Autismo... 

Tem tratamento!!!

Quanto antes iniciado o tratamento, melhores os resultados!!!

DÚVIDA DO DIAGNÓSTICO

DIAGNÓSTICO NÃO FECHA

Mayra Gaiato

Mayra explica o que fazer quando o diagnóstico não fecha.

DÚVIDA DO DIAGNÓSTICO

Posso Dar um Conselho???

Se você ainda não tiver um diagnóstico definitivo - NÃO PERCA TEMPO! Trabalhe as dificuldades do seu filho, sem se importar com esse nome!

 

Cerque-se dos melhores profissionais que você tiver possibilidade, de preferência profissionais experientes, atualizados e especializados em autismo e que exerçam estímulos terapêuticos específicos na linguagem, interação, sensibillidade... Enfim, profissionais especializados nas dificuldades de seu filho! Não acredite em curas milagrosas - AUTISMO AINDA NÃO TEM CURA, MAS TEM TRATAMENTO!

 

E tenha consciência do seu papel! O estímulo incessante dos pais é imprescindível para o futuro da criança! Por melhores que sejam os profissionais, eles não conseguirão sozinhos fazer com que seu filho atinja seu potencial máximo! Os pais e cuidadores passam muito mais tempo com a criança, por isso têm possibilidade de colocar em prática aquilo que está sendo estimulado e ensinado nas terapias de forma muito mais efetiva e duradoura! 

POR QUE OS MÉDICOS NÃO FECHAM O DIAGNÓSTICO?

Dr. Gustavo Teixeira

Neste vídeo Dr. Gustavo explica que o médico não precisa dar o diagnóstico, mas ele precisa indicar o tratamento IMEDIATAMENTE e NUNCA ESPERAR para começar a INTERVENÇÃO! 

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NA DÚVIDA - COMEÇAR O TRATAMENTO IMEDIATAMENTE

A linda mamãe Catherine do IG @apontandoparaofuturo_autism conta um pouquinho de sua história com o Bento:

 

"Dividindo a minha experiência com vcs. No dia 08 de janeiro de 2017 depois de vários testes que o Bento fez, nós tivemos o seguinte diagnóstico : alto risco para autismo. Junto com esse diagnóstico veio um gigante relatório com todas as áreas que o Bento precisava de intervenção(tratamento). Sim, por aqui nós começamos o tratamento do Bento muito antes do diagnóstico, que nós só tivemos, agora, na última sexta feira dia 17 de agosto de 2018. Porque estou dividindo isso com vcs para que vcs possam entender que independente de qualquer diagnóstico o mais importante é começar o tratamento. O dr @drgusteixeira do @cbiofmiami fez um vídeo no canal do Youtube do cbi of miami “Por que os médicos não fecham diagnóstico?” Nesse vídeo ele fala exatamente isso, o médico não precisa dar o diagnóstico, mas ele precisa indicar o tratamento NUNCA ESPERAR para começar a INTERVENÇÃO! E ele fala que o tratamento é indicado de acordo com a necessidade de cada criança. Por exemplo, se a criança apresenta atraso na aquisição de linguagem temos que começar um trabalho com a fono, se a criança tem problemas sensoriais - terapia ocupacional. A criança tem dificuldade em socialização- ela não olha nos olhos, ela não procura outras crianças, ela não conversa - NÃO ESPERAR - temos que intervir com DENVER ou ABA com terapia COMPORTAMENTAL. Isso tudo INDEPENDENTE do DIAGNÓSTICO. Aqui, com o Bento foi exatamente assim, nós começamos a intervenção precoce intensiva nas áreas que ele apresentava atraso muito antes de ter o diagnóstico fechado! Para vcs terem uma noção mesmo sem o “diagnóstico fechado” o Bento sempre fez 3 horas de ABA por dia de segunda a sábado, 1 hora de fono por semana e 1 hora de terapia ocupacional por semana pelo Early intervention que é o programa de intervenção precoce aqui da California". 

Autismo Leve, Síndrome de Asperger ou Superdotação/Altas Habilidades?

Dra. Maria Cláudia Brito explica:

 

"Neste texto pretendo chamar atenção para o fato de algumas crianças com Autismo Leve/síndrome de Asperger demorarem para receber o atendimento adequado, pelo fato de apresentarem determinadas características, como habilidades precoces de leitura e incomum interesse por números e letras. Neste cenário algumas vezes suas dificuldades podem ficar minimizadas ou despercebidas por mais tempo.

 

Habilidades surpreendentes de memorização, atenção prodigiosa a detalhes, vocabulário diferenciado, fala com plurais rigorosamente corretos aparentemente rebuscada para a idade e a escolaridade, habilidades precoces de leitura, sendo capaz de ler livros inteiros em pouco tempo, intenso interesse por números e assuntos não habituais para a idade.

 

Você conhece alguma criança com menos de cinco que apresenta características parecidas?

 

Muitas vezes conversei com familiares e professores que ao ter diante de si uma criança com tais características, levantaram como primeira hipótese Altas Habilidades/ Superdotação (AH/SD).

 

Poderia ser o caso, mas na maioria das vezes o que observei em minha prática clínica foram outros aspectos importantes no desenvolvimento da criança, que caracterizavam um transtorno do espectro do autismo. 

