ECOLALIA 

Ecolalia é um distúrbio de desenvolvimento da fala e da linguagem, em que a criança fica repetindo o que alguém acabou de dizer (imediata) ou, por exemplo, diálogos de um desenho que assistiu horas ou dias antes (tardia).

 

É uma fala sem função, que não desempenha o papel de comunicação, mas apenas a simples repetição de palavras sem sentido no contexto. 

A ecolalia pode ser IMEDIATA, como no caso acima, onde uma pessoa fala algo e a criança com Autismo imediatamente repete, ou quando depois de um tempo repete o que ouviu, como o exemplo desta tirinha da Turma da Mônica, quando se dá a ecolalia TARDIA. 

ECOLALIA

Veja algumas dicas do Autistólogos

ECOLALIA é a repetição de sons que crianças com AUTISMO costumam fazer. A vantagem é que representa uma indicação do desenvolvimento da linguagem da criança. No entanto, se não for trabalhada, pode se tornar um hábito que interfere na aquisição das habilidades sociais da criança. Seguem então algumas dicas! 

ECOLALIA - MODELO DENVER DE INTERVENÇÃO PRECOCE

Thiago Lopes

Thiago Lopes explica que a ECOLALIA tem uma parte importante no desenvolvimento da linguagem de qualquer criança, pois ensina como praticar as palavras, moldar os sons... Mas no caso das crianças no Espectro do Autismo, acontece muitas vezes de fazerem ECOLALIA ANTES de aprender a FUNÇÃO COMUNICATIVA. Se ela ainda não tiver INTERESSE SOCIAL, é necessário desenvolvê-la, após rotinas sensorio-sociais, para entender a função da linguagem, que é capaz de se comunicar através de gestos (ex. entender que depende de um gesto da criança para continuar a brincadeira, mesmo que com ajuda VERBAL, GESTUAL, FÍSICO).  Para usar a linguagem com função comunicativa. 

Parte 2

Thiago Lopes acrescenta algumas dicas para reduzir as Ecolalias, neste caso já para crianças que já têm função da linguagem, mas que ainda fazem muita ecolalia. 

COMO DIMINUIR A ECOLALIA

Juliana Moura

A psicóloga Juliana Moura dá dicas de como diminuir a Ecolalia, ensinando a criança a responder SIM e NÃO. 

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Ecolalia em Crianças com Transtorno do Espectro Autista.

 

Como ensina a fonoaudioóloga Ana Philipps em seu IG"

 

"A ecolalia é caracterizada como um distúrbio de linguagem e é definida como a repetição em eco da fala do outro, normalmente distinguida em duas categorias: imediata ou tardia. 

- Dê modelos alternativos para a criança se expressar ajustando sempre ao nível do desenvolvimento da criança;

 

- Evite falar excessivamente e ajude a criança à compor e a decompor frases de maneira que facilite a criança a expressar sua mensagem.


- Seja paciente e amoroso, acolha sempre a comunicação de sua criança, adolescente ou adulto. Acredite na maioria das vezes a criança quer sim comunicar algo com a ecolalia só precisa da nossa ajuda para se expressar e dar modelo correto.

 

A Ecolalia deve ser vista como um grande e flexível recurso da comunicação, considerando-a um fenômeno de interação e não somente uma manifestação do TEA.


Já disse aqui e repito sempre, o amor move montanhas e eu acredito nisso, logo podemos sempre ajudar na evolução do sujeito, seja na evolução da nossa criança ou da nossa, pois a troca de afeto e de amor é que faz gera a COMUNICAÇÃO que tanto queremos!

 

=> Imediata: repetição logo após pronúncia do interlocutor.
=> Tardia: repetição após maior tempo de produção do interlocutor.

 

No que diz respeito ao campo de comportamentos repetitivos na linguagem, o discurso repetitivo é proeminente e pode se manifestar por auto-repetição da sua fala ou repetição do outro por meio da ecolalia. A ecolalia pode ter várias funções comunicativas como:
- Interagir e manter contato social;
- solicitar e questionar;
- responder perguntas;
- autorregulação;
entre outras funções, vai depender da criança e da mensagem analisada.

 

Contudo é importante observar se a ecolalia tem função e intenção comunicativa ou não. O fonoaudiólogo poderá observar as funções comunicativas das ecolalias apresentadas pela criança para aproveitar as situações e contextos para favorecer a interação social e o desenvolvimento da linguagem. Por exemplo: a criança repete a mesma frase com entonação aparentemente idêntica à dita por outra pessoa, mas ao considerar o contexto comunicativo, pode-se observar que ela deseja algo e que a ecolalia apresentada representa por exemplo um pedido. Em outros casos a constante repetição de uma frase indica a recusa em fazer algo e muitos outros são os exemplos de funções comunicativas que podem ser atribuídas às falas repetitivas.

Vale a pena ressaltar que:
Ecolalia demonstra que a criança está em desenvolvimento da linguagem e isso pode ser um fator positivo. Com isso devemos sempre auxiliar a criança a desenvolver o diálogo á partir da repetição da palavra ou frase.

 

Orientações:
- Responda sempre à Intenção Comunicativa da criança, se ela te falou algo é importante estar atento para ver qual a mensagem que ela está tentando te passar, muitas vezes a palavra repetida não faz sentido no contexto mas observando os sinais você entenderá a mensagem e conseguirá ajudar a criança a se expressar melhor;

 

Dê modelos alternativos para a criança se expressar ajustando sempre ao nível do desenvolvimento da criança;
- Evite falar excessivamente e ajude a criança á compor e a decompor frases de maneira que facilite a criança a expressar sua mensagem.


- Seja paciente e amoroso, acolha sempre a comunicação de sua criança, adolescente ou adulto. Acredite na maioria das vezes a criança quer sim comunicar algo com a ecolalia só precisa da nossa ajuda para se expressar e dar modelo correto.

 

A Ecolalia deve ser vista como um grande e flexível recurso da comunicação, considerando-a um fenômeno de interação e não somente uma manifestação do TEA.
Já disse aqui e repito sempre, o amor move montanhas e eu acredito nisso, logo podemos sempre ajudar na evolução do sujeito, seja na evolução da nossa criança ou da nossa, pois a troca de afeto e de amor é que faz gera a COMUNICAÇÃO que tanto queremos!"

ECOLALIA TARDIA

Algo bem comum também é a ecolalia tardia, quando a criança repete, por exemplo, trechos de um desenho que assistiu horas ou dias antes. 

Neste caso, o indicado é dar um contexto para o que a criança esta falando, por exemplo: "Ah, você está lembrando daquele episódio que o Bob Esponja estava chorando, né? Por que ele estava chorando mesmo???" E assim cria uma conversa com a criança...

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