TERAPIA OCUPACIONAL NO AUTISMO

 

De acordo com o site Desvendando o Autismo:

 

"A matéria-prima da Terapia Ocupacional é o dia-a-dia de pessoas que perderam a capacidade de cuidar delas mesmas, de trabalhar ou de ter lazer. O Terapeuta Ocupacional, um profissional da área de Saúde, intervém no cotidiano dessas pessoas e trabalha para que elas recuperem a autonomia e a (re)inserção social.

A Terapia Ocupacional centra-se no estudo da ocupação humana, com enfoque nas áreas de autocuidado, trabalho e lazer. O profissional dessa área compreende o processo de função e de disfunção ocupacionais para promover a saúde e a inclusão de indivíduos. 

O Terapeuta Ocupacional tem por objetivo reabilitar aspectos motores, perceptivos e cognitivos por meio de atividades pré-selecionadas e analisadas para promover o restabelecimento das funções lesadas ou deficitárias nas seguintes áreas:

Motora - coordenação, força, amplitude articular, funcionalidade e destreza.

Perceptiva - integração dos diversos aspectos sensoriais (tátil, gustativo, olfativo, visual e auditivo). As alterações peculiares a cada via sensitiva envolve fatores específicos que devem ser explorados e estimulados.

Cognitiva - integração e maturação das funções percepto-motoras, enfocando a organização e interpretação adequada de todas as sensações que levam o indivíduo à independência e adaptação com o seu ambiente. 

 

 

Como a T.O. se aplica ao autismo?

A terapia ocupacional pode beneficiar a pessoa autista, atendendo e desenvolvendo a qualidade de vida da pessoa como indivíduo. O objetivo é introduzir, desenvolver e manter habilidades que permitam o indivíduo participar o mais independente possível nas atividades diárias tão significativas. Desenvolver o aprendizado com as habilidades motora fina, habilidades de interação, habilidades de auto-cuidado e a socialização são os pontos alvos que devem ser atingidos.

Com os métodos da terapia ocupacional, a pessoa com autismo pode ser ajudada tanto em casa quanto na escola, ensinando-o atividades como se vestir, se alimentar, ir ao banheiro adequadamente, arrumar-se ou enfeitar-se adequadamente. E ainda desenvolver a coordenação motora fina e a coordenação visual  necessária pra se aprender a ler e fazer atividades manuais, a coordenação motora grossa para habilitar o indivíduo a andar de bicicleta ou até mesmo andar adequadamente, e as habilidades de percepção visual necessária para a escrita.

A terapia ocupacional faz parte de um esforço colaborativo de médicos e educadores, assim como dos pais e outros membros familiares. Com esse tipo de tratamento a pessoa com autismo pode se mover adequadamente na vida social com toda desenvoltura necessária nas atividades de vida diária."

EXEMPLOS:

 

Então as terapias trabalham com alguns movimentos que desenvolvam as capacidades para independência, como, por exemplo:

 

* giratório (treino para abrir torneira),

 

* higiene (colar durex embaixo da cadeirinha e pedir para eles tirarem, simulando o movimento de limpar-se no banheiro),

 

* psicomotricidade em geral - para desenvolver a coordenação e linguagem.

Além disto, estímulos para SENSIBILIDADE (para saber mais acesse nosso site em SENSIBILIDADE E ESTERIOTIPIAS):

Como explica o IG @tea.cerena:

"A. Jean Ayres (1920-1988), terapeuta ocupacional e neuropsicóloga americana, dedicou sua vida à investigação da teoria e prática da integração sensorial (IS), hoje chamada Integração Sensorial de Ayres , explorando a relação entre cérebro e comportamento.
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Esse modelo conceitual de terapia ocupacional procura explicar a relação entre déficits na interpretação das sensações do corpo e do meio ambiente e dificuldades de aprendizado acadêmico e motor.
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Desde sua primeira publicação no campo (1966) até hoje, Ayres e seus seguidores publicaram vários artigos científicos sobre o assunto. Seus princípios têm sido utilizados para entender e tratar diferenças sensoriais em pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA), entre outras condições.
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Nos EUA a TO com IS como abordagem está entre os serviços mais solicitados pelos pais de crianças com TEA.
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A teoria da ASI postula que o processo neurológico de organizar as sensações do corpo e do meio ambiente torna possível o uso adaptativo do corpo no ambiente. Quando há dificuldades, elas se manifestam como dificuldades de participação no cotidiano.
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Ayres concentrou sua teoria nos sentidos vestibular, proprioceptivo e tátil proximal, investigando suas contribuições para a função e padrões de disfunção relacionados.
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Os dois principais padrões de disfunção sensorial identificados nas investigações são modulação e discriminação. O primeiro pode resultar em hiporreatividade hiper ou sensorial (vestibular, tátil, auditiva, visual) e o segundo (vestibular, proprioceptivo, tátil), dispraxia. Ambos foram amplamente documentados em pessoas com TEA.
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MEDICINA BUENOS AIRES > Indices de 2020 > VOLUMEN 80 – AÑO 2020 – SUPLEMENTO 2 > Evidencia científica de integración sensorial como abordaje de terapia ocupacional en autismo".

TERAPIA OCUPACCIONAL
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