATRAIA O OLHAR BRINCANDO

Conforme vídeo acima, siga o passo a passo de como atrair o olhar de seu filho constantemente, através das brincadeiras, seguindo a liderança dele, de acordo com o Modelo Denver de Intervenção Precoce.

 

Ao fazer sons engraçados e imitar a criança, ela naturalmente vai se divertir e fazer contato com você. Para entender melhor, clique no link abaixo:

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COMO ESTIMULAR OLHAR

Como ensina nossa mestre Mayra Gaiato:

 

"Falamos sobre as diferentes formas para conseguir mais contato visual das crianças com autismo, e também explicamos os erros mais comuns e algumas técnicas para melhorar essa questão. 💙

"Olhar no olho" é uma das coisas mais importantes para ensinarmos pra uma criança com TEA. 🧩 Conseguimos isso à partir de técnicas baseadas na ciência ABA. É a através do contato visual que conseguimos vários outros comportamentos sociais". Para assistir, clique no link abaixo:

 

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COMO ESTIMULAR: DENVER

O Modelo Denver de Intervenção Precoce apresenta uma série de estratégias para atrair o olhar da criança sem invadir seu espaço ou correr o risco de aumentar a aversão.

​É importante primeiro entender a distância social é mais confortável para seu filho, seguindo a liderança dele nas brincadeiras, fazendo sons engraçados daquilo que estiverem segurando ou olhando, por exemplo e assim atraindo seu olhar e atenção. Dê também a ajuda para criança fazer o que está fazendo e assim também atrairá a atenção e o olhar dela. 

Outra forma é através das rotinas sociais sensoriais, que são brincadeiras que envolvem os sentidos e levam à diversão da criança, como canções, jogar pra cima, fazer massagens ou cócegas. Após o seu engajamento, repita 2 a 3 vezes a brincadeira que a criança adora e no auge faça uma pausa, aguardando algum gesto comunicativo, como o contato visual por exemplo, ou qualquer outra incitação para continuar.  Para saber mais, acesse o link abaixo: 

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CONTATO VISUAL

Conforme IG @sindorme_de_asperger_autismo, em repost de @anitabritooficial:

 

"A falta de contato visual é uma característica muito marcante em muitas pessoas no TEA (Transtorno do Espectro do Autismo), mas não em todas!

 

Infelizmente, ainda há profissionais de saúde, educação e familiares que acreditam que se a criança mantém contato visual é porque “ela não tem autismo”. Não é verdade, pois apesar de uma grande parcela da população com TEA apresentar essa característica, ela não pode ser usada para definir o diagnóstico. Por isso, considera-se o rastreamento do contato visual muito importante, mas não é parte fundamental para o diagnóstico de autismo.


O ato de fazer o contato visual é muito trabalhado em terapias comportamentais. É importante considerar que "olhar nos olhos" pode trazer desconforto e hiperestimulação para algumas pessoas com TEA. Porém, a falta de contato visual pode contribuir para uma comunicação deficiente.


Até o momento na nossa anamnese online, 46% das pessoas com TEA responderam que têm dificuldades de manter contato visual, enquanto a maioria, 54%, não tem. Esses números reforçam a conclusão de que o rastreamento pode ajudar no diagnóstico, mas caso a criança não apresente deficiência em manter contato visual, isto não deve ser usado para excluir o diagnóstico. 
Anita Brito é doutoranda em estudos sobre o TEA, na USP, São Paulo.
Orientadora: Dra. Patrícia Cristina Beltrão Braga

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CONTATO VISUAL

Confira o vídeo no link abaixo com dicas preciosas para atrair o olhar dp IG @papodefono: