ABA OU DENVER???

ABA é uma ciência que analisa o comportamento. O Modelo Denver também é ABA, uma forma mais naturalista de aplicá-la. Há também a forma mais clássica de aplicar ABA, através das tentativas discretas.

 

O ideal é transitar entre um e o outro, de acordo com o engajamento da criança. Quando a criança está bem motivada com a brincadeira, o reforço é a própria brincadeira e neste caso aplicamos as técnicas do Denver. Por outro lado, quando a criança não está muito motivada, devemos reforçar com algo de fora da brincadeira que a criança adore, aí usamos o ABA Clássico, através das Tentativas Discretas. 

Em ambos os casos, buscamos aumentar os comportamentos esperados, como a comunicação e a socialização e a redução dos comportamentos indesejados, como birras, choros, esteriotipias, etc. Para conseguirmos isso, fazemos uma análise do comportamento, analisando os antecedentes ao comportamentos e as consequências. 

Quando se tratarem de comportamentos esperados, analisamos os antecedentes, ou seja, tudo que aconteceu antes daquele comportamento, para fazer mais e dar uma consequência que a criança adore, para aumentar a frequências desses comportamentos.

Se, por outro lado, forem comportamentos indesejados, evitamos aqueles antecedentes e retiramos o reforço, para reduzir esses comportamentos. 

 

Como explica o IG @danibotelho aba:

"Quando falamos de ABA estruturada, falamos da habilidade de focar exatamente nos objetivos que aquele aluno precisa. Como aplicadores, já sabemos todos os objetivos que vamos trabalhar na sessão e já deixamos os materiais que vamos precisar separados. Assim controlamos o ambiente com o que vamos fazer e como vamos fazer. Dessa maneira podemos maximizar as oportunidades de aprendizado e minimizar as distrações em um curto período de tempo.

ABA naturalista é o oposto, não temos esse controle porque dependemos da motivação do aluno, dependemos do interesse do aluno de por exemplo pegar um material e explorar esse material, assim usamos esse momento para ensinar um dos objetivos. É mais natural porque nesse caso o aluno tem o controle da situação e geralmente envolve uma atividade e/ou brincadeira que já é reforçadora para ele.

Mas então qual é o melhor método para meu filho/aluno?
A resposta é OS DOIS.


Um programa de qualidade usa a combinação de ensino estruturado e oportunidades naturalistas para ensinar o aluno. Um aluno que não tem muita motivação inicialmente vai precisar de um ambiente mais estruturado mas não significa que só vai aprender dessa maneira. Não adianta a gente ensinar na mesinha se as habilidades não estão sendo transferidas para outro ambiente. Por isso que precisamos dos dois.

Uma sessão de terapia pode ter momentos estruturados, seguindo a liderança da terapeuta, pode ter momentos naturalistas, seguindo a liderança do aluno e pode ser feita em vários ambientes.
A sessão ou a terapia não tem que ser classificada em um desses dois métodos.

É crucial então que os profissionais ABA tenham um entendimento claro desses dois métodos, quando usá-los e como incorporá-los perfeitamente em suas sessões de terapia".

 

Como explica o IG @caprichanainclusao do Professor Lucelmo Lacerda:

"Você conhece as práticas baseadas em evidências para intervenção no autismo?


A intervenção comportamental naturalística faz parte desse conjunto! Segundo o NCAEP, é uma coleção de técnicas e estratégias incorporadas às atividades e rotinas do dia-a-dia no qual o aprendiz é naturalmente estimulado.

Essa coletânea compreende, por exemplo, os modelos Pivotal Response Training (PRT); Joint Attention, Symbolic Play, Engagement And Regulation (JASPER); Milieu Teaching, que são intervenções naturalísticas sistematizadas. Essas técnicas incorporaram princípios comportamentais em ambientes mais naturais (casa, escola...), usando interações sociais funcionais e pragmáticas, no lugar de estímulo-resposta-reforço como é o caso do Ensino de Tentativa Discreta (DTT). De forma geral, a abordagem naturalística foca nos reforços intrínsecos, auxiliando na comunicação.

Importante observar que NÃO SUBSTITUI o tradicional um-a-um na mesinha, a depender do caso concreto. Mas pode ser usado em combinação com ele (de forma coerente e coesa). Quer um exemplo? Pôde-se trabalhar 30 minutos por dia através do DTT para adquirir conceitos e passar o restante do dia usando de forma programada as oportunidades criadas pela rotina com foco na comunicação. Assim, tende-se a facilitar a generalização.

 

E acrescente em outro IG #repost @psicologa_iaracarvalho:

 

"As abordagens comportamentais naturalísticas surgiram como uma alternativa ao ensino totalmente estruturado, como no caso do Ensino por Tentativas Discretas (DTT). Elas incorporam os princípios da análise do comportamento e da psicologia do desenvolvimento e se baseiam no fato de que a criança aprende melhor em um ambiente mais reforçador.
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📍O pioneiro dessas abordagens é o Ensino Incidental. Desenvolvido por Hart e Risley em 1960, foi utilizado inicialmente com crianças carentes em escolas públicas para melhorar atrasos de linguagem. Posteriormente, passou a ser utilizado com crianças autistas e com atrasos no desenvolvimento. Aos longos dos anos, novas abordagens foram surgindo.
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📍 Algumas das mais conhecidas são:
🔹 Ensino Incidental
🔹 Milieu teaching (Ensino do meio social)
🔹 PRT- Pivotal Response Treatment (Treino de respostas essenciais)
🔹 Modelo Denver
🔹 NET – Natural Environment Training (Ensino em ambiente natural)

📍Alguns dos aspectos em comum a todas elas são:
🔸 Usam reforçadores naturais em vez de artificiais;
🔸 Usam materiais preferidos pela criança;
🔸 Fazem reforçamento de aproximações e tentativas de comunicação;
🔸 Aplicam os programas contexto mais natural possível.
Alguns dos procedimentos que utilizamos atualmente derivam de estudos dentro dessas abordagens.

➡️Nas próximas postagens vou trazer mais informações a respeito".

Para entender melhor, clique nos links abaixo:

ABA OU DENVER?

O Professor Lucelmo Lacerda explica que, basicamente, Denver nada mais é que uma forma de ABA naturalístico, como tantas outras neste sentido, mas que possui uma marca registrada e que para utilizar este título, é necessário ter certificação. 

O QUE É ABA?

Nossa mestre Mayra Gaiato explica o que é ABA.

O QUE É ABA?

Entenda resumidamente o que significa ABA, que pode ser clássico ou mais naturalista como o Denver, como explico brevemente neste vídeo. 

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PRINCIPAIS DIFERENÇAS

Mayra Gaiato

Para entender melhor a diferença entre o ABA Clássico e o Denver, assista à entrevista que nossa querida mestre concedeu à Comunidade Pró-Autismo do Facebook criado por Marcos Mion.

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RECOMENDAÇÃO OMS

OPAS

A OMS recomenda a terapia comportamental (ABA / Denver) e treinamento de pais:

"É importante que, uma vez identificadas, as crianças com TEA e suas famílias recebam informações relevantes, serviços, referências e apoio prático de acordo com suas necessidades individuais. A cura para o transtorno não foi desenvolvida. No entanto, intervenções psicossociais baseadas em evidências, como o tratamento comportamental e programas de treinamento de habilidades para pais e outros cuidadores, podem reduzir as dificuldades de comunicação e comportamento social, com impacto positivo no bem-estar e qualidade de vida da pessoa".  

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RECOMENDAÇÃO OMS

WHO

No mesmo sentido o site da OMS Internacional:

ABA CLÁSSICO

Para entender melhor esta abordagem e como colocá-la em prática, clique no link a seguir:

DENVER

Para entender melhor esta abordagem e como colocá-la em prática, clique no link a seguir:

REFORÇO

Um dos pilares da ciência ABA, seja aplicada através das tentativas discretas ou de forma mais naturalista, é o REFORÇO:

➡️ EDUCAÇÃO PASSADO x ABA: Muita gente tem preconceito com ABA, por ter uma visão distorcida e por conhecer apenas estratégias muito rudimentares e ultrapassadas de aplicá-la. Mas, resumidamente, ABA é uma ciência que visa AUMENTAR os COMPORTAMENTOS ESPERADOS (socialização, comunicação, etc.) e DIMINUIR os INAPROPRIADOS (esteriotipias, birras, comportamentos repetitivos, etc).

 

➡️ NOSSA EDUCAÇÃO foi baseada nos nossos ERROS. Se fazíamos tudo certo, “não estávamos fazendo mais que nossa obrigação” e se fazíamos algo errado éramos punidos. No ABA é o CONTRÁRIO - COMEMORAMOS e PREMIAMOS cada VITÓRIA, cada COMPORTAMENTO ADEQUADO, por menor que seja.

 

➡️ A melhor forma de INCENTIVAR e comemorar esses comportamentos desejados é através do REFORÇO. Reforços são RECOMPENSAS, algo que a criança ADORE e que associe àquele comportamento desejado, AUMENTANDO assim sua FREQUÊNCIA.

 

➡️ Como as crianças com autismo têm dificuldades de entender as regras sociais, um simples PARABÉNS, um TOCA AQUI, inicialmente NÃO são SUFICIENTES para reforça-los. Por isso, é importante sempre ter à mão REFORÇADORES, para que sejam IMEDIATAMENTE entregues quando a criança age de forma ADEQUADA. Pode ser um tempo com o brinquedo, atividade ou objeto favorito, e em últimos casos, uma comida ou um tempo com eletrônicos. .

➡️ À medida que o COMPORTAMENTO DESEJADO fica INSTALADO no repertório, você pode ir aos poucos RETIRANDO passando a reforçar novas habilidades.

 

➡️ É importante também EMPARELHAR esses REFORÇOS, para que a criança associe os reforços sociais com situações prazerosas e que, com o TEMPO, NÃO sejam mais NECESSÁRIOS OUTROS reforços além dos SOCIAIS, como o parabéns, toca aqui, muito bem, palmas, etc. .

➡️ São DÉCADAS de ESTUDOS CIENTÍFICOS que comprovam a eficiência. Não perca tempo e ESTUDE a ciência ABA, que pode TRANSFORMAR o cérebro e o futuro do seu filho.

✅ Para saber mais, recomendo os cursos do site www.institutosingular.org. 

ANTECEDENTES 

Além disso, a ciência ABA tem como seus pilares principais também analisar e modular os antecedentes ao comportamento. Por exemplo, se a criança tem uma crise de choro porque está sobrecarregada, da próxima vez recomenda-se que para evitar esse comportamento, que faça um intervalo. 

Para entender melhor, clique no link abaixo:

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