COORDENAÇÃO MOTORA FINA

De acordo com o site www.comportese.com:

  

Segundo o DSM V, o diagnóstico dos Transtornos do Espectro do Autismo é feito com base em duas grandes áreas do desenvolvimento:

 

1) Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, e

 

2) Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades. Ou seja, o diagnóstico não inclui atrasos ou deficiências no desenvolvimento motor ou, mais especificamente, no desenvolvimento das habilidades de coordenação motora fina. Porém, essa característica, apesar de não ser considerada no diagnóstico médico, é muito comum entre crianças e adolescentes com TEA.

(...) Broun (2009) afirma que duas das principais dificuldades motoras apresentadas por autistas são: hipotonia (baixo tônus e força muscular) e apraxia (prejuízo na habilidade de executar movimentos hábeis, apesar de possuir a habilidade física e o desejo de executar). A autora discute que essas condições afetam diretamente a habilidade do indivíduo de usar suas mãos e tem um impacto significante sobre a habilidade do indivíduo de segurar e usar instrumentos de escrita.

Hans Asperger, em seu clássico artigo definindo a Síndrome de Asperger (Asperger, 1944/1991) descreveu quatro jovens que apresentavam prejuízos motores significantes. O autor enfatizou a pobre qualidade da escrita desses jovens. Segundo Broun (2009), indivíduos com Síndrome de Asperger[1] são, frequentemente, capazes de participar bem de atividades acadêmicas, embora apresentem dificuldades na escrita, tais como macrografia (letras grandes).

Tendo em vista essa dificuldade comumente encontrada na população diagnosticada com TEA, é fundamental que, na terapia individualizada, seja aplicado um programa de treino de habilidades motoras finas e treino grafomotor. Esse programa tem como objetivo ensinar habilidades motoras finas, relacionadas à coordenação motora, destreza, controle de força e propriocepção, que são pré-requisitos para o aprendizado de futuros movimentos necessários para atividades de vida diária e atividades acadêmicas, como, por exemplo: cortar alimentos, montar um prato, amarrar o cadarço, dobrar roupas, consertar objetos pequenos, desenhar, escrever, etc.

Para aplicação desse treino é necessário ter o programa detalhadamente descrito pelo analista do comportamento responsável, em parceria com o terapeuta ocupacional e o pedagogo da equipe de intervenção. Os materiais para as atividades devem ser acadêmicos (preparando a criança para esse contexto) e também lúdicos, ou seja, do interesse da criança (com temas e personagens que ela goste). Também é preciso separar possíveis reforçadores (objetos, alimentos ou atividades de interesse da criança) para serem utilizados como consequência após a execução de respostas esperadas, instalando e fortalecendo essas respostas.

No treino dessas atividades utilizamos o procedimento de Hierarquia de Dicas para evitar o erro (e, com ele, a desmotivação e o desinteresse na atividade). O aplicador deve partir da dica mais intrusiva (pegar na mão da criança e fazer todo o movimento com ela) e, gradualmente, ir passando para as dicas menos intrusivas (apenas direcionar o braço ou mão da criança para fazer o movimento correto; depois, apenas apontar o que a criança deve fazer, onde deve colar, encaixar, levar uma peça, etc.), até que a criança execute a tarefa de forma independente.

Essas atividades devem ser trabalhadas em contexto de Tentativas Discretas na terapia individualizada. Isto é, na mesa de terapia, com a criança atenta para o aplicador, esse apresenta uma das atividades descritas no programa (atividades grafomotoras ou de treino de habilidades motoras finas) e dá a instrução para a criança realizar a tarefa. Se necessário, o aplicador dá ajuda para isso. Imediatamente após cada resposta na tarefa, o aplicador elogia e disponibiliza um objeto, atividade ou alimento de interesse da criança.

Paralelamente ao treino em Tentativas Discretas, deve-se aplicar também o treino em contexto de Ensino Incidental que ocorre em ambiente natural, por exemplo, na escola. Nesse caso, por exemplo, a criança (que já aprendeu algumas habilidades motoras finas e grafomotoras na terapia) está na escola e o professor apresenta uma atividade grafomotora ou de treino de habilidades motoras finas para toda a turma e dá a instrução para as crianças realizarem a tarefa. Se necessário, o professor ou o AT (acompanhante terapêutico) dá ajuda para a criança executar a tarefa. Imediatamente após cada resposta na tarefa, o professor ou o AT elogia e deixa a criança continuar a atividade.

