LINGUAGEM NÃO-VERBAL

A linguagem não-verbal é pré-requisito para linguagem verbal (fala comunicativa) e essencial para a interação, como ensinam Mayra Gaiato e Thiago Lopes a seguir. 

STILL FACE

Prof. Edward Tronick

O brilhante professor Dr. Ed Tronick desenvolveu o experimento chamado de Still Face (“Cara de Paisagem”) há mais de 30 anos e é muito fácil de ser aplicado:

1) No início, os pais e a criança brincam, interagem, compartilham objetos e se divertem.

2) Depois os pais param de responder e o resultado é quase imediato e devastador! 

O bebê começa a ficar frustrado, busca atenção e, em menos de 3 minutos fica derrotado, estressado...

3) Quando os pais voltam agir normalmente, o bebê se acalma e volta à zona de conforto!

O experimento demonstra o quanto os bebês dependem desse relacionamento para se sentirem confortáveis e o quão devastador pode ser quando sua vida é como esses 3 minutos (sem atenção, sem troca social)!

Por esta razão, conforme afirma o site entendendooautismo.com.br:

"Um dos principais objetivos do tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista é tomar medidas que propiciem a melhora das condições para que a criança possa interagir socialmente.  A interação social é fundamental para o desenvolvimento infantil, pois muitas habilidades cognitivas e adaptativas somente se completam durante a infância, quando estas se fazem durante o convívio e o compartilhamento de experiências com outras crianças.”

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OLHAR

O Olhar é um dos atos comunicativos não-verbais mais importantes. Para saber como estimular, clique no link abaixo.

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APONTAR

Para desenvolver esta capacidade, dê o COMANDO, pedindo para a criança apontar um objeto, dando a AJUDA necessária e o REFORÇO ao final. Na PRIMEIRA VEZ que você pedir para apontar CADA OBJETO, faça com que a criança ENCOSTE no mesmo, segurando seu dedo indicador. Após compreendido o nome do objeto, repita fazendo apontar a uma pequena distância. Repita diversas vezes (3 vezes para cada objeto) até que o faça sem ajuda. 

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EXPRESSÕES FACIAIS

De acordo com matéria da Super Interessante, matéria de Lúcia Helena de Oliveira, com título Caras e Bocas das Expressões Faciais: "...a expressão facial não apenas traduz um sentimento mas também o estimula. Ou seja, quem ri porque está feliz fica ainda mais feliz porque ri. Essa experiência faz parte de um fecundo campo de estudo da Psicologia contemporânea, que pretende decifrar o mais ostensivo dos mistérios do comportamento humano – o sentido das expressões faciais, como o riso e o choro, o espanto e o desdém, a raiva e o nojo. A linguagem do rosto é provavelmente a forma mais comum de comunicação entre as pessoas: fala-se mais com caras e bocas do que com palavras. Com certeza, falam-se também mais verdades. Os sinais visíveis do que vai dentro de cada um muitas vezes contradizem a arrumação racional das palavras.

Pessoas com AUTISMO geralmente têm dificuldade de entender e até mesmo de executar EXPRESSÕES FACIAIS, o que prejudica as interações sociais, pois não entendem o que as pessoas estão sentindo, nem conseguem se expressar desta maneira!

Por esta razão, é importante estimular o entendimento das expressões faciais, mostrando este vídeo, fazendo as expressões e mostrando para seu filho, mostrando em histórias, fazendo atividades com desenhos de caras felizes, tristes, etc.

GOOGLE GLASS

De acordo com o site www.mashable.com, o Google Glass pode se tornar uma ferramenta importante para crianças com autismo que esperam melhorar suas habilidades sociais.

Um novo estudo exploratório publicado na npj Digital Medicine fornece novas evidências de que os óculos de realidade aumentada emparelhados com o software certo podem fazer uma grande diferença para crianças com autismo.

Desenvolvido por uma equipe da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford, o Superpower Glass é executado no Google Glass e em um smartphone Android. Ele usa software assistido por aprendizado de máquina para ajudar as crianças a identificarem emoções enquanto navegam nas interações sociais. Crianças com autismo geralmente acham difícil reconhecer expressões faciais e fazer contato visual.

No estudo, 14 crianças testaram o Superpower Glass em casa por pouco mais de dois meses. Crianças entre as idades de 3 e 17 anos com um diagnóstico de autismo usaram o dispositivo, que tem configurações de jogo e "free play". Ao final do estudo, as crianças pontuaram uma média de 7,4 pontos a menos em uma escala que mede o comprometimento social; escores mais altos indicam um diagnóstico de autismo mais grave. (O decréscimo médio foi de sete pontos). Seis dos escores das crianças eram muito mais baixos do que eles mudaram para uma classe menos severa de autismo.

Dica da nossa correspondente nos Estados Unidos @apontandoparaofuturo.autism

EXPRESSÕES FACIAIS

Dica MONTERROURIKULUBU

Atividade com 2 copos transparentes. 

EXPRESSÕES FACIAIS

Google Glass, brincadeiras e outros...

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EXPRESSÕES FACIAIS

Para trabalhar o reconhecimento das expressões faciais, fizemos uma brincadeira com desenhos nos balões. Pedindo para ele falar o nome de cada expressão. Ele adorou e achou muito engraçado!

EXPRESSÕES FACIAIS

Dica do IG @brinquedoterapia para estimular as expressões faciais. 

EXPRESSÕES FACIAIS

O Museu Frost Science em Miami apresenta que movimentos faciais são comuns em cada expressão. Para ver mais expressões na web, clique abaixo. 

EXPRESSÕES FACIAIS

O IG @entendendooautismo ensina:

"Os pais podem ajudar as crianças com autismo a aprender expressar suas emoções de forma adequada. Esse apoio os ajuda a obter uma melhor compreensão das emoções.

A roda das emoções auxilia as crianças com autismo a aprenderem melhor com a ajuda dos recursos visuais, além de poder construir linguagem no lugar do discurso não-verbal".

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A mamãe do IG @atelie.davi fez uma versão dos balões com farinha! Ficaram fofos demais!!!

EXPRESSÕES FACIAIS