AUTISMO EM MENINOS X MENINAS

Como explica o IG @entendendoautismo: "A maioria dos casos de autismo é visto no sexo masculino, sendo uma proporção de cerca de quatro meninos afetados a cada menina"

 



 

AUTISMO MENINAS

O autismo pode se revelar de uma forma diferente nas meninas. Seguem então algumas dicas nesse sentido:

CÉREBRO MASCULINO

Como divulgou o IG @autism.os em repost de @anitabritooficial:

 

​"Um novo estudo mostra um desequilíbrio maior no cérebro de alguns homens autistas, se comparados ao sexo feminino. O estudo mostra diferença na sinalização excitatória e inibitória no córtex pré-frontal medial. Essa área do cérebro está envolvida no comportamento social e cognição, o que pode explicar por que algumas mulheres autistas parecem camuflar mais o autismo do que os homens, já que homens e mulheres apresentam uma diferença nessa área do cérebro.
 
Esse novo estudo mesclou dados de estudos antigos, feitos em ratos e cérebro post-mortem, e testes não invasivos em adultos autistas vivos, como ressonância magnética. Em 2010, cientistas já haviam descoberto que as atividades neuronais apresentavam diferenças entre homens autistas e homens neurotípicos. Os novos estudos parecem confirmar essa relação.
 
Foi comparada a atividade cerebral entre 34 homens autistas X 33 neurotípicos, e 34 mulheres autistas X 34 neurotípicas. Os resultados mostraram um desequilíbrio maior no cérebro dos homens autistas e o mesmo não ocorreu nas mulheres. Eles também testaram fatores genéticos já conhecidos no autismo.
 
Os resultados mostram que mulheres autistas que camuflam seus traços, principalmente na comunicação social, têm atividade no córtex pré-frontal ventromedial muito semelhantes ao das mulheres típicas. Ainda não está claro se essa diferença ajuda a mulher a camuflar ou se o cérebro feminino tende a se ajustar após camuflar os traços por tanto tempo. Esse desequilíbrio não é a causa do autismo, mas o resultado desse subtipo de TEA.
 
Porém, esse pode ser um biomarcador para ajudar em tratamentos individualizados. Ou seja, medições fisiológicas podem ajudar a encontrar tratamentos específicos para diferentes tipos de autismo.
 
Texto: Dra. Anita Brito, Neurocientista
 
Referências
Trakoshis S. et al. eLife 9, Epub ahead of print (2020) PubMed
Monier C. et al. J. Neurosci. Methods 169, 323-365 (2008) PubMed
Gao R. et al. Neuroimage 158, 70-78 (2017) PubMed
Lai M.C. et al. Biol. Psychiatry 68, 1092-1099 (2010) PubMed
Quartier A. et al. Biol. Psychiatry 84, 239-252 (2018) PubMed"

MASKING

Como divulgou o IG @autism.os em repost de @ativismoautista:

 

O masking é muito comum em mulheres autistas. Mas o que é? É uma forma de proteção, uma camuflagem. Nós mulheres temos uma facilidade em mascarar ossos traços de autismo, e por isso muitas das vezes passamos despercebidas na sociedade. Muitas mulheres são diagnosticadas com outros transtornos, quando na verdade é o autismo que ela está mascarando. Existe uma proporção de que a cada 4 meninos autistas, 1 mulher é autista. Mas essa proporção muda a medida que o diagnóstico fica mais preciso. Antigamente era muito difícil ver mulheres autistas, e eu conheço muita gente que nunca nem conheceu uma mulher autista, apenas homens. Importante lembrar que homens também podem vir a mascarar seu autismo, isso não é exclusivo de mulheres, é apenas mais comum nas mulheres.
O masking acontece de maneira involuntária, nós fazemos isso sem perceber, para sermos “normais” e sermos aceitas na sociedade. Isso causa vários danos à saúde mental, e a camuflagem é um traço comum do autismo leve, por isso o autismo leve traz com ele várias comorbidades, incluindo a depressão que é a mais comum em autistas leves, devido a essa pressão em ser socialmente aceito. Controlar estereotipas, e agir o mais típico possível, para nós que somos autistas, causa um sofrimento muito grande, é desgastante. Após um dia inteiro mascarando, no fim do dia sentimos o cansaço mental, e com isso podem vir as crises. (Meltdown, shutdown). Os autistas precisam se sentirem seguros para ser autistas, e não devem sentir uma pressão para se comportarem como se fossem típicos. A sociedade precisa aceitar a neurodiversidade. 🧠🌈🧬

Nós mulheres autistas sempre existimos, e pode ter uma bem do seu lado, seja mascarando o autismo ou que ainda não sabe e não foi diagnosticada".

