Autismo Em Jovens e Adolescentes

COMO CUIDAR DE UM ADOLESCENTE COM AUTISMO?

O site entendendoautismo.com.br ensina que:

O adolescente com autismo requer muita atenção de sua parte. Lembre-se de quando o seu filho ou filha era criança? Então, era preciso uma série de medidas que visassem a uma qualidade de vida muito melhor ao pequeno. Quando ele se torna maior, o acompanhamento tende a ser mais metódico, mas isso não significa, em hipótese nenhuma, o desgaste com a pessoa mais importante de sua vida. Não se esqueça que o respeito e o amor devem vir em primeiro lugar na lista.

Veja algumas dicas sobre como cuidar de um adolescente autista:

– Estabeleça um roteiro para seu filho

O desenvolvimento de seu filho autista depende muito dos estímulos para a relação interpessoal e outras atividades que envolvem o ambiente ao que ele está inserido. O autismo infantil estabelece situações em que são necessárias esse tipo de desenvolvimento. Na adolescência não é diferente.

Quando chega essa fase é preciso continuar atento aos comportamentos e elaborar uma comunicação efetiva, assim como na infância, com o jovem. É importante lembrar que a essa altura, o adolescente também deve estar sob os acompanhamentos de profissionais que o ajudarão a ter uma vida muito mais proveitosa; tanto em casa quanto na escola.

– Adolescente autista na escola

O adolescente com autismo é tão singular quanto a criança. Isso significa que não dá para  falarmos por todos eles, pois cada um apresenta um comportamento (embora haja alguns pontos de semelhança entre os autistas).

Na escola, quando o adolescente autista apresenta sinais da Síndrome de Asperger e, além disso, tem bom rendimento, ele pode abstrair determinados conteúdos através do próprio intelecto. É notável salientar que um autista pode desenvolver habilidades verbais, por exemplo, que sejam superiores aos demais colegas de turma.

Porém, essa capacidade excessiva de desenvolvimento não é parte da maioria deles. O mais recomendável é que na escola de seu filho seja disponibilizado algum programa que acompanhe o jovem na escola. Um dos mais comuns é o Plano de Educação Individualizado (IEP), responsável pela adaptação da criança ou adolescente no ambiente acadêmico.

- Ajude seu filho na interação com o ambiente

Nada mais importante que continuar com aqueles mesmos estímulos de relação interpessoal aprendidos na infância. Lembre-se que esses incentivos devem prosseguir para uma vida muito mais proveitosa, sobretudo no quesito da relação do autista adolescente com os ‘desafios’ que surgem com a experiência adquirida.

Adolescente autista e a puberdade

A puberdade é um importante período de transição da fase infantil para a adolescência. No entanto, no autismo ou em qualquer outro transtorno ela deve ser acompanhada de perto por especialistas que ficarão responsáveis pelo direcionamento do jovem nessa ‘nova’ vida. É preciso que vocês, pais, tenham muita paciência, visto que essa fase é de transformação. Pode ser que seu filho manifeste o lado mais retraído ou consiga desenvolver melhor seu comportamento no ambiente ao qual ele está inserido. Tudo depende dos estímulos, lembra-se?

- E se o comportamento do meu filho não se desenvolver muito?

É preciso que, independentemente do grau do autismo de seu filho, o acompanhamento feito por profissionais multidisciplinares deve ser frequente. Somente assim, as intervenções podem ser eficazes.

No entanto, é sempre bom frisar a importância do tratamento quando este é feito desde a mais tenra infância

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O site www.autimates.com também dá algumas dicas:

AUTISMO E ADOLESCÊNCIA

 

Na adolescência, tudo muda: o corpo e a mente. O adolescente autista passa pelas mesmas mudanças, ainda que com alguma diferença. Alguns podem ter as mudanças físicas sem estarem preparados, psicologicamente, para elas. O corpo muda e as sensações podem ser amedrontadoras.

O autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento. Sendo assim, a idade mental pode não acompanhar a idade cronológica. Entender isso é meio caminho andado. Não espere do seu filho o que ele não pode dar ainda. Imagine o adolescente de 14 anos com comportamentos bem infantis, de uma criança de 5 anos. Ao mesmo tempo, pode falar como uma criança de 7 e ter a inteligência de um adulto. Impressionante? Pois é: isso é autismo. A parte social e emocional podem ser mais atrasadas do que outros adolescentes ou podem Ser mais desenvolvidas, até.

