O Modelo Denver de Intervenção Precoce

O MODELO DENVER DE INTEVENÇÃO PRECOCE

Na época em que o Matheus recebeu o tratamento, suas terapias eram baseadas numa forma mais clássica de ABA, ou seja, na mesinha, seguindo um roteiro, onde o Matheus deveria atender nossos comandos.

 

Mas na rotina, mesmo conhecer métodos naturalísticos, como o Denver por exemplo, sempre que estimulávamos o Matheus na prática, ao assistir a um desenho, durante uma brincadeira, etc., na verdade estávamos aplicando um modelo mais naturallista, uma vez que estávamos praticando uma terapia comportamental (assim como o ABA), mas buscando sempre a interação e afetividade e seguindo a liderança do Matheus.

 

As grandes diferenças entre o ABA Clássico e o Denver, são que o segundo utiliza somente condições naturais para realizar as técnicas, prima a efetividade entre o terapeuta e a criança e só pode ser utilizado para menores de até 5 anos.

Brincar com seu filho e reforçar aquilo que é aprendido nas terapias é essencial para seu desenvolvimento. Nossa mestre Mayra Gaiato dá dicas para brincar, de forma a estimular questões importantes para o desenvolvimento, como a interação e a linguagem, de acordo com o Modelo Denver de Intervenção Precoce:

1) Siga a liderança da criança,

2) Fique frente à frente,

3) Favoreça o contato visual,

4) Faça sons engraçados,

5) Use poucas palavras,

6) Imite a criança,

7) Evite distrações,

8) Proponha outras atividades,

9) Seja parceiro de jogo,

10) Faça atividades prazerosas. 

Nos vídeos abaixo, nossa mestre Mayra Gaiato ressalta que participação dos PAIS é essencial para o desenvolvimento das crianças e certamente muito mais nas CRIANÇAS COM AUTISMO. Dá dicas para BRINCAR, de forma a estimular as questões mais importantes, como a INTERAÇÃO e a LINGUAGEM, tudo de acordo com o Modelo DENVER de Intervenção Precoce.

 


COMO COLOCAR EM PRÁTICA

 

A melhor forma de entender e colocar em pr​ática o Modelo Denver de Intervenção Precoce, é através do livro abaixo, cujo resumo com exemplos e vídeos fica ainda mais fácil compreender. Confira clicando no link do Resumo do Livro abaixo.

COMPREENDER E AGIR EM FAMÍLIA

O modelo Denver é indicado para crianças menores, mas este livro dá várias dicas para os pais estimularem em casa, em especial a linguagem e interação. É leitura obrigatória! Clique no link abaixo para entender melhor o Modelo e saber como aplicar o modelo em casa na PRÁTICA - PELOS PAIS, acessando o resumo do livro:

RESUMO INTERVENÇÃO PRECOCE

Outra leitura recomendada é o livro Intervenção Precoce em Crianças com Autismo, este mais recomendado para profissionais, mas que também tem dicas valiosas para pais. Confira algumas dicas do livro no link abaixo: 

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COLOCANDO EM PRÁTICA

Autismo Conference

Nossa mestre Mayra Gaiato demonstra na prática na Autismo Conference como aplicar o Modelo Denver.

MAYRA GAIATO

O Que É Coaching Parental

Nossa mestre Mayra Gaiato explica como funciona o Coaching Parental, ou seja, treinamento dos pais, de acordo com o Modelo Denver de Intervenção Precoce. 

MAYRA GAIATO

Coaching Parental Na Prática

Mayra Gaiato dá dicas de condutas que podem ser adotadas na rotina do dia-a-dia para estimular seu filho.  

MAYRA GAIATO

Meu Filho Só Faz o Que Quer

Como aumentar a variedade nas brincadeiras.  

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SALLY ROGERS

European Society for Child and Adolescent Psychiatry

Sally Rogers, autora do Modelo DENVER de Intervenção Precoce, explica a importância da TERAPIA COMPORTAMENTAL para atuar no desenvolvimento cognitivo das crianças com AUTISMO. Salienta que 90% das crianças que recebem o tratamento no Modelo DENVER APRENDEM a FALAR! 

Ressalta ainda que GRANDE PARTE dessas crianças atinge os objetivos de aprendizado escolares, DEIXANDO DE TER uma DEFICIÊNCIA e, portanto, NÃO podem mais serem consideradas dentro do ESPECTRO do Autismo (saem do Espectro).