POLIANA 

Como explica o IG @neuropsicolux:

"Algumas pessoas custam mais a enxergar maldades, segundas intenções, interesses ou até mesmo manipulações.


Apresentam tendência a ver tudo pelo lado bom, a descartar qualquer tipo de maldade e acreditar que todos são muito bons.


Algumas pessoas chamadas de Poliana em alusão a uma personagem infantil, veem o mundo a seu redor com seus olhos, suas lentes, sua índole, ou seja, projetam em seu aparelho perceptivo, aquilo que são, veem nos outros a bondade que carregam em si!

Muitos autistas apresentam está tendência maior, justamente pela dificuldade em ler o pensamento do outro, em entender certas abstrações ou “pistas” dadas nas relações com o meio, agem de modo natural, esperam que o outro esteja lhe sendo sincero.


Lembrem-se que a dificuldade em teoria da mente e teoria da coerência central, dificultam os processos de abstração.

Mas de qualquer forma
“Cada um dá aquilo que carrega dentro de si”.
Projeta no mundo externo, seu mundo interno!

Pollyanna é um livro de Eleanor H. Porter de 1913, clássico da literatura infanto juvenil, trata-se de uma menina de 11 anos, que após a morte de seu pai vai morar com uma tia rica e severa e neste novo lar, passa a ensinar as pessoas o “jogo do contente” que havia aprendido com seu pai, o jogo é simples e quero que vocês aprendam também:
Devemos extrair de tudo que vivemos ou recebemos o lado bom, o lado positivo, mesmo nas coisas que aparentemente são desagradáveis".

CRITÉRIOS DIFERENTES?

Como divulgou o IG @paulo_liberalesso:

​"O TEA é diagnosticado clinicamente com base nos critérios estabelecidos no DSM 5, que é um manual editado pela Associação Americana de Psiquiatria, tendo sua última versão publicada em 2013.

Quando os critérios para o diagnóstico de uma doença ou de uma síndrome são estabelecidos, partimos do pressuposto teórico de que suas manifestações são iguais ou pelo menos muito semelhantes em ambos os sexos. Contudo, isso nem sempre é verdade.

Em diversas condições, a apresentação clínica em mulheres e homens é diferente, o que pode trazer dificuldades e retardar o diagnóstico. O autismo é mais frequente nos meninos do que nas meninas, havendo explicações genéticas para essa distribuição assimétrica entre os gêneros.

Um estudo recentemente publicado abordou exatamente esse assunto. Trata-se de uma Revisão Sistemática da literatura e, portanto, um estudo de alta qualidade e elevado poder científico, no qual os autores revisaram 19 pesquisas que analisaram como os comportamentos repetitivos e interesses restritos se manifestavam nas pessoas do sexo feminino, bem como se havia diferenças dessas manifestações clínicas entre os sexos masculino e feminino.

Dessas 19 pesquisas, 12 encontraram evidências claras de que autistas do sexo MASCULINO tinham muito mais frequentemente comportamentos repetitivos e interesses restritos do que autistas do sexo FEMININO. Esse mesmo estudo mostra, ainda, que os comportamentos repetitivos e interesses restritos em pessoas autistas do sexo FEMININO não são suficientemente “percebidos” pela maioria dos instrumentos diagnósticos e escalas de triagem utilizados. Outro aspecto importante é que comportamentos “menos sociais” podem erroneamente serem interpretados como timidez no sexo feminino.

É muito provável que a resposta para o título desse texto seja “Sim, nós precisamos de critérios clínicos diferentes para o diagnóstico do autismo nas meninas!”.

Referência bibliográfica: Allely C. Exploring the female autism phenotye of repetitive behaviours and restricted interests (RBRIs): a systematic PRISMA review. Advances in Autism 2019, 5(3): 171-86."

MASKING

No mesmo sentido @autismomake:

"Falou por mim

#Repost @quebrandootabu with @make_repost


O diagnostico em meninas costuma ser mais difícil, porque além da condição ser vista por muito tempo, como algo exclusivamente masculino pela classe médica, as meninas muitas vezes podem mascarar suas caracteristicas por questões sociais.
"Mascarar é uma das coisas mais exaustivas do mundo"

CAMUFLAGEM SOCIAL 

Segue vídeo do IG @autism.os:

"Nossa querida @kmylla.borges

Falando sobre o que seria a camuflagem social". 

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