Um adolescente está em busca da identidade como qualquer outro. Todo adolescente quer ser “normal” como qualquer outro. Apesar disso é importante conversar com o adolescente autista sobre seu autismo e a influência do autismo no seu comportamento. Vai ajuda-lo a compreender melhor a si mesmo.

Perguntas:

1- O que está bom e o que não está? Quais as dificuldades?

2- O que está atrapalhando este adolescente?

3- Aonde deve ocorrer a mudança?

4- Quem pode colaborar com a mudança?

 

Um adolescente com autismo na escola 

A transição para o segundo grau é um grande passo. O adolescente costuma sofrer o desafio, nessa fase, no planejamento do trabalho de casa e dos contatos sociais. É importante que o professor e a escola saibam que o aluno é autista para fazerem as adaptações  necessárias. Escolha o melhor momento, junto com a escola, para informar sobre o autismo do jovem aluno. Sugestões: um trabalho de pesquisa ou uma aula de sociologia , ou um poster na escola. Desse modo, o tema não precisa ser ligado diretamente ao adolescente autista.

Quando os colegas começam a perceber as diferenças no amiguinho, é um bom momento para explicar na classe o que é o autismo.

Preparação, explicações, e esclarecimentos sobre os códigos sociais:

PREPARAÇÃO

A preparação para a adolescência é algo que os pais podem fazer antes que estas mudanças ocorram, com o mínimo de ansiedade. Antes de atingir a puberdade, os pais já podem conversar com a criança sobre as transformações que vão acontecer em breve, numa segunda fase. Há várias maneiras de se explicar isso, tanto para os jovens autistas verbais quanto para os não verbais, através de imagens, pictogramas, fotos, desenhos, libras, e demais métodos alternativos de comunicação.

CÓDIGOS SOCIAIS:

Por causa do autismo, pode ser que o adolescente tenha dificuldade em entender as regras não escritas na interação social. Explicação e “legenda” são importantes. Quando os pais nao conseguem fazer este trabalho, a ajuda de um coachpode ser uma boa opção.

AGRESSIVIDADE

Adolescentes podem ser malcriados. Autistas também. A diferença é que os autistas podem não entender a extensão do que falam e de como vai atingir os pais. Mas isso eles podem aprender. 

Podem aprender a:

  • Respeitar os pais

  • Entender regras/limites

Agressões podem ser devido à frustração, ou falta de percepção. Os autistas, geralmente, não têm a intenção de ferir os pais.

DO ENSINO ELEMENTAR AO SEGUNDO GRAU

Mudança importante nesse período do ensino elementar ao do Segundo grau. Peça ajuda de um professor ou mediador. Ensine a essa pessoa de confiança o que o adolescente precisa na escola, assim como de suas necessidades especiais nessa fase. O adolescente autista pode ser calado, mas na sua cabeça pode haver um turbilhão de pensamentos. Fale sempre com ele, de preferência a sós.     

 

Saber o que os filhos pensam é uma arte que muitas mães, por sinal, aprendem com a experiência. No entanto, nem sempre reflete a realidade. É importante saber o que se passa com o jovem para poder ajudá-lo. 

  • Tenha paciência com o adolescente.

  • Não precisa aceitar agressões, mas gritar de volta geralmente não adianta, piorando a situação. 

  • Um time-out é o melhor nessa situação. O time-out é quando deixamos a criança em um lugar onde se sinta segura, onde possa se acalmar. Ao mesmo tempo, os pais têm também a chance de se acalmar. Depois do time-out, converse com o adolescente. Não se satisfaça com um “não sei”. Juntos, descubram o que acontece com ele (se é o problema está em casa, na escola, com os irmãos, com amigos, etc. 

  • Deixe que o adolescente perceba que você não está zangada, e que quer entender para poder ajudar. Deixe que ele saiba que pode sempre falar com você. E se não conseguir falar com você, pode falar com outra pessoa em quem confie. Dê a ele a sensação de que o que ele diz, importa. Evite superproteger ou tomar a frente, mas encontrar soluções juntos.

Pais têm a tendência de prestar atenção ao que está errado e a castigar. Troque por IGNORAR o que esta errado (na medida do possível) e a ELOGIAR o que esta certo. A pior coisa que o adolescente pode pensar é que é “um zero à esquerda”; que não faz nada direito.