PS. Trechos da entrevista, disponível na íntegra no YouTube. Legendas Autistologos. 

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De acordo com o site www.modelodenverautismo.com, este método consiste em :

 

          "O Modelo Precoce de Denver é um dos poucos métodos de intervenção precoce com eficácia cientificamente comprovada para crianças com Perturbações do Espectro do Autismo. Considerado pela revista Time uma das 10 maiores descobertas da área médica no ano de 2012, o modelo de Denver foi desenvolvido após mais de 20 anos de estudos e pesquisas lideradas pela doutora Sally Rogers e seus colaboradores. Atualmente, este time de cientistas da área do desenvolvimento infantil se concentram no centro de excelência em autismo do MIND Institute, localizado em Sacramento na Califórnia.

         

          Devido à sua grande eficácia no tratamento dos sintomas do espectro do autismo, o método de Denver começa a ser amplamente disseminado mundialmente. Seus manuais técnicos foram traduzidos para 13 línguas, e mais de 300 especialistas foram formados para aplicar e disseminar o método em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália, Inglaterra, França, Portugal, Itália, Suiça, China e outros. Em março de 2016 o workshop avançado visando a formações de profissionais será oferecido pela primeira vez no Brasil, em português.

 

          Segundo os especialistas atuando com este método de intervenção, o grande diferencial do modelo de Denver está no uso de estratégias de ensino naturalistas, onde a criança aprende através da brincadeira e do jogo, mas sem abandonar os princípios da ciência da analise aplicada do comportamento (ABA). O modelo também se baseia nas pesquisas da área da psicologia do desenvolvimento, e adota as sequencias de desenvolvimento infantil como base para a avaliação e definição dos objetivos de intervenção em todas as áreas do desenvolvimento, incluindo a comunicação receptiva e expressiva, as competências sociais e de jogo, o desenvolvimento cognitivo, as habilidades motoras globais e finas, a imitação e os comportamentos adaptativos.

 

          Neste modelo de intervenção o terapeuta e a criança se tornam parceiros de jogo e a interação social está no centro de cada atividade. Existe uma alternância continua entre atividades no chão utilizando objetos de jogo apropriados à idade da criança, brincadeiras sociais sem objetos onde a interação social é o centro da atividade (ex. como pega-pega, siga o mestre, cantigas de roda, girar, correr) e atividades na mesa (ex. desenhar e colorir, massa de modelar, lanche).

 

          Seguindo os mais recentes avanços da ciência, para os autores do modelo precoce de Denver o autismo é encarado como uma falha no desenvolvimento social e da comunicação. Desta forma, o programa de tratamento foca na construção de uma relação afetiva com a criança. Esta é uma estratégia central do modelo, uma vez que as interações sociais positivas aumentam a motivação da criança em buscar novos contatos sociais e aumentam sua capacidade de aprender ao longo das atividades terapêuticas. Desta forma, as atividades são projetadas para aumentar a relevância das recompensas sociais, e consequentemente melhorar a atenção e a motivação social da criança.

No modelo precoce de Denver ensinamos a criança a buscar a interação social e a desenvolver suas competências sociais em um ambiente onde as interações sociais são dinâmicas, naturais e positivas.

 

As principais características do modelo precoce de Denver incluem:

     1) A presença de uma equipe multidisciplinar, que trabalha todas as esferas do desenvolvimento infantil;

    2) Foco no desenvolvimento das competências sociais e no envolvimento interpessoal;

 

    3) Desenvolvimento fluente, recíproco e espontâneo de gestos, movimentos faciais e expressões, e da utilização de brinquedos e outros objetos;

    4) Ênfase no desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal;

 

   5) Foco nos aspectos cognitivos das brincadeiras em rotinas de jogos interativos;

 

  6) Fortalecimento e respeito às escolhas e motivações da criança;

 

  7) Incentivo à iniciação, seguindo a crianças em suas motivações;

 

  8) Adoção de um ambiente de ensino natural, favorecendo o desenvolvimento de competências sociais que possam ser generalizadas à vivencia diária da criança;

 

 9) Grande intensidade na apresentação de oportunidades de aprendizado à criança;

 

10) Reforço por parte do terapeuta das tentativas e do esforço da criança, seja qual for o seu nível de precisão;

 

11) Parceria com os pais e demais membros da família;"


 

Thiago Lopes, PhD/PsyD.

Formador Oficial do Método Precode de Denver

Certificado pelo MIND Institute

Doutor em Psicologia

Universidade do Quebec em Montreal