O Ensino Incidental também pode ocorrer em casa, por exemplo, durante um momento de brincar livre a criança pega um livrinho com atividades de pintura, cobrir pontilhados, ligar, desenhar, etc. O aplicador (pais ou cuidadores) se aproxima, senta-se com a criança e a estimula fazer uma das atividades do livro. Se necessário, o aplicador dá ajuda para isso. Imediatamente após cada resposta na tarefa, o aplicador elogia e deixa a criança escolher a próxima atividade que quer fazer.

O programa de treino de habilidades motoras finas deve envolver atividades que estimulem a preensão palmar, a força e a destreza manual como, por exemplo: colocar clipes no papel (pode-se estimular que a criança coloque os clipes coloridos em papéis com a mesma cor); pregar pregadores de roupa (sugere-se brincar de pregar os pregadores nas próprias roupas da criança e do aplicador); pegar objetos (Ex.: bolinhas de algodão) com pegadores de macarrão; etc.

Esse programa também deve focar o treino do movimento de pinça em atividades como: brincar de colocar a quantidade pedida de objetos pequenos (como miçangas, MMs, grãos de feijão, etc.) em potinhos ou formas de gelo; colocar moedas no cofrinho; colocar palitos de dentes no saleiro; colocar miçangas no barbante para fazer colares e pulseiras (enfiagem); jogos de alinhavo (passar cadarço nos buracos costurando uma imagem de interesse); colocar miçangas dentro da geleca ou da massinha para a criança procurar e tirar as miçangas; etc.

As habilidades necessárias para as atividades rotineiras também devem ser treinadas neste programa como, por exemplo, abrir e fechar zíper e botão; amarrar cadarço; abrir e fechar fivelas; velcro; etc. Existem brinquedos educativos que apresentam essas atividades, como no exemplo abaixo:

 

Preparando para o treino do recorte, começamos com o rasgar papéis, depois passamos para o recorte de tiras finas de papel, que exija apenas um movimento de abrir e fechar com a tesoura. Finalmente, seguimos para o recorte de tiras mais grossas, que envolvem mais de um movimento de abrir e fechar da tesoura. Em seguida, treinamos o recorte de formas geométricas retas e, por fim, formas circulares. Em alguns casos pode ser necessário começar esse treino com tesouras adaptadas, que exijam apenas o movimento de fechar a tesoura, pois ela abre sozinha (como um alicate). Segue um exemplo:

 

A colagem deve começar com cola bastão e depois passar para a cola líquida, que exige maior controle da força na mão. Sugere-se treinar o colar em espaço delimitado, já preparando para as atividades escolares. Os carimbos também são bons para treinar a força na mão e a noção de espaço, carimbando dentro de um espaço delimitado.

Com massinha pode-se estimular, além da destreza motora, a representação, ou seja, estimular que a criança modele algo da realidade, por exemplo: sol, casa, árvore, sorvete, pizza, menino, etc.

Em nível mais avançado, preparando para a escrita, deve-se trabalhar a perfuração, ou seja, colocar um desenho de interesse da criança sobre uma placa de isopor (pode-se usar bandejas de frios) e pedir que a criança fure o desenho com um lápis nos locais delimitados por pontos. Esta atividade trabalha a força na mão necessária para a escrita, o pegar corretamente no lápis e a precisão do movimento, afinal a criança deve posicionar o lápis no ponto delimitado antes de perfurar.

O treino de cobrir pontilhados também é precursor da escrita. Pode-se começar com linhas retas, depois linhas curvas, formas geométricas, desenhos de interesse da criança e, finalmente, números, letras e palavras. Outro treino interessante é o de traças em pranchas ou moldes vazados, como no exemplo abaixo:

 

Depois disso o treino da escrita segue para a cópia e o ditado, conforme o processo de alfabetização da criança. Vale lembrar que o processo de alfabetização não deve esperar que a habilidade grafomotora se desenvolva completamente e a criança consiga escrever. Se a escrita for difícil para a criança, a alfabetização deve seguir com auxílio de computadores etablets (digitação) e, enquanto isso, paralelamente, dá-se continuidade ao treino grafomotor para chegar à escrita à mão.