PAIS SEM CULPA

Quando for necessário buscar ajuda, não se sinta culpado. Você quer o melhor para seu filho. Um bom coach pode oferecer este melhor.

Por fim, ainda que estejam no “olho do furacão”, tenham em mente que a adolescência passa!"

 

*Fatima de Kwant é jornalista radicada na Holanda desde 1985. Ativista internacional do autismo e mãe de um autista adulto que saiu do lado severo do Espectro para o mais leve.

AUTISMO NA ADOLESCÊNCIA

Como ensina Dra. Deborah Kerches:

A adolescência é uma fase de transição importante, que envolve aspectos físicos, hormonais, mentais e sociais. Isso acontece com todos adolescentes, com autismo ou não.
A maneira como os adolescentes com autismo irão vivenciar esta fase dependerá de questões individuais como cognição, severidade do autismo, autonomia, apoio dos pais, terapeutas e habilidades sociais já desenvolvidas.


Na adolescência as terapias continuam sendo essenciais, mas as estratégias terapêuticas necessitam ser adaptadas porque mudam-se os focos, interesses e necessidades.
Adolescentes com autismo e funcionais, nesta fase especialmente, costumam ter maior compreensão sobre si e suas dificuldades. Contrariando o que muitos acreditam, eles desejam interagir mas por vezes não sabem como, o que pode trazer sofrimento psíquico. Adolescentes com autismo mais severo, apresentam maior dificuldade de comunicação e compreensão das mudanças que estão ocorrendo em si e regras sociais desta fase, podendo evoluir com comportamentos mais inadequados e maior risco de uma ou mais comorbidades psiquiátricas.


É uma fase em os pais precisam estar bastante atentos a alterações comportamentais, de humor, higiene pessoal, alterações do hábito do sono e alimentares devido ao risco de desenvolvimento de comorbidades como depressão, transtornos de ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo entre outros.
Treinos de habilidades sociais dirigidos e terapia comportamental costumam trazer grandes benefícios nesta fase.
Os pais podem e devem contribuir com recursos que ajudem estes adolescentes na interação e socialização, e a escola passa ser um dos pilares mais importantes porque é lá que este adolescente vai sentir maior necessidade de aceitação e de superar suas inabilidades. Quando a escola está presente e atuante, será um agente facilitador desse processo na identificação das dificuldades e como apoio para seu desenvolvimento.


Se sentir amado e apoiado, trará ferramentas para que se torne um adulto mais confiante com relação às suas capacidades e também seguro em relação à possíveis inabilidades que podem ser trabalhadas ao longo da vida.

DICA DE JOGO

Dica de jogo para estimular a interação.

MANUAL TRANSIÇÃO PARA A VIDA ADULTA

Segue cartilha do Instituto Pensi para transição para a vida adulta de pessoas com autismo.

SEXUALIDADE E MASTURBAÇÃO

Como explica o IG @danibotelhoaba:

 

"Sexualidade e masturbação são assuntos tabus em nossa sociedade, mas, como muitas habilidades sociais, elas precisam ser ensinadas explicitamente para as crianças com TEA.

Os sentimentos sexuais são normais e existem muitas maneiras de expressá-los. Se uma pessoa tem uma deficiência, isso não muda nada.
O impulso sexual humano é um impulso primário; não é opcional. Temos um desejo sexual desde que tenhamos o suficiente para comer, beber e dormir, e não estamos sob estresse indevido.

Quando crianças passam para a adolescência, elas experimentam mudanças em seus corpos que se refletem em sua sexualidade.
Imagine passar por essas mudanças sem saber os nomes das partes do corpo, sem a preparação de antecipar as mudanças e sem a consciência de que alguém confiável estará disponível para ajudar.

Alguns indivíduos com autismo podem precisar de instruções específicas sobre as expectativas sociais também.

As pessoas são seres sexuais. Não é uma escolha ou uma opção. É uma verdade. A melhor educação sexual é a plena consciência das habilidades sociais, limites, expressão sexual e expectativas.

Vou postar essa semana estudos, exemplos de estratégias usadas para ajudar sobre esse tema.

Respeito qualquer tipo de crença e costume, mas é outro conjunto de habilidades importantes que temos que ensinar".