 

Provavelmente, o fato de em minhas experiências o desenrolar dessas histórias culminar em espectro do autismo e não em AH/SD, está relacionado ao fato de estas crianças chegarem a mim em função de suas dificuldades em aspectos da linguagem oral e/ou escrita, paralelas à precocidade em algumas habilidades.

 

Comumente suas histórias trazem relatos como: “Ele lê muito bem, mas não consegue explicar o que leu”. “Ele tem um vocabulário muito avançado para a idade, mas não compreende algumas perguntas e solicitações simples que outras crianças da mesma idade costumam compreender”.

 

Atualmente o DSM V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 2013) descreve tais casos como transtorno do espectro do autismo, mais specificamente nesses casos, o Autismo Leve (Nível 1). Anteriormente à atualização do DMV 5 em 2013, estes casos eram conhecidos como síndrome de Asperger ou Transtorno de Asperger.

 

A confusão com a superdotação pode ocorrer porque, tanto as crianças com autismo/síndrome de Asperger, quanto as crianças superdotadas podem demonstrar interesse bem precoce por letras e números, sendo que as crianças com síndrome de Asperger podem muitas vezes apreder a ler sozinhas com 2 ou 3 anos sem instrução formal (hiperlexia). Contudo, além das altas habilidades demonstradas por algumas crianças que apresentam a Síndrome de Asperger, habitualmente são observadas determinadas dificuldades como: dificuldades motoras com a grafia (letra considerada bem feia) e ou interpretação de textos (Hakim), maiores dificuldades de mudança de rotina e de contato social, ausência de compreensão de abstrações, estereotipias (Neihart, 2000) e dificuldades com o uso funcional e social da linguagem (Brito, 2011).

 

Dificuldades no desenvolvimento da linguagem trazem algumas destas crianças ao consultório fonoaudiológico, mas algumas vezes, infelizmente isso não ocorre por ainda ser comum a ideia de que problemas de comunicação estão restritos ao “não falar” (ausência total de fala) ou ”ao falar errado” (trocas de sons nas palavras, por exemplo: “matato” ao invés de “macaco”). Este tipo de crença aliada ao fato de essas crianças apresentarem determinadas “ilhas de habilidades” ou “hiperfoco” estão muitas vezes associados à demora em buscar auxílio específico.

 

Deve-se estar atento quando uma criança fala aparentemente muito bem, com precisão fonético-fonológica, mas o conteúdo causa alguma estranheza aos pais, como por exemplo, ficar repetindo uma mesma frase em momentos em que não há relação desta com o contexto (ecolalias e falas descontextualizadas), dificuldades para contar fatos cotidianos ocorridos na escola ao passo que a mesma criança consegue reproduzir um longo texto lido em um livro com riqueza de detalhes. As dificuldades específicas na comunicação social são aspectos bastante relevantes nesta diferenciação, pois são indicativos do transtorno do espectro do autismo e não são comuns a crianças com superdotação. Crianças com síndrome de Asperger podem apresentar ainda dificuldades na compreensão de mensagens por meio do tom de voz, de gestos ou ironias, que tem implicações em suas habilidades sociais.

 

Segundo Hakim, as crianças superdotadas podem eventualmente sofrer de problemas no ajustamento socioemocional. Uma vez que o desenvolvimento das capacidades mentais e intelectuais encontra-se muito acentuado, e incompatível com os pares da mesma idade, é comum que o superdotado tenha prejuízos na interação social, devido à dificuldade em compartilhar os mesmos interesses, entre outros aspectos. Assim, crianças com AH/SD também necessitam ficar sozinhas, algumas vezes, para buscar seus interesses e desenvolver alguma atividade que requer afastamento, mas isto não significa um isolamento total ou déficit na cognição social.

 

Portanto quando crianças com altas habilidades/superdotação necessitam de apoio especial para garantir sua efetiva inclusão e oportunidades de desenvolver plenamente suas habilidades, este suporte é bastante distinto daquele que uma criança com síndrome de Asperger pode precisar.

 

Alguns autores descrevem o que é denominado de Dupla Excepcionalidade (Pfeiffer, 2013) em que a criança com síndrome de Asperger/Autismo Leve também apresenta altas habilidades/superdotação.

 

Nesse contexto temos outra dificuldade. Como aponta Neihart (2000) clinicamente são verificadas dificuldades na realização da identificação de AH/SD em crianças com Síndrome de Asperger, pela fato de muitas vezes esta síndrome estar relacionada à dificuldades pontuais de aprendizagem, ao contrário do que é frequentemente pensado em AH/SD. Assim as oportunidades para desenvolver as altas habilidades de uma criança com síndrome de Asperger também podem ser subaproveitadas.

 

Por fim, destaco que o espectro do autismo pode trazer uma ampla gama de características e particularidades que irão interferir diretamente no atendimento terapêutico e educacional que necessita ser oferecido. Este texto, tem como principal objetivo chamar atenção para este fato e para a necessidade de estarmos atentos às particularidades de cada criança para melhor avaliar e planejar práticas que permitam que ela desenvolva-se o mais plenamente possível".

 

 

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