O treino grafomotor deve envolver, ainda, a pintura dentro de espaços delimitados, começando com formas geométricas e, depois, passando para desenhos do interesse da criança e espaços gradualmente menores. Nesse treino usamos, inicialmente, o contorno saliente com barbante, palito de picolé, cola colorida (seca) ou cola quente (seca) que ajuda a criança a manter a pintura dentro do espaço delimitado. Com o tempo, este auxílio deve ser retirado. A pintura deve ser apresentada com diversos materiais, como: lápis de cor, cola colorida, tinta, giz de cera, etc.

Esse programa também envolve o treino do desenho, começando com atividades de cobrir desenhos em pontilhado, depois completar partes que faltam em um desenho simples, copiar desenhos e, finalmente, desenhar sem modelo.

As respostas a todas estas atividades devem ser registradas, bem como o tipo de ajuda necessário em cada atividade. Assim, o desempenho da criança poderá ser analisado e, com base nesta análise, serão definidos os próximos passos".

 

Para o estímulo da coordenação motora fina, por exemplo, fazer guardar sagu (ou outra coisa bem pequeninha) ou brincando de fixar grampos de varal, com conta-gotas com tinta, fazer uma arte no papel ou com um pegador de gelo ou de macarrão, pedir para pegar algodão ou tampinhas (colar adesivos em cima), , fortalecendo assim os músculos da mão para a escrita.

O site www.neurosaber.com.br dá então algumas dicas:

"Como eu começo a melhorar a coordenação motora?

 

– Primeira dica: nunca comece a trabalhar a coordenação motora com as mãos. Isso é importante porque antes de tudo vem a consciência corporal da criança. É muito bom que se trabalhe o esquema corporal para que o pequeno conheça a força de seu corpo. Expressar o próprio corpo influencia a escrita. É tudo muito organizado neurologicamente.

 

– Trabalhar o tônus é muito importante para que haja a facilidade na hora da escrita. Vale lembrar que na escrita há dois mecanismos muito importantes: a pressão e a preensão. Esses dois aspectos são muito válidos para que a criança tenha a firmeza nas mãos na hora de escrever.

 

Como resolver o problema do tônus trabalhando a força?

 

Se a criança tiver muita força, então você tem que estimular a habilidade que trabalhe com menos pressão. Se ela tiver menos força é o contrário: estimular mais força.

 

A dica que não pode faltar

Trabalhe os olhos da criança. É muito relevante que se estimule o controle visual, mas vocês sabem o motivo? É o olho que vai guiar a mão que vai escrever.

Outra dica é treiná-la com pequenas brincadeiras que vão induzir a habilidade dos pequenos a estimularem os olhos e as mãos.

A coordenação motora vai muito além do caderno de caligrafia. Não se esqueçam que as crianças precisam correr, movimentar-se. Para escrever, a gente precisa ter tônus.

A letra é um ato motor. Toda criança precisa treinar a escrita para ter bons resultados na hora de se expressarem no papel".

 

PEGADOR DE GELO E ALGODÃO

​É possível trabalhar com a pinça de diversas formas, como com um pegador de gelo e algodões, fazendo passar de um recipiente para outro, por exemplo. 

CONTA-GOTAS

​A atividade com conta-gotas e corante ou guache fortalece o movimento de pinça. No início, pegar na mão da criança e fazer todo o movimento com ela e depois ir diminuindo a ajuda até que faça de forma independente.  Dilua bastante em água para não entupir o conta-gotas. Imagens de massacuca.com

LEGO

​O Lego é uma brincadeira que as crianças com Autismo geralmente gostam e você pode trabalhar ensinando as cores, fazendo pareamento e ainda trabalhando a Coordenação Motora Fina.

PEGADOR E TAMPINHAS

Ou pode-se fazer o mesmo colando adesivos de personagens que a criança goste em tampinhas de garrafa, por exemplo, para que passe de um recipiente para o outro.

PASSAR O CORDÃO

Você pode furar um papelão e pedir que a criança passe um cordão pelos furos, estimulando assim a coordenação. (Cordões com ponteiras, como os de tênis, por exemplo, são mais eficientes).

PASSAR CORDÃO

Você pode cortar canudinhos e colar para passar o cordão. 

GRAMPO E VARAL

Fazer brincadeiras de prender figuras ou objetos em um varal improvisado com grampos.

PALITO DE DENTES E MASSINHA

Com um palito de dentes, "pescar" bolinhas de massinha de modelar, passar de um recipiente para outro. É possível fazer o mesmo estímulo em restaurantes ou mesmo em casa na hora de comer, fazendo petisquinhos com a comida e pegando um a um com palito.

AMARRAR TÊNIS

Dica do IG @brinquedoterapia: Ideia super legal para aprender amarrar cadarço!

GIZ PARA INICIAR

Para iniciar a pegada para desenhar ou escrever, existem gizes largos que são mais fáceis de manusear para quem ainda tem dificuldade na coordenação motora fina. É possível também adaptar outras canetas ou lápis, passando fita adesiva ao redor, com o objetivo de deixá-los mais largos e facilitar a pegada.

LIVRO / LOUSA

Segue dica de livro para o estímulo de forma divertida. 

LIMITAR O ESPAÇO

Uma forma de entenderem a limitação de espaço é fazer um molde em cartolina, pedindo para que pinte dentro. (Atividade desenvolvida pela terapeuta Ana Paula Pamplona).

LIGAR PONTOS

Como o Matheus adora os números, para incentivar o reconhecimento de como construir as letras, numerei a ordem para ligação dos pontos... Neste momento, o Matheus ainda precisava de ajuda, então segurava em sua mão para fazermos o traçado juntos.

 

Além disto, citava verbalmente o "caminho" de cada letra, por exemplo:

* M - sobe, desce, sobe, desce.

* A - sobe, desce, corta.

* H - desce, desce, corta.

ADAPTADOR LÁPIS

Este adaptador Stetre Grip pode ser encontrado em livrarias e facilita a pegada para a escrita. Algo similar pode ser feito em massinha ou fita adesiva, engrossando o local da pegada.

ADAPTADOR LÁPIS

E este Learning writing tool no www.aliexpress.com, que ensina a posição correta de segurar.

ZÍPER

Abrir e fechar zíper.

FAZER PULSEIRA

Colocar contas em cordão, criando uma pulseira ou algo similar.

PRENDER CLIP

Prender papéis com clips.

COFRINHO

Colocar moedas no cofrinho.

PLANO INCLINADO

No IG @as_aventuras_de_alice, a mamãe Mari explica: "Muita gente me perguntou hoje sobre o uso do plano inclinado que coloquei lá no stories. Aqui temos essa indicação de uso há muito tempo e este ano nossa Fono de Apraxia @fononathaliavieira também confirmou a necessidade e nos explicou a importância do uso deste recurso para as crianças com apraxia! É perceptível no vídeo a diferença da atenção e execução de Alice com e sem o plano inclinado. Este recurso eu mandei fazer com marceneiro na minha cidade mas tenho outro que fica na escola da Alice que é mais legal ainda e esse eu comprei da @benueventos . O livro é do @kumon_br e foi um presente que Alice ganhou já faz tempo da querida Bianca, mãe da @bebella_na_florida , que só agora Alice está finalmente conseguindo usar."

O plano inclinado serve principalmente para questões trabalhadas pela terapeuta ocupacional, ajuda na postura, atenção. Escrever neste plano inclinado é mais fácil para nossas crianças porque geralmente elas têm um tônus superior prejudicado e falta de interesse também, então qualquer esforço pode ser aquele fator para desistência. Os bebês iniciam os rabiscos na parede não é à toa, mas porque realemnte é mais fácil! A questão de falta de pressão palmar também, pois o apoio do cotovelo ajuda.

Já no caso da apraxia, a questão visual está totalmente ligada, sustentar esse olhar focal é difícil, geralmente quem tem apraxia também tem dispraxia motora, então tudo que facilite a vida deles é melhor, porque quando eles têm que fazer funções básicas doe e cansa mais que crianças sem essa dificuldade. 

APP APRENDER A LER

Aplicativo indicado no Insta da querida Mayra Gaiato.

A CRIANÇA E A MOTRICIDADE FINA

Livro indicado. 

ENGENHOCA @sindrome_asperger_autismo

O IG @sindrome_asperger_autismo sugere: "Vamos confeccionar essa "engenhoca" para as crianças brincarem de contornar explorando o tato, destreza, pinça fina, motricidade e concentração, de uma maneira simples e divertida? Papelão, tesoura, estilete, cola, canetinha, papel higiênico e barbante para amarrar o meio do rolo a base. 📍Dica: Para facilitar a montagem vocês podem reutilizar uma caixa de sapato. Atividade dirigida a partir de 2 anos".

LIVROS PARA DESENHAR E APAGAR

Quando a criança resiste em pegar a caneta, uma forma atrativa são esses livros feitos para desenhar que podem ser apagados. Esse o Matheus adorou e ajudou bastante! (Artymouse / Números / Catapulta). 

FIO NO PENNE

ESMALTE NAS UNHAS

Essa as meninas vão adorar!

GRAMPOS E CORES

Essa atividade trabalha o pareamento, o aprendizado das cores e ainda com a coordenação motora fina!

ALERTA - ESCREVER NO TABLET PODE SER PREJUDICIAL

Conforme publicou o IG @sindrome_de_asperger_autismo:

 

"É diferente a informação enviada para o cérebro ao escrever sobre uma tela, uma prática que tem sido cada vez mais comum no cotidiano das escolas. A explicação "técnica" da diferença é a seguinte: escrever na superfície de baixo atrito da tela do tablet produz uma sensação de deslizar sobre uma superfície escorregadia e, assim, induz uma modificação no feedback proprioceptivo necessário para controlar o movimento.

Um recorte publicado na Human Movement Science relata que recentemente, alguns estudos investigaram se a modificação na informação proprioceptiva induzida pela tela suave do tablet afeta os movimentos da escrita. Esta questão foi explorada em crianças e adultos (confira no artigo quais estudos). Em um deles, compararam o movimento em alunos da segunda e a nona séries que tiveram que escrever com uma caneta de ponta plástica na tela do tablet ou com uma caneta esferográfica na
papel. Os resultados revelaram que, quando os participantes precisavam escrever na tela do tablet, os escritores mais jovens tendiam a fazer pausas mais longas, revelando uma perturbação no cálculo da trajetória do segmento, enquanto os escritores mais antigos aumentaram a pressão e a velocidade da caneta, refletindo um distúrbio na regulação motora.

Autores ampliaram esse resultado revelando que, mesmo em escritores experientes, a execução grafomotora é modificada (notavelmente com velocidade mais alta) quando os participantes são solicitados a escrever uma frase ou copiar um padrão de loop ou formas geométricas em um tablet. No que diz respeito a escrita de frases, houve um aumento significativo na velocidade, duração da escrita, tempo no ar e número elevações e inversões na velocidade da caneta. No entanto, o grau de adaptação da caligrafia dependia das demandas da tarefa.


Em um segundo estudo, confirmaram que a diferença na execução do movimento entre escrever em um tablet e escrever em papel é parcialmente dependente da tarefa, tanto em adultos como em crianças."

Please reload

APPs DESENHO

Aplicativos de desenho com os dedos também estimulam a coordenação motora fina. 

COORDENAÇÃO MOTORA FINA

Como explica o IG @alegramente_: "A motricidade ou coordenação motora é o que ajuda nosso corpo a se movimentar, se equilibrar e manipular objetos. Nesse post, vou falar em especial sobre a motricidade fina. Esta é a capacidade que desenvolvemos, que nos possibilita executar movimentos finos com controle e destreza, como usar uma tesoura ou pegar um lápis corretamente, por exemplo. 
Durante os primeiros anos da criança, podemos estimular a coordenação em diversas atividades com colagens, desenhos, pinturas, recortes, fazendo traçado, etc. 
Ter um bom desenvolvimento da motricidade ajudará no processo de alfabetização. E como podemos estimular o desenvolvimento da coordenação motora fina? Abaixo algumas dicas de atividades simples:
📍aumentar o calibre do lápis. Pode encapar o lápis com eva para ficar mais